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O São Paulo Futebol Clube anunciou a rescisão do contrato com o nutrólogo Eduardo Rauen nesta terça-feira, 16 de dezembro de 2025. A decisão ocorreu após revelações sobre o fornecimento irregular do medicamento Mounjaro, uma caneta injetável à base de tirzepatida, indicada pelo profissional a dois atletas do elenco profissional. O fornecedor apontado pelo médico não possuía autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para comercializar o produto no Brasil.

A medida visa conter repercussões internas em um departamento de saúde já criticado ao longo da temporada. O clube enfatizou que o uso do medicamento foi pontual e individualizado, sem relação com o alto número de lesões registradas no ano.

O caso ganhou destaque após apurações que identificaram a origem do produto como importado de forma irregular. A Anvisa reforça que medicamentos só podem ser vendidos em farmácias ou drogarias regularizadas, garantindo qualidade e conservação adequadas.

Detalhes da rescisão contratual

A parceria com Eduardo Rauen incluía a implementação do projeto TecFut no Centro de Treinamento da Barra Funda. Esse iniciativa previa equipamentos avançados e uma equipe multidisciplinar para otimizar a preparação física dos atletas a partir de 2026.

A rescisão foi imediata após o clube tomar conhecimento da irregularidade no fornecimento. Internamente, a saída do nutrólogo é vista como forma de preservar protocolos institucionais e evitar riscos adicionais.

Rauen havia sido contratado em junho de 2025 para atuar na área metabólica. Sua metodologia focava em composição corporal e redução de gordura, com resultados positivos observados em categorias de base.

Origem da polêmica com o medicamento

O Mounjaro contém tirzepatida, substância aprovada pela Anvisa em 2023 para tratamento de diabetes tipo 2 e, posteriormente, para controle de peso em pacientes com obesidade. O medicamento atua nos receptores de hormônios intestinais, promovendo saciedade e redução de apetite.

No caso do São Paulo, o nutrólogo indicou o produto a dois jogadores com índice de massa corporal elevado e queixas articulares. As aplicações ocorreram durante períodos de recuperação, sem interferência em partidas oficiais.

O problema surgiu com o fornecedor, uma pessoa física que oferecia o medicamento importado por valores acima do mercado. A Anvisa classificou essa comercialização como irregular, sem garantias de procedência original.

Posicionamento inicial do clube

Em nota divulgada na semana anterior, o São Paulo defendeu o uso do Mounjaro como tratamento médico individualizado. O clube destacou que o medicamento é fabricado pela Eli Lilly, laboratório de renome internacional, e não apresenta irregularidades quando prescrito corretamente.

A instituição reforçou o compromisso com a saúde dos atletas em todas as categorias. Qualquer intervenção segue normas éticas e regulamentações vigentes, com avaliações clínicas criteriosas.

O texto negou ligação entre o medicamento e as lesões recorrentes na temporada. O uso foi descrito como pontual, aplicado apenas em atletas fora de competições.

Contexto do departamento médico

O departamento médico do São Paulo enfrentou críticas intensas em 2025 devido ao elevado número de ausências por problemas físicos. O clube registrou 49 casos oficiais de lesões ou sobrecargas no elenco profissional.

Discordâncias internas sobre protocolos contribuíram para um ambiente de tensão. Profissionais apontaram falta de alinhamento como fator agravante nos resultados da temporada.

A diretoria iniciou reformulações, incluindo demissões de funcionários antigos. A meta é implementar processos mais integrados e baseados em dados científicos para 2026.

  • Redução de percentual de gordura em atletas tratados.
  • Melhora na composição muscular observada em casos individuais.
  • Aplicação restrita a janelas terapêuticas curtas.
  • Monitoramento médico constante durante o uso.

Repercussões internas no elenco

Fontes próximas à comissão técnica relataram desconforto com o uso das canetas desde outubro. O treinador recebeu informações sobre o procedimento e expressou resistência a intervenções sem consenso amplo.

A prescrição ocorreu sem comunicação plena a todos os setores de saúde. Isso gerou debates sobre cadeia de comando e integração multidisciplinar.

Apesar disso, o nutrólogo assumiu responsabilidade pelas indicações. Ele defendeu a abordagem como benéfica para atletas com IMC acima de 27,5 e dores articulares.

Regulamentação da tirzepatida no Brasil

A tirzepatida recebeu registro da Anvisa inicialmente para diabetes tipo 2. Posteriormente, ganhou indicação para controle crônico de peso associado a dieta e exercícios.

Farmácias devem reter receitas para medicamentos da classe GLP-1, incluindo Mounjaro. Essa norma visa maior controle na dispensação.

Importações por pessoas físicas são proibidas para fins comerciais. Produtos fora de canais oficiais não oferecem garantias de qualidade ou conservação.

O medicamento se popularizou como auxiliar no emagrecimento. Estudos clínicos demonstram eficácia superior em redução de peso comparado a opções semelhantes.

A Eli Lilly posiciona o Mounjaro como inovação terapêutica. No Brasil, a comercialização segue regras estritas de vigilância sanitária.

Medidas adotadas pelo São Paulo

O clube revisa processos no departamento de saúde para reforçar governança. Mecanismos de controle serão ampliados para evitar desvios protocolares.

A reanálise do TecFut inclui avaliação de continuidade com ajustes. O projeto visava modernizar recuperação e preparação de atletas.

Dirigentes classificaram o episódio como violação institucional. A rescisão busca minimizar impactos na imagem e no desempenho futuro.

A temporada de 2025 serviu como referência para mudanças estruturais. O foco agora está em alinhamento total entre profissionais.

O São Paulo prioriza excelência em todos os departamentos de saúde. Investimentos em tecnologia e equipe multidisciplinar continuam planejados.

  • Avaliações clínicas individualizadas antes de qualquer intervenção.
  • Prescrição limitada a casos com indicação formal.
  • Acompanhamento contínuo por especialistas.
  • Ênfase em procedência original dos medicamentos.
  • Integração plena entre setores médicos.

O caso expôs vulnerabilidades em um ano marcado por desafios físicos no elenco. A diretoria trabalha para restaurar estabilidade e performance elevada.

Thiago Lemos é colaborador da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve para o portal desde 2020: Formação: Administração.

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