Gabigol assume falha em pênalti contra Corinthians e aborda relação com Tite no CruzeiroPor Thiago Lemos
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Em entrevista recente, o atacante Gabigol revelou detalhes sobre os momentos cruciais de sua trajetória no Cruzeiro, especialmente após a eliminação da equipe na Copa do Brasil. O jogador abordou abertamente o pênalti perdido na semifinal contra o Corinthians, um lance que gerou amplas discussões.
Ele também comentou a chegada do técnico Tite ao clube mineiro, um reencontro que reacende debates sobre o passado entre ambos. Gabigol fez questão de assumir total responsabilidade pelo erro na cobrança decisiva, que culminou na saída da equipe da competição.
A atuação de Gabigol na Neo Química Arena, em São Paulo, foi limitada aos acréscimos do confronto, quando entrou especificamente para a disputa de pênaltis. Apesar da confiança depositada pelos colegas de time, sua tentativa foi defendida pelo goleiro Hugo Souza, com quem já havia treinado no Flamengo.
Declarações sobre o pênalti decisivo
Gabigol reconheceu que a execução da cobrança foi inadequada, influenciada por fatores como a baixa minutagem em campo antes do lance. Ele entrou faltando poucos minutos para o fim da prorrogação, o que o deixou em um ritmo físico diferente do restante da equipe. No entanto, o atacante enfatizou que não busca desculpas e que, se a situação se repetisse, cobraria novamente.
O jogador rebateu veementemente as críticas que sugeriam uma suposta intenção em desperdiçar a cobrança. Ele questionou qual benefício teria em falhar deliberadamente, destacando o profundo impacto psicológico de um erro em um momento tão crucial para a equipe e sua própria carreira.
Essa postura de assumir a responsabilidade total pela falha foi um ponto central em suas declarações, buscando dissipar qualquer narrativa de má-fé. A transparência em sua fala procurou restabelecer a confiança dos torcedores e da imprensa, após um momento de alta pressão.
– O erro foi exclusivamente meu, sem justificativas.
– Treinamentos anteriores com o goleiro adversário podem ter ajudado na defesa.
– A confiança da equipe em mim era total para aquela cobrança.
– Narrativas de erro proposital são infundadas e revoltantes.
Reações após a eliminação
Parte da torcida questionou o comportamento de Gabigol ao deixar o estádio separado do elenco e não retornar imediatamente a Belo Horizonte. O atacante explicou que optou por ficar perto da família após o erro, já que a delegação estava liberada para o período de férias. Ele conversou com companheiros no vestiário antes de decidir pelo isolamento temporário.
Gabigol reforçou que não precisa demonstrar tristeza de forma exagerada publicamente. Seu foco sempre foi treinar e melhorar para o próximo desafio, sem reações eufóricas ou dramáticas.
Reencontro com o técnico Tite
A contratação de Tite pelo Cruzeiro, anunciada recentemente para substituir Leonardo Jardim, reacendeu discussões sobre o passado entre o treinador e Gabigol. Os dois trabalharam juntos na seleção brasileira e no Flamengo, com momentos de divergências públicas. O atacante minimizou qualquer animosidade atual e pregou profissionalismo.
Ele citou uma brincadeira feita por Pedro Lourenço, dono da SAF cruzeirense, na apresentação do jogador no início do ano. Apesar de opiniões diferentes no passado, Gabigol afirmou respeito mútuo e prioridade no sucesso coletivo da equipe.
Trajetória e atritos anteriores
As rusgas entre Gabigol e Tite começaram na seleção brasileira, quando o atacante não foi convocado para a Copa do Mundo de 2022. Torcedores do Flamengo protestaram na época, e o jogador respondeu publicamente. No Flamengo, sob comando de Tite, Gabigol perdeu espaço e virou reserva em diversas partidas, evidenciando uma relação de trabalho que nem sempre foi de plena sintonia, mas que se baseava em decisões técnicas e táticas do treinador.
Cenário de permanência e futuro
Gabigol reafirmou que assinou com o Cruzeiro por um projeto de quatro anos, com contrato até 2028. Ele negou contatos concretos para uma possível saída, apesar de sondagens no meio da temporada, e destacou que sua reapresentação está marcada para o início de janeiro, após as férias. Há especulações sobre a dificuldade de encontrar um clube que possa assumir o salário do atacante, que supera os R$ 3 milhões mensais, tornando a permanência no Cruzeiro uma questão complexa, mas com base contratual sólida.
Especulações sobre interesse de outros clubes, como o Santos, foram descartadas como opções reais para o atacante neste momento. Conversas com a diretoria são consideradas normais no ambiente do futebol, mas o foco de Gabigol permanece no clube mineiro, onde ele busca consolidar sua posição e contribuir para os objetivos da equipe.
Adaptação na temporada de estreia
O ano de 2025 marcou a chegada de Gabigol ao Cruzeiro como uma das principais contratações do futebol brasileiro, gerando grande expectativa. Inicialmente titular, ele perdeu espaço com as mudanças táticas implementadas ao longo da temporada, exigindo um período de adaptação às novas dinâmicas de jogo.
A equipe terminou o Brasileirão em terceiro lugar, garantindo uma vaga na Libertadores após seis anos, um feito importante para o clube. A semifinal da Copa do Brasil foi o último compromisso oficial, com a dolorosa eliminação nos pênaltis para o Corinthians.
Gabigol avaliou o período como positivo para o clube, apesar das dificuldades pessoais e da variação de sua minutagem em campo. Ele ressaltou o aprendizado e a evolução coletiva da equipe ao longo do ano.
Expectativas para o próximo ano
Com a volta à competição continental, o Cruzeiro inicia a pré-temporada em janeiro sob o comando de Tite. O treinador assinou até o fim de 2026, trazendo consigo auxiliares experientes e uma metodologia de trabalho consolidada. Gabigol expressou disposição para contribuir em qualquer função que lhe seja designada, priorizando sempre as vitórias coletivas.
Detalhes da performance em campo
Gabigol participou de quase todos os jogos do Cruzeiro na temporada, mostrando regularidade em sua presença no elenco. Ele iniciou como titular em parte das partidas, mas atuou frequentemente como opção no banco, entrando no decorrer dos confrontos.
– Gols distribuídos em competições nacionais e estaduais.
– Assistências que ajudaram em construções de jogadas.
– Presença constante mesmo com minutagem variável.
– Cobranças de pênaltis como responsabilidade assumida.
O jogador enfatizou o aprendizado com a temporada de transição e projeta um retorno mais forte para ajudar na conquista de títulos.







