Vasco garante empate sem gols na Neo Química Arena e define final da Copa do Brasil no MaracanãPor Thiago Lemos
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Corinthians e Vasco empataram em 0 a 0 na primeira partida da final da Copa do Brasil de 2025, disputada em 17 de dezembro na Neo Química Arena, em São Paulo, com o resultado mantendo a decisão do título nacional completamente em aberto para o jogo de volta. O confronto, que atraiu mais de 47 mil torcedores, transcorreu sem que nenhuma das equipes conseguisse balançar as redes, apesar de algumas oportunidades para ambos os lados, e o time carioca demonstrou maior volume ofensivo e controle tático ao longo dos 90 minutos, neutralizando as principais investidas dos mandantes. A igualdade sem gols significa que a finalíssima será decidida no próximo domingo, 21 de dezembro, às 18h (horário de Brasília), no Maracanã, onde qualquer vitória simples garante o campeão da competição, e um novo empate no tempo regulamentar levará a disputa diretamente para a emocionante decisão por pênaltis.
Análise tática do confronto de ida
O início da partida na Neo Química Arena foi marcado por um equilíbrio tático, com o Corinthians tentando impor pressão pela posse de bola nos primeiros minutos, mas o Vasco respondeu com uma marcação alta e transições rápidas, conseguindo ditar o ritmo em diversos momentos do jogo.
Aos 18 minutos, o jovem atacante Rayan chegou a balançar as redes para o Vasco após um passe preciso de Andrés Gómez, porém o lance foi corretamente invalidado pela arbitragem por posição irregular do atleta, frustrando a torcida vascaína presente.
Destaques individuais e coletivos
A equipe vascaína demonstrou maior ímpeto ofensivo durante o jogo, totalizando 12 finalizações contra as oito tentativas do Corinthians, evidenciando uma proatividade notável no ataque. Em uma das oportunidades mais perigosas da partida, o Vasco acertou a trave do goleiro Hugo Souza, mostrando a capacidade de criar chances claras mesmo atuando fora de casa. Léo Jardim, o goleiro vascaíno, teve uma atuação segura e não foi exigido em defesas de alta complexidade, refletindo a eficácia da defesa. Andrés Gómez foi um dos jogadores mais incisivos do Vasco, incomodando constantemente a defesa corintiana com seus dribles e velocidade pelas pontas. Sua capacidade de desequilibrar individualmente gerou diversas jogadas de perigo e contribuiu para o volume ofensivo da equipe. A dupla de volantes, formada por Thiago Mendes e Cauan Barros, teve papel fundamental na contenção e na distribuição de jogo, protegendo a defesa e iniciando as jogadas de ataque, enquanto Puma Rodríguez e Andrés Gómez exploravam as laterais com velocidade e dribles, forçando a linha defensiva corintiana a recuar e se reorganizar constantemente. A atuação coletiva do Vasco recebeu elogios de Fernando Diniz, que destacou a obediência tática e a ausência de chances reais concedidas ao adversário, indicando uma estratégia bem executada.
Escalações e movimentos estratégicos
O Corinthians entrou em campo com Hugo Souza no gol; Matheuzinho, Gustavo Henrique, André Ramalho e Matheus Bidu formando a linha defensiva; Raniele, José Martínez, Breno Bidon e Rodrigo Garro compondo o meio-campo; e Memphis Depay e Yuri Alberto no ataque, sob o comando técnico de Dorival Júnior. As substituições realizadas durante o segundo tempo, que incluíram as entradas de Maycon, Carrillo e Vitinho, buscaram dar mais fôlego e capacidade ofensiva ao time, mas não foram suficientes para superar a organização defensiva vascaína, que se manteve sólida.
O Vasco alinhou com Léo Jardim; Paulo Henrique, Carlos Cuesta, Robert Renan e Puma Rodríguez na defesa; Cauan Barros, Thiago Mendes e Philippe Coutinho no setor de meio-campo; e Nuno Moreira, Andrés Gómez e Rayan no ataque, dirigido por Fernando Diniz. As mudanças promovidas pelo treinador nos minutos finais da partida, com a entrada de Pablo Vegetti e Matheus França, foram estratégicas para manter a pressão ofensiva e a posse de bola, consolidando a performance da equipe e evitando o recuo excessivo.
Caminhada do Vasco até a decisão
A jornada do Vasco até a final da Copa do Brasil de 2025 foi marcada por uma campanha consistente e desafiadora, que começou desde as fases preliminares da competição.
Ao longo de sua trajetória, a equipe carioca demonstrou resiliência, eliminando adversários de peso, incluindo rivais estaduais como Botafogo e Fluminense, ambos em disputas de pênaltis.
O clube busca o bicampeonato da Copa do Brasil, tendo conquistado o título pela última vez em 2011, um feito que a torcida anseia repetir com grande expectativa.
O empate fora de casa na Neo Química Arena representa um resultado estratégico e positivo, especialmente pela superioridade demonstrada em número de finalizações e no controle tático da partida.
Perspectivas para a grande final
Com a decisão do título totalmente em aberto, o Vasco retorna ao Rio de Janeiro com a moral elevada após sair ileso de um estádio historicamente difícil para visitantes.
Preparação final dos times
Fernando Diniz enfatizou a importância da concentração máxima para o jogo de volta, projetando a manutenção da aplicação defensiva que foi um dos pilares da atuação em São Paulo, aliada a uma maior precisão nas finalizações. A semana será crucial para a recuperação de jogadores que acumularam minutos intensos, como Philippe Coutinho, e para a elaboração da estratégia final.
O Corinthians, por sua vez, precisará melhorar significativamente sua efetividade no ataque e encontrar formas de furar a defesa vascaína para reverter o cenário no Maracanã. A busca pelo título encerra a temporada do futebol brasileiro, com ambos os clubes determinados a fechar o ano de 2025 com uma conquista expressiva e de grande valor.







