Google adia substituição completa do Assistente pelo Gemini no Android até 2026

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Foto: gemini - Stock all/Shutterstock.com

O Google anunciou o adiamento da substituição completa do Assistente pelo Gemini como assistente padrão em dispositivos Android. A empresa ajustou o cronograma originalmente previsto para o fim de 2025, estendendo o processo para 2026 com o objetivo de garantir uma migração mais suave aos usuários. Essa mudança permite refinamentos adicionais no Gemini antes da troca definitiva em milhões de celulares.

A transição gradual já ocorre em alguns aparelhos, mas a remoção total do Assistente clássico só acontecerá no próximo ano. O Google informou que compartilhará mais detalhes sobre os planos nos próximos meses, priorizando a experiência do usuário durante o período de coexistência dos dois assistentes.

Essa decisão reflete a necessidade de aprimorar funcionalidades essenciais do Gemini, como comandos de voz simples e integração com apps nativos. Usuários de dispositivos compatíveis continuarão tendo acesso ao Assistente até a conclusão da migração.

Motivos do adiamento

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gemini – Foto: bella1105 / Shutterstock.com

O principal motivo para a extensão do prazo é assegurar uma transição perfeita, evitando interrupções para os usuários. O Google reconheceu que o Gemini ainda precisa de ajustes para replicar com precisão todas as tarefas cotidianas realizadas pelo Assistente, lançado em 2016.

Especialistas apontam que o modelo de IA generativa do Gemini oferece respostas mais contextuais e conversacionais, mas pode apresentar variações em comandos rápidos, como definir alarmes ou controlar dispositivos inteligentes. Essa diferença exige tempo extra para otimização.

  • Comandos de voz básicos, como ligações e temporizadores, já funcionam no Gemini sem necessidade de treinamento adicional.
  • Integração com ecossistema, incluindo smart home e apps de terceiros, recebe atualizações constantes.
  • Feedback de usuários influencia diretamente os aprimoramentos, segundo comunicados da empresa.

Cronologia da migração

A substituição do Assistente pelo Gemini foi anunciada inicialmente em março de 2025, com meta de conclusão até dezembro daquele ano. Dispositivos como a linha Pixel 9 e posteriores já saíram de fábrica com o Gemini como padrão, sinalizando a direção da estratégia.

Ao longo de 2025, o Google implementou recursos parciais no Gemini, permitindo que ele execute ações essenciais sem depender de dados de treinamento obrigatórios. No entanto, a opção de voltar ao Assistente permaneceu disponível em muitos aparelhos.

A migração abrange não apenas smartphones, mas também tablets e dispositivos conectados, como fones e relógios. Aparelhos mais antigos, com Android 9 ou inferior e menos de 2 GB de RAM, manterão o Assistente indefinidamente por limitações técnicas.

Diferenças entre Assistente e Gemini

O Gemini representa uma evolução significativa em relação ao Assistente tradicional, incorporando capacidades de IA generativa para interações mais naturais. Ele entende contextos complexos, gera conteúdo e integra multimídia, como imagens e áudio.

Por outro lado, o Assistente clássico destaca-se em respostas rápidas e precisas para comandos diretos, sem variações inesperadas. Usuários habituados a ele relatam preferência por essa confiabilidade em tarefas diárias.

O Google trabalha para equilibrar essas características, adicionando camadas de raciocínio ao Gemini sem perder eficiência. Testes internos e feedback público guiam essas melhorias.

Expansão do Gemini no ecossistema

Além dos celulares Android, o Gemini já avança em outras plataformas da empresa. Ele chega gradualmente a relógios com Wear OS, carros com Android Auto e dispositivos Google Home.

Programas de acesso antecipado permitem testes em alto-falantes inteligentes, com foco em comandos familiares e rotinas domésticas. A integração abrange também TVs com Google TV em parcerias com fabricantes.

Essa expansão visa posicionar o Gemini como assistente unificado em todo o ecossistema Google. Atualizações regulares adicionam suporte a novos idiomas e funcionalidades multimodais.

Requisitos para o Gemini

Para rodar o Gemini como assistente completo, dispositivos precisam atender a critérios mínimos estabelecidos pelo Google. Isso inclui Android 10 ou superior e pelo menos 2 GB de RAM.

Aparelhos que não cumprem esses requisitos permanecem com o Assistente clássico, garantindo continuidade para usuários de modelos mais antigos. A empresa não planeja forçar atualizações em hardware incompatível.

  • Android 10+: Versão mínima do sistema operacional.
  • 2 GB de RAM: Memória necessária para processamento de IA.
  • Conexão estável: Recomendada para recursos avançados online.

Funcionalidades atuais do Gemini

O Gemini já executa diversas tarefas clássicas do Assistente, como iniciar chamadas telefônicas e enviar mensagens. Ele também controla dispositivos domésticos conectados e responde a consultas por voz.

Recursos exclusivos incluem conversas multimodais, com suporte a câmera para análise de imagens em tempo real. O modo Live permite diálogos naturais, interrompíveis e contextuais.

Atualizações recentes melhoraram a precisão em comandos de mídia e navegação. O Google continua expandindo essas capacidades com base em uso real.

O adiamento da transição reflete o compromisso da empresa em entregar um produto maduro. Usuários podem continuar utilizando o Assistente enquanto o Gemini recebe refinamentos finais.

A migração gradual minimiza impactos, permitindo adaptação progressiva. Mais informações sobre datas específicas devem surgir em breve.

Essa estratégia posiciona o Gemini como base para futuras inovações em IA no Android. A coexistência temporária beneficia milhões de usuários em todo o mundo.

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