Tempestade Kona low provoca nevasca intensa nos vulcões e tem neve Havaí que impede acessos
Um fenômeno climático incomum atingiu os cumes dos vulcões mais elevados do Havaí, Maunakea e Mauna Loa, trazendo neve, gelo e neblina intensa nesta semana em 2025. A ocorrência foi impulsionada por um sistema de tempestades conhecido localmente como “Kona low”, que resultou em uma significativa queda nas temperaturas e dias de chuva por todas as ilhas.
Estima-se que entre dois a três pés de neve tenham se acumulado nas altitudes mais elevadas, embora não haja medições oficiais precisas. Essas condições climáticas extremas levaram à emissão de alertas de tempestade de inverno pelo Serviço Nacional de Meteorologia para os cumes da Ilha Grande, impactando diretamente o acesso a diversas áreas.
Apesar da imagem tropical associada ao Havaí, a neve é um evento regular nos pontos mais altos dos vulcões durante os meses de inverno, confirmando um padrão climático anual. As estradas que levam aos observatórios localizados nos cumes foram fechadas por questões de segurança, restringindo a circulação.

Sistema “Kona low” e suas características
Um “Kona low” é um sistema de baixa pressão que se forma a oeste do Havaí, geralmente durante os meses de inverno. Ele é caracterizado por ventos que sopram do sudoeste (direção Kona), trazendo umidade do oceano e baixando as temperaturas, resultando em chuvas fortes e, nas maiores altitudes, neve.
Este sistema de tempestades em particular se desenvolveu sobre as ilhas, gerando condições propícias para a precipitação de neve nos picos vulcânicos. A combinação de ar frio e umidade resultou no cenário atípico de paisagens nevadas em um estado tropical, afetando o cotidiano e a logística na região montanhosa.
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Medidas de segurança e interdições
O Serviço Nacional de Meteorologia em Honolulu inicialmente emitiu um aviso de tempestade de inverno para as elevações mais altas da Ilha Grande. Posteriormente, o alerta foi rebaixado para um aviso de tempo de inverno para altitudes acima de 11.000 pés, à medida que as condições começavam a se estabilizar. No entanto, as autoridades mantiveram o fechamento da estrada para o cume acima do centro de visitantes por tempo indeterminado, visando garantir a segurança de todos devido à baixa visibilidade e ao acúmulo de gelo e neve. Essa medida preventiva é crucial para evitar acidentes e proteger tanto os motoristas quanto as equipes de manutenção que trabalham nas elevações.
Comparativo geográfico e altitude
Os cumes de Maunakea e Mauna Loa atingem aproximadamente 14.000 pés de altitude, o que os torna comparáveis a picos montanhosos em regiões como Colorado e Califórnia, nos Estados Unidos, que também recebem neve anualmente. Essa altura significativa é o fator determinante para a ocorrência de nevascas em uma latitude tropical.
Em contraste, o pico de Haleakala, em Maui, o próximo mais alto, situa-se em cerca de 10.000 pés. Devido à sua altitude mais baixa, Haleakala não experimenta nevascas com a mesma frequência ou intensidade que os vulcões da Ilha Grande, tornando a neve um espetáculo mais raro nessa montanha.
A recorrência da neve no Havaí
Contrariando a percepção popular de que o Havaí é exclusivamente um paraíso tropical, a neve é um fenômeno climático esperado nos cumes de Maunakea e Mauna Loa a cada inverno. As condições geográficas e atmosféricas únicas das ilhas permitem que as massas de ar frio interajam com a umidade oceânica nessas grandes altitudes.
Essa recorrência anual é um fato conhecido entre os meteorologistas locais, que monitoram constantemente as formações de “Kona low” e outros sistemas de tempestade. Para a população, a neve no Havaí é um lembrete da diversidade climática do estado, que abriga desde praias quentes até picos gelados.
Embora a neve possa gerar curiosidade e surpresa em quem não está familiarizado com o clima local, ela faz parte do ciclo natural do inverno havaiano. Os preparativos para as condições climáticas de montanha são rotineiros para as equipes de manutenção e pesquisadores que trabalham nas instalações dos observatórios.
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Atualização das condições e alertas
Após dias de intensa nevasca, as condições meteorológicas nos cumes do Havaí começaram a apresentar sinais de melhora. Imagens de webcam indicam uma dissipação das nuvens, permitindo uma visibilidade um pouco maior nas áreas afetadas, o que é um alívio para as equipes de monitoramento.
Apesar da melhoria gradual, a estrada que dá acesso aos observatórios, localizada acima do centro de visitantes, permanece fechada. A interdição será mantida até que as condições de segurança sejam plenamente restabelecidas, incluindo a remoção de neve e gelo, e a inspeção das vias.
As autoridades continuam recomendando que moradores e turistas monitorem os comunicados oficiais do Serviço Nacional de Meteorologia. A precaução é essencial para quem planeja qualquer tipo de deslocamento para as regiões montanhosas, pois o clima pode mudar rapidamente em altas altitudes.
A prioridade é a segurança pública, e todas as decisões de reabertura serão tomadas com base em avaliações rigorosas das condições no terreno. A visibilidade, a aderência da pista e o risco de deslizamentos são fatores cruciais para a liberação do tráfego.
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Impacto para a pesquisa científica
Os observatórios localizados nos cumes de Maunakea são centros de pesquisa astronômica de renome mundial. As nevascas e o consequente fechamento das estradas impactam temporariamente as operações e o acesso dos cientistas. Embora os equipamentos sejam projetados para suportar condições extremas, a interdição da via pode atrasar projetos e manutenções essenciais, exigindo adaptações nas agendas de pesquisa.

















