Atlético de Madrid decide negociar Thiago Almada por excesso de jogadores no meio-campo do clube espanholPor Carolina Costa
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O Atlético de Madrid definiu que o meio-campista argentino Thiago Almada, com passagem de destaque pelo Botafogo, está disponível para negociação nesta janela de transferências. A decisão foi motivada pela intensa concorrência no elenco comandado pelo técnico Diego Simeone, que resultou em uma participação limitada do atleta na atual temporada.
Contratado em meados de 2025 por um valor que alcançou 40 milhões de euros, Almada não conseguiu se firmar como titular absoluto na equipe. O jogador participou de apenas 16 dos 26 jogos oficiais do time até o momento, iniciando entre os onze principais em somente seis oportunidades, números considerados baixos para o investimento realizado.
A situação do argentino já desperta o interesse de clubes da Premier League, que monitoram a possibilidade de apresentar uma proposta. Para o Atlético, a venda do atleta é vista como uma necessidade estratégica para aliviar a folha salarial e abrir espaço para eventuais reforços, ajustando o plantel para a sequência das competições.
Superlotação no setor de meio-campo
O principal fator que levou Thiago Almada a ser colocado no mercado é a superlotação no setor de meio-campo do Atlético de Madrid. O técnico Diego Simeone conta com uma vasta gama de opções para as posições ofensivas, o que naturalmente diminuiu o espaço para o argentino. Jogadores como Giacomo Raspadori, que chegou com grande expectativa, e talentos como Álex Baena e Nico González, disputam diretamente as mesmas funções no esquema tático. Além deles, a ascensão de jovens como Pablo Barrios e a presença de atletas consolidados como Conor Gallagher criam um cenário de overbooking, onde a comissão técnica precisa fazer escolhas difíceis a cada partida. Nesse contexto, Almada acabou se tornando um dos ativos negociáveis do clube, pois sua venda permitiria não apenas um retorno financeiro, mas também um equilíbrio mais funcional para o grupo, evitando que um talento de seu calibre permaneça com poucos minutos em campo.
O alto investimento e o baixo aproveitamento
A relação entre o custo da contratação de Thiago Almada e seu aproveitamento em campo é um ponto central na análise da diretoria do Atlético de Madrid. O clube desembolsou cerca de 40 milhões de euros para tirá-lo do Botafogo, uma aposta significativa em seu potencial criativo e versatilidade. Esperava-se que ele se tornasse uma peça-chave na construção ofensiva da equipe, oferecendo dribles, assistências e gols. Contudo, a realidade da primeira metade da temporada foi diferente, com o jogador lutando para se adaptar plenamente à intensidade e às exigências defensivas impostas pelo estilo de jogo de Diego Simeone.
Essa dificuldade de adaptação se refletiu diretamente em seus números. Com uma média de minutos em campo inferior à de seus concorrentes diretos, o retorno técnico ficou aquém do esperado para um investimento dessa magnitude. A comissão técnica entende que o jogador possui qualidade inegável, mas a urgência por resultados e a forte concorrência interna acabaram limitando as oportunidades para que ele pudesse desenvolver uma sequência de jogos e ganhar confiança. Diante disso, a diretoria avalia que uma transferência pode ser a melhor solução para todas as partes, permitindo que o clube recupere parte do valor investido e que Almada encontre um novo ambiente para demonstrar seu futebol.
Trajetória recente do jogador argentino
Antes de chegar ao futebol espanhol, Thiago Almada construiu uma carreira de ascensão notável. Sua passagem pelo Botafogo foi marcada por atuações decisivas que o colocaram no radar dos grandes clubes europeus, consolidando-o como um dos talentos mais promissores do futebol sul-americano.
Formado nas categorias de base do Vélez Sarsfield, na Argentina, Almada também teve uma experiência importante na Major League Soccer (MLS), atuando pelo Atlanta United, onde amadureceu seu jogo e se tornou uma estrela da liga norte-americana.
O ponto alto de sua carreira até aqui foi a conquista da Copa do Mundo de 2022 com a seleção argentina. Fazer parte do elenco campeão mundial agregou um valor imensurável ao seu currículo e aumentou sua cotação no mercado internacional.
O contrato vigente com o Atlético de Madrid ainda possui uma longa duração, o que confere ao clube espanhol um poder de barganha nas negociações. No entanto, a necessidade de ajustar o elenco pode levar a uma flexibilização nos valores exigidos.
Perspectivas para a janela de transferências
A janela de transferências de janeiro se apresenta como o palco ideal para a definição do futuro de Thiago Almada. O Atlético de Madrid está oficialmente aberto a ouvir propostas pelo jogador, embora ainda não tenha recebido uma oferta concreta que atenda às suas expectativas financeiras. A diretoria trabalha com a premissa de que a saída do argentino é fundamental para viabilizar a chegada de novos atletas que se encaixem melhor nas necessidades atuais do elenco de Diego Simeone.
Para Almada, uma mudança de ares pode representar a oportunidade de retomar o protagonismo e ter a sequência de jogos que não encontrou na capital espanhola. Clubes da Inglaterra são os principais interessados, mas equipes de outras grandes ligas europeias também podem entrar na disputa. O desenrolar das próximas semanas será crucial para determinar se o campeão mundial permanecerá lutando por seu espaço no Atlético ou se iniciará um novo capítulo em sua carreira em outro lugar.
Contexto financeiro do clube colchonero
O Atlético de Madrid opera sob as rígidas regras de controle financeiro da La Liga, o que limita sua capacidade de investimento e exige uma gestão cuidadosa da folha salarial. Para registrar novos jogadores, o clube frequentemente precisa gerar receita com a venda de atletas do elenco principal.
Essa realidade econômica força a diretoria a tomar decisões estratégicas, priorizando a negociação de jogadores que, apesar de valiosos, não estão sendo plenamente aproveitados. A venda de Almada se encaixa perfeitamente nessa estratégia, pois liberaria uma quantia significativa tanto em termos de salário quanto de amortização do valor da transferência.
Opções táticas de Diego Simeone
O modelo de jogo implementado por Diego Simeone no Atlético de Madrid é conhecido por sua solidez defensiva e disciplina tática. Nesse sistema, os meio-campistas precisam ter uma grande capacidade de marcação e comprometimento sem a bola, características que nem sempre são o ponto forte de jogadores com um perfil mais criativo e ofensivo como Thiago Almada.
A preferência do treinador por um meio-campo combativo e equilibrado muitas vezes leva à escolha de atletas com maior intensidade defensiva, deixando jogadores técnicos como Almada como opções para momentos específicos dos jogos. A dificuldade em se encaixar nesse molde tático é um dos elementos que contribuem para sua situação atual no clube.
O interesse de clubes ingleses
A Premier League surge como o destino mais provável para Thiago Almada caso sua saída do Atlético de Madrid se concretize. O estilo de jogo mais aberto e ofensivo do futebol inglês é visto como ideal para as características do meio-campista argentino, que teria mais liberdade para criar e utilizar sua habilidade técnica. Diversos clubes ingleses buscam reforços para o setor de criação e veem no campeão mundial uma oportunidade de mercado, especialmente se o Atlético estiver disposto a negociar por um valor razoável. O poderio financeiro das equipes da Inglaterra facilita operações de grande porte, tornando a liga um destino atrativo para o jogador e uma solução viável para o clube espanhol. Por enquanto, as conversas permanecem em estágio inicial, com sondagens e monitoramento, mas a expectativa é que uma proposta formal possa ser apresentada antes do fechamento da janela.








