Spotify revela Wrapped 2025: Bad Bunny supera Taylor Swift como artista mais ouvido mundialPor Carolina Costa
6 min de leitura
![]() |
Bad Bunny alcançou a marca de 19,8 bilhões de streams no Spotify em 2025, tornando-se o artista mais ouvido no mundo pela quarta vez. O anúncio ocorreu nesta quarta-feira, 3 de dezembro, durante o lançamento do Spotify Wrapped, plataforma de análise de hábitos musicais com mais de 700 milhões de usuários globais. O cantor porto-riquenho superou Taylor Swift, que liderou os rankings nos dois anos anteriores, e consolidou a força da música latina no cenário internacional.
O álbum “DeBÍ TiRAR MáS FOToS”, lançado por Bad Bunny, figurou como o mais escutado globalmente, refletindo o impacto de seu estilo reggaeton misturado a elementos pop. Essa conquista destaca como gêneros regionais ganham espaço em plataformas digitais, com streams distribuídos por mais de 180 países. A plataforma Spotify registrou um crescimento de 14% em usuários ativos, atingindo 713 milhões, o que ampliou o alcance de artistas como o porto-riquenho.
- Bad Bunny: 19,8 bilhões de streams totais.
- Taylor Swift: Segunda posição, com foco em mercados como os Estados Unidos.
- The Weeknd: Terceiro lugar, impulsionado por colaborações recentes.
- Drake: Quarto, com consistência em hip-hop global.
- Billie Eilish: Quinta, graças a álbuns como “Hit Me Hard and Soft”.
Destaques das músicas mais tocadas
A colaboração entre Lady Gaga e Bruno Mars em “Die With a Smile” liderou as músicas mais escutadas, com 1,7 bilhão de streams em 2025. Essa faixa, lançada no ano anterior, manteve relevância graças a playlists virais e apresentações ao vivo. O sucesso demonstra o poder de duetos pop em conectar audiências diversas, de fãs de dance a ouvintes casuais.
“DtMF”, de Bad Bunny, ocupou o quinto lugar no ranking global, contribuindo para o domínio do artista. A música incorpora ritmos urbanos com letras introspectivas, atraindo ouvintes em regiões como América Latina e Europa. Plataformas como o Spotify facilitam esse alcance, com algoritmos que recomendam faixas baseadas em padrões de consumo.
Ranking completo de artistas
Bad Bunny iniciou o ano com lançamentos estratégicos que impulsionaram seu retorno ao topo. Seu posicionamento reflete uma base fiel em países de língua espanhola, expandida para mercados anglófonos.
The Weeknd manteve presença constante com faixas de álbuns anteriores, somando bilhões de plays. Drake, por sua vez, beneficiou-se de mixtapes colaborativos que renovaram seu catálogo.
Billie Eilish e Kendrick Lamar completam o top 5, com álbuns que misturam inovação sonora e narrativas pessoais. Esses artistas representam uma diversidade de estilos, do pop alternativo ao rap consciente.
Ariana Grande e Arijit Singh entraram no top 10, mostrando o crescimento de vozes femininas e da música indiana. Fuerza Regida, grupo de música mexicana, fechou a lista, evidenciando o avanço do regional mexicano.
Domínio de álbuns no ano
“DeBÍ TiRAR MáS FOToS” de Bad Bunny acumulou streams recordes desde o lançamento, superando produções de estúdios globais. O disco explora temas de identidade cultural, com faixas que viralizaram em redes sociais.
A trilha sonora de “KPop Demon Hunters” ficou em segundo, impulsionada pelo sucesso do filme na Netflix. Esse fenômeno ilustra como conteúdos audiovisuais alimentam o streaming musical.
“SOS Deluxe: Lana”, de SZA, e “Short n’ Sweet”, de Sabrina Carpenter, mantiveram-se relevantes com edições deluxe. Esses projetos prolongam o ciclo de vida de álbuns, adicionando remixes e faixas inéditas.
“Hit Me Hard and Soft”, de Billie Eilish, e “GNX”, de Kendrick Lamar, destacam produções independentes que competem com majors. Morgan Wallen e Alex Warren representam o country e o folk emergente nos rankings.
Tendências regionais no Brasil
Henrique & Juliano lideraram os artistas mais escutados no Brasil pelo segundo ano, com o álbum “Manifesto Musical 2 (Ao Vivo)” no topo. A dupla sertaneja atraiu milhões de plays em shows virtuais e rádios locais.
“Tubarões – Ao Vivo”, de Diego & Victor Hugo, foi a música mais tocada no país. Essa faixa reflete o apelo de letras românticas em contextos cotidianos brasileiros.
Grupo Menos É Mais e MC Ryan SP ocuparam as posições seguintes, misturando pagode e funk. Jorge & Mateus e MC IG completaram o pódio, com estilos que dominam playlists nacionais.
- Henrique & Juliano: Foco em lives e parcerias regionais.
- Grupo Menos É Mais: Crescimento em streams de faixas ao vivo.
- MC Ryan SP: Popularidade em ritmos urbanos periféricos.
- Jorge & Mateus: Consistência em duplas sertanejas tradicionais.
Colaborações que definiram o ano
Parcerias como “Die With a Smile” de Lady Gaga e Bruno Mars geraram bilhões de interações. Essa faixa cruzou barreiras de gênero, alcançando charts em múltiplos países.
“Luther (with SZA)”, de Kendrick Lamar, destacou dinâmicas de rap e R&B. A música ganhou tração em premiações e turnês conjuntas.
“Apt.”, de Rosé e Bruno Mars, misturou K-pop com pop ocidental. Esses cruzamentos culturais expandiram audiências para artistas asiáticos e latinos.
Bad Bunny colaborou em remixes que impulsionaram streams de álbuns alheios. Essas interações reforçam redes de artistas em ecossistemas digitais.
Influência da música latina global
O reggaeton de Bad Bunny expandiu-se para além da América Latina, com faixas tocadas em festivais europeus. Seu álbum novo incorporou elementos de trap e dembow, adaptando-se a tendências.
Fuerza Regida representou o regional mexicano, com corridos tumbados que viralizaram. Esses estilos regionais agora competem com pop mainstream em streams.
No Brasil, influências latinas aparecem em remixes de sertanejo. Artistas locais incorporam ritmos urbanos, ampliando o diálogo cultural.
A plataforma Spotify promoveu playlists temáticas que facilitaram esse intercâmbio. Usuários globais acessaram mais de 100 mil novas faixas latinas em 2025.
Crescimento de gêneros emergentes
O K-pop avançou com a trilha de “KPop Demon Hunters”, que incluiu colaborações internacionais. Faixas como “Golden” misturaram idiomas, atraindo ouvintes jovens.
O hip-hop de Kendrick Lamar ganhou com narrativas sociais em “GNX”. Suas letras abordaram questões urbanas, ressoando em audiências diversas.
Pop de Ariana Grande e Billie Eilish priorizou produções minimalistas. Esses álbuns priorizaram vocais e instrumentais sutis, influenciando produtores independentes.
Country de Morgan Wallen cresceu em mercados rurais, com álbuns ao vivo. Gêneros como esses mostram a fragmentação do consumo musical atual.







