Gol de Memphis Depay após jogada coletiva muda placar em Vasco x Corinthians pela Copa do BrasilPor Luís Henrique Costa
6 min de leitura
![]() |
No Maracanã, em 21 de dezembro de 2025, o Corinthians reverteu o placar na final da Copa do Brasil contra o Vasco, assumindo a liderança com um gol de Memphis Depay aos 17 minutos do segundo tempo. A partida decisiva, que começou às 18h (horário de Brasília), viu o time paulista converter uma jogada coletiva bem arquitetada em vantagem, após um primeiro tempo equilibrado que terminou em 1 a 1 com gols de Yuri Alberto para o Corinthians e Nuno Moreira para o Vasco. Este resultado parcial, que alterou o desfecho da partida de volta, colocou o Corinthians em posição de conquistar o tão almejado título, coroando uma campanha intensa e cheia de desafios.
O confronto de ida, disputado na Neo Química Arena, havia terminado em um empate sem gols, deixando a decisão completamente aberta para o jogo no Rio de Janeiro. Uma vitória simples no tempo normal garantiria o troféu e a vaga direta na fase de grupos da Libertadores de 2026, além de uma premiação substancial de aproximadamente R$ 77 milhões.
Com mais de 70 mil torcedores presentes, o Maracanã estava lotado, predominantemente com a torcida vascaína, que empurrava seu time da casa com fervor. A arbitragem ficou a cargo de Wilton Pereira Sampaio, que contou com o auxílio do VAR para decisões cruciais ao longo do embate, mantendo a ordem em um jogo de alta tensão.
O gol crucial de Memphis Depay na virada
O gol que selou a virada corintiana foi marcado por Memphis Depay aos 17 minutos da etapa final, culminando uma jogada bem trabalhada que atravessou o campo. O lance começou com uma troca de passes rápida no meio-campo, envolvendo Breno Bidon e Matheuzinho, que lançou Yuri Alberto em profundidade. O atacante, com sua habilidade característica, rolou a bola para Depay, que finalizou com precisão, sem chances para o goleiro vascaíno. Este momento foi um divisor de águas na partida, alterando a dinâmica do jogo e a confiança das equipes em campo, solidificando a vantagem paulista.
O primeiro tempo: equilíbrio e falhas
O primeiro tempo da final da Copa do Brasil foi marcado por um equilíbrio tático entre Vasco e Corinthians. Ambos os gols da etapa inicial surgiram de falhas defensivas, evidenciando a tensão e os erros em um jogo de alta pressão.
O Corinthians abriu o placar aos 18 minutos com Yuri Alberto, que aproveitou um lançamento preciso de Matheuzinho. O atacante dominou a bola na área e finalizou com sucesso na saída do goleiro Léo Jardim, colocando o time paulista em vantagem.
A resposta vascaína veio aos 40 minutos, quando Nuno Moreira cabeceou para o gol. O lance foi originado por um cruzamento de Andrés Gómez, explorando um erro de passe de Raniele no meio-campo corintiano, igualando o placar antes do intervalo.
A intensa etapa final e os cartões
A etapa complementar iniciou com o Vasco exercendo forte pressão, buscando o gol da virada desde os primeiros minutos. A equipe carioca adiantou suas linhas e forçou o Corinthians a recuar, defendendo-se com mais intensidade. Andrés Gómez e Nuno Moreira se destacaram nas investidas ofensivas, com cruzamentos perigosos que exigiram intervenções firmes da defesa corintiana, liderada por Gustavo Henrique e André Ramalho.
O segundo tempo também foi marcado por uma série de cartões amarelos, refletindo a alta intensidade e a disputa acirrada por cada bola. Carlos Cuesta foi advertido logo no início por uma falta tática em Memphis Depay, enquanto o técnico Dorival Júnior também recebeu amarelo por reclamações à arbitragem, evidenciando a tensão do confronto.
As escalações iniciais das equipes
O Vasco da Gama entrou em campo com uma formação ofensiva sob o comando de Fernando Diniz, buscando o controle do meio-campo e a velocidade pelos lados do campo.
A escalação inicial vascaína contava com Léo Jardim no gol e uma linha defensiva composta por Paulo Henrique, Carlos Cuesta, Robert Renan e Puma Rodríguez.
No setor de meio-campo, Thiago Mendes e Philippe Coutinho eram os responsáveis pela criação das jogadas, municiando Nuno Moreira, Rayan e Andrés Gómez no ataque para buscar o gol.
Já o Corinthians, comandado por Dorival Júnior, apostou em uma estrutura que combinava solidez defensiva com a capacidade de explosão no ataque, buscando a eficiência nas transições. Hugo Souza foi o goleiro; Matheuzinho, Gustavo Henrique, André Ramalho e Matheus Bidu compunham a defesa. O meio-campo tinha Raniele, José Martínez, Maycon e Breno Bidon, com Memphis Depay e Yuri Alberto formando a dupla de ataque.
Reações e ajustes táticos pós-virada
O gol de Memphis Depay gerou reações imediatas e distintas nos bancos de reservas. A comemoração efusiva do Corinthians contrastou com a necessidade de reorganização do Vasco, que buscou uma resposta rápida para não deixar a vantagem adversária se consolidar na reta final.
Fernando Diniz, técnico do Vasco, orientou seus jogadores a intensificarem a marcação e a acelerarem as transições ofensivas. Do outro lado, Dorival Júnior ajustou o posicionamento de sua equipe, priorizando a solidez defensiva para proteger a vantagem recém-conquistada, ao mesmo tempo em que buscava manter a capacidade de contra-ataque.
O percurso até a finalíssima
Vasco e Corinthians trilharam caminhos desafiadores para alcançar a grande final da Copa do Brasil de 2025, superando adversários de peso ao longo da competição. O clube carioca iniciou sua jornada nas fases preliminares, eliminando rivais como Botafogo e Fluminense.
Por sua vez, o time paulista entrou na Copa do Brasil a partir da terceira fase, superando equipes tradicionais como Palmeiras, Athletico-PR e Cruzeiro em duelos eletrizantes, demonstrando sua força e determinação.
A paixão da torcida no Maracanã
A atmosfera no Maracanã foi um espetáculo à parte, com a torcida vascaína em peso apoiando o time da casa e criando um ambiente vibrante. O som das arquibancadas ecoava a cada lance, impulsionando os jogadores e adicionando uma camada extra de emoção à decisão da Copa do Brasil.







