Recorde de -53 graus no Yukon marca onda de frio extremo no Canadá impulsionado pelo polar vortexPor Luís Henrique Costa
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O Canadá registra uma onda de frio intensa em dezembro de 2025, com temperaturas alcançando -53 graus Celsius no território de Yukon. Essa marca, observada em locais como Braeburn, representa um dos valores mais baixos do período e afeta várias regiões do país.
A causa principal envolve a disrupção do vórtice polar, que permite a descida de massas de ar ártico para o sul. Províncias como Alberta, Saskatchewan e Manitoba enfrentam alertas de frio extremo, com sensações térmicas entre -40 e -45 graus Celsius devido aos ventos.
Meteorologistas indicam que o fenômeno persiste até o fim do mês em algumas áreas, com possibilidade de novas quedas de temperatura após o Natal.
Origem do fenômeno atmosférico
O vórtice polar consiste em uma circulação de ar frio na estratosfera que normalmente contém as baixas temperaturas nas regiões polares. Quando ocorre uma aquecimento estratosférico súbito, essa estrutura enfraquece ou se divide, liberando ar ártico para latitudes mais baixas.
No inverno de 2025/2026, uma disrupção precoce dividiu o vórtice, direcionando um lobo de ar frio para a América do Norte. Esse padrão, conhecido como “Polar Express”, gera ondas sucessivas de frio intenso em Canadá e partes dos Estados Unidos.
Previsões de longo prazo apontam para episódios recorrentes de frio em janeiro, influenciados também pela fase La Niña no Pacífico.
Regiões mais afetadas
As províncias ocidentais e centrais sofrem os impactos mais severos. No Yukon e em Alberta, temperaturas caíram para valores próximos de -50 graus Celsius, com alertas emitidos pelo Environment Canada.
- Sensações térmicas de -50 graus em Whitehorse e Dawson City.
- Risco de congelamento rápido em pele exposta.
- Interrupções em transporte e fornecimento de energia em áreas isoladas.
- Nevascas associadas em partes orientais, como Ontario e Quebec.
Manitoba e Saskatchewan registram mínimas históricas para dezembro, afetando atividades cotidianas e infraestrutura.
Esses eventos exigem precauções como redução no consumo de energia para evitar sobrecargas na rede elétrica.
Temperaturas registradas
Estaques destacam os recordes de frio em diferentes locais.
- Yukon: até -53 graus Celsius em Braeburn.
- Alberta: mínimas abaixo de -40 graus com vento forte.
- Prairies centrais: sensações térmicas de -45 graus persistentes.
- Partes do norte: valores próximos de recordes sazonais.
Comparações com anos anteriores mostram que essas temperaturas não ocorriam com essa intensidade desde décadas em algumas estações.
Previsão para o inverno
O padrão de frio deve continuar no início de 2026 em grande parte do Canadá. Modelos indicam manutenção do vórtice polar enfraquecido, favorecendo novas incursões árticas.
Regiões como British Columbia permanecem mais amenas devido a influências oceânicas. No leste, nevascas intensas acompanham as frentes frias.
Autoridades recomendam monitoramento constante de alertas meteorológicos para minimizar riscos à população.
Possíveis impactos no continente
A divisão do vórtice polar concentra o frio principal na América do Norte. Nos Estados Unidos, partes centrais e orientais enfrentam ondas semelhantes, com neve e gelo.
O Atlântico atua como barreira térmica, reduzindo chances de transferência direta para a Europa no curto prazo. Previsões indicam padrões mais amenos no Velho Continente durante o período.
Esse contraste destaca a variabilidade regional dos efeitos do vórtice polar enfraquecido.
Medidas de proteção adotadas
Governos provinciais ativam planos de emergência para frio extremo. Abrigos ampliam capacidade em cidades maiores, e campanhas orientam sobre riscos de hipotermia.
Empresas de energia pedem moderação no uso para evitar blecautes. Escolas e eventos ao ar livre ajustam cronogramas em áreas críticas.
Essas ações visam proteger vulneráveis, como idosos e moradores de rua, durante os picos de frio.
Contexto climático atual
O inverno de 2025/2026 inicia com temperaturas abaixo da média em amplas áreas do Canadá. A combinação de La Niña e disrupção estratosférica reforça o padrão frio.
Observações mostram aumento na frequência de eventos extremos nos últimos anos. Monitoramento contínuo ajuda a prever variações sazonais.







