Trump concede perdão a perus em evento e aproveita para criticar políticas do governo sucessorPor Luís Henrique Costa
4 min de leitura
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O então presidente Donald Trump realizou a tradicional cerimônia de perdão a um peru no Jardim das Rosas da Casa Branca, um evento anual que antecede o feriado de Ação de Graças. Na ocasião, duas aves, chamadas Corn e Cob, foram apresentadas, com Corn recebendo o indulto oficial.
O evento ocorreu em um momento de forte tensão política, logo após as eleições presidenciais que indicaram a vitória de Joe Biden. A cerimônia, geralmente de tom leve e festivo, foi marcada por um discurso que mesclou a tradição com declarações políticas.
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Apesar de focar na celebração, Trump utilizou a oportunidade para enaltecer feitos de sua administração e direcionar críticas às políticas que seriam implementadas pelo governo sucessor.
Críticas à futura administração
Durante seu breve pronunciamento, o então presidente destacou o desempenho da bolsa de valores e o desenvolvimento de vacinas, feitos que atribuiu ao seu governo. Ele aproveitou o momento para contrastar suas políticas com as propostas da futura gestão, afirmando que a América deveria vir em primeiro lugar, em uma crítica velada à agenda de Biden.
Sem citar diretamente o nome do sucessor, as declarações foram interpretadas como uma recusa em aceitar o resultado eleitoral e uma crítica antecipada às futuras decisões do novo governo. A fala desviou do tom protocolar esperado para a ocasião, introduzindo um elemento de confronto político na celebração.
O ritual anual na Casa Branca
A tradição de apresentar um peru ao presidente dos Estados Unidos na época de Ação de Graças remonta à década de 1870.
No entanto, o costume de “perdoar” oficialmente a ave é mais recente, tendo sido formalizado pelo presidente George H.W. Bush em 1989.
Desde então, todos os anos, a Federação Nacional do Peru apresenta ao presidente duas aves, das quais uma é escolhida para receber o perdão.
As aves poupadas são então enviadas para viver o resto de suas vidas em fazendas ou universidades, em vez de se tornarem parte da ceia do feriado.
Detalhes do perdão presidencial
As duas aves daquele ano, Corn (Milho) e Cob (Espiga), foram criadas em Iowa. O público pôde votar online para decidir qual delas receberia o título de “Peru Nacional de Ação de Graças”.
Corn foi o vencedor da votação popular e recebeu o perdão oficial, embora Cob também tenha sido poupado, como é de costume na cerimônia moderna.
O tom político do evento
A cerimônia transcorreu de forma rápida e com a presença de um número limitado de convidados, seguindo os protocolos sanitários vigentes na época.
Observadores e a imprensa destacaram o desvio do roteiro tradicional, que normalmente se concentra em piadas e comentários leves sobre o feriado.
A escolha de palavras e o foco em realizações do governo transformaram o que seria um ato simbólico em uma plataforma para afirmações políticas.
Reações e o futuro das aves
Após o evento na Casa Branca, tanto Corn quanto Cob foram transportados para o campus da Universidade Estadual de Iowa, onde passaram a viver em uma exposição pública especialmente preparada para eles. A decisão de enviar as aves para uma instituição de ensino agrícola segue a prática de anos anteriores, garantindo que os animais vivam em um ambiente adequado. A cobertura da mídia sobre o evento focou não apenas no ato do perdão, mas também no contexto político incomum, com análises sobre como o presidente utilizou uma tradição apolítica para reforçar sua narrativa pós-eleitoral, gerando debates sobre a separação entre atos cerimoniais e o discurso partidário.
A cerimônia tradicional e os nomes das aves
A escolha dos nomes das aves, Corn e Cob, seguiu a tradição de dar nomes temáticos e divertidos aos perus. A participação do público na escolha do peru a ser perdoado foi um elemento interativo promovido pela Casa Branca para engajar os cidadãos na celebração.

