Novos documentos revelam que Trump voou oito vezes no jato de Epstein nos anos 1990Por Carolina Costa
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O Departamento de Justiça dos Estados Unidos liberou, em 23 de dezembro de 2025, um novo lote de documentos relacionados às investigações sobre Jeffrey Epstein, o financista condenado por crimes sexuais que morreu em 2019. Esses arquivos incluem um e-mail de janeiro de 2020, enviado por um procurador assistente do Distrito Sul de Nova York, que indica que o presidente Donald Trump viajou no jato privado de Epstein pelo menos oito vezes entre 1993 e 1996. O texto destaca que essas viagens ocorreram mais vezes do que se sabia anteriormente, incluindo quatro voos na presença de Ghislaine Maxwell, cúmplice de Epstein condenada por tráfico sexual.
Os registros de voo apontam detalhes específicos sobre os passageiros. Em um dos voos de 1993, apenas Trump e Epstein estavam listados. Em outro, os únicos três passageiros eram Epstein, Trump e uma mulher de 20 anos na época, cujo nome foi redigido nos documentos. Além disso, Trump viajou acompanhado de familiares, como sua então esposa Marla Maples, a filha Tiffany e o filho Eric.
As autoridades enfatizam que a menção a nomes nos documentos não implica necessariamente em conduta criminal. Trump não enfrenta acusações relacionadas ao caso Epstein, e o Departamento de Justiça classificou algumas alegações nos arquivos como infundadas.
Registros de voo detalhados
Os logs de voo analisados pelo procurador revelam padrões específicos nas viagens. A maioria dos trajetos era doméstica, conectando locais como Nova Jersey, Palm Beach na Flórida e Washington, D.C.
- Pelo menos oito voos entre 1993 e 1996 com Trump como passageiro.
- Quatro desses voos incluíam Ghislaine Maxwell.
- Dois voos contavam com mulheres que poderiam ser testemunhas no caso contra Maxwell.
- Um voo listava apenas Trump e Epstein.
- Outro incluía Trump, Epstein e uma passageira de 20 anos.
Esses dados foram revisados em 2020, durante o primeiro mandato de Trump, e o procurador alertou colegas para evitar surpresas futuras.
Contexto da relação entre Trump e Epstein
Trump e Epstein mantinham contato social desde os anos 1980, frequentando eventos em Nova York e Palm Beach. Fotografias divulgadas nos arquivos mostram os dois juntos em ocasiões variadas, incluindo com Maxwell.
Trump minimizou a amizade nos últimos anos, afirmando que rompeu relações com Epstein após descobrir condutas inadequadas. Ele descreveu Epstein como “nojento” e negou ser próximo dele há décadas. Os documentos não apresentam evidências de envolvimento de Trump em atividades criminosas de Epstein.
A relação terminou publicamente por volta de meados dos anos 2000. Trump proibiu Epstein de frequentar seu resort Mar-a-Lago após incidentes relatados.
Divulgação dos arquivos
O Departamento de Justiça liberou milhares de páginas em lotes sucessivos, atendendo a uma lei aprovada pelo Congresso. Essa norma exigia a publicação de materiais não classificados relacionados às investigações sobre Epstein.
Alguns documentos contêm redações para proteger vítimas. O DOJ afirmou que certas alegações contra Trump são sensacionalistas e sem fundamento, submetidas ao FBI antes das eleições de 2020.
A liberação gerou debates sobre transparência. Críticos questionaram redações iniciais, mas o departamento justificou as medidas como proteção a sobreviventes de abusos.
Detalhes sobre os voos e passageiros
Os voos ocorreram principalmente na década de 1990, período em que Trump e Epstein circulavam em círculos sociais semelhantes. Os trajetos ligavam residências e eventos nos estados da Costa Leste.
Em dois voos adicionais, passageiros incluíam mulheres identificadas como possíveis testemunhas no processo contra Maxwell, condenada em 2021 a 20 anos de prisão. Maxwell recorre da sentença, mas permanece detida.
Os logs não indicam destinos internacionais para Trump no jato de Epstein. As viagens concentravam-se em rotas curtas dentro dos Estados Unidos.
Posição oficial do governo
O Departamento de Justiça reforçou que a divulgação prioriza a transparência, respeitando proteções legais a vítimas. Autoridades negam que os arquivos contenham provas de delitos por figuras mencionadas, incluindo Trump.
Trump comentou publicamente sobre divulgações anteriores, lamentando impactos em reputações de pessoas sem envolvimento comprovado. Ele defendeu a liberação completa, mas criticou interpretações sensacionalistas.
Os documentos incluem e-mails internos, fotos e registros judiciais acumulados ao longo de anos de investigações federais.
Outros elementos nos documentos
Além dos logs de voo, o lote inclui fotografias de Epstein com diversas personalidades, embora muitas já circulassem publicamente. Há menções a subpoenas emitidas durante a investigação de Maxwell, incluindo uma ao resort Mar-a-Lago em 2021.
Não surgiram novas acusações criminais a partir dessa liberação. Investigadores federais revisaram os materiais sem identificar elementos para prosseguir com casos adicionais contra terceiros.
A morte de Epstein em 2019, classificada como suicídio, continua alvo de especulações, mas os arquivos não alteram a conclusão oficial.
Os arquivos reforçam o escopo da rede social de Epstein, que incluía empresários, políticos e celebridades. No entanto, a presença em listas ou fotos não equivale a comprovação de crimes.
Implicações da liberação
A publicação atende demandas por maior acesso a informações sobre o caso, que mobilizou atenção pública por décadas. Vítimas de Epstein defenderam a divulgação para promover justiça e prevenção.
O DOJ planeja liberar materiais restantes nos próximos dias, completando o cumprimento da lei. Analistas acompanham possíveis impactos políticos, embora sem novidades substantivas até o momento.
Trump mantém agenda normal, sem comentários diretos sobre o lote mais recente.







