CBF revela novo formato da Copa do Brasil 2026 com 126 clubes e divisão em três gruposPor Bruna
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A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) divulgou na noite de quarta-feira (6) o novo formato e as datas-base da Copa do Brasil 2026. A competição passará a contar com 126 clubes, um aumento de 34 vagas em relação à edição de 2025.
Os participantes foram divididos em três grupos distintos, com entradas em fases diferentes do torneio. A medida busca maior equilíbrio competitivo e mais oportunidades para equipes de divisões inferiores.
A mudança representa a maior expansão da história recente da competição. Ela permite maior representatividade dos campeonatos estaduais e das séries nacionais.
Divisão dos grupos participantes
O grupo 1 reúne os clubes que disputam a Série A do Campeonato Brasileiro. Essas equipes terão entrada direta em fases mais avançadas da competição.
O grupo 2 inclui os campeões da Copa do Nordeste, da Copa Verde e dos Campeonatos Brasileiros Séries C e D da temporada 2025. Eles também começarão o torneio em etapas posteriores.
O grupo 3 abrange todos os demais classificados, principalmente por meio dos campeonatos estaduais. Essas equipes iniciarão a disputa desde a primeira fase.
Essa estrutura mantém o caráter eliminatório com jogos únicos nas fases iniciais para os grupos inferiores. A partir das oitavas de final, todos os confrontos serão em ida e volta.
Datas-base estabelecidas pela CBF
| Fase | Período previsto |
|---|---|
| Primeira fase | Fevereiro de 2026 |
| Segunda e terceira fases | Março a maio de 2026 |
| Oitavas de final | Após a pausa do calendário nacional |
| Quartas de final e semifinais | Agosto a setembro de 2026 |
| Final | Outubro ou novembro de 2026 |
As datas-base foram definidas considerando a sobreposição com o Campeonato Brasileiro e competições continentais. A CBF ainda ajustará os dias exatos dos confrontos após a realização dos sorteios. Os jogos serão distribuídos em semanas específicas ao longo do calendário.
Os clubes se classificam principalmente pelos campeonatos estaduais de 2025 e 2026. Estados melhor ranqueados no Ranking Nacional de Federações (RNF) terão mais vagas disponíveis.
Outras formas de acesso incluem:
- Posições na Série B do Brasileiro
- Campeões e vice-campeões de torneios regionais
- Melhores colocados nas séries C e D
- Vagas extras por desempenho no RNF
A expansão para 126 equipes aumentou o número de vagas por federação estadual. Estados como São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais ganharam representantes adicionais.
Essa distribuição mantém o equilíbrio entre grandes centros e regiões menos desenvolvidas. O objetivo é fortalecer o futebol em todo o território nacional.

Mudanças em relação à edição de 2025
A edição de 2025 contou com 92 clubes. O aumento para 126 representa a maior ampliação já realizada em uma única temporada.
As fases iniciais terão mais jogos únicos no campo do clube pior ranqueado. O mando de campo continua sendo vantagem para as equipes de grupos inferiores nas primeiras etapas.
A premiação por fase foi mantida com valores progressivos. O campeão acumula valores que superam os R$ 90 milhões, considerando avanços sucessivos.
A entrada diferenciada por grupos reduz o número de jogos para os clubes da Série A. Ao mesmo tempo, oferece mais rodadas e receita para os participantes das divisões menores.
Estrutura das fases eliminatórias
A competição manterá seis ou sete fases até a final, dependendo do alinhamento dos grupos. A primeira fase terá jogos únicos com vantagem do empate para o visitante de melhor ranking em alguns casos.
Segunda fase também em jogo único. Terceira fase passa para confrontos de ida e volta sem gol qualificado.
A partir das oitavas de final:
- Sorteio livre entre todos os classificados
- Jogos de ida e volta
- Critério de gol fora em caso de empate no agregado
- Disputa de pênaltis se necessário
A final continua sendo realizada em dois jogos. O campeão garante vaga direta na fase de grupos da Libertadores do ano seguinte.
Importância da competição no calendário nacional
A Copa do Brasil é o principal torneio mata-mata do futebol brasileiro. Criada em 1989, ela permite confrontos diretos entre clubes de todas as divisões.
O torneio distribui a maior premiação individual do país. O valor total pago aos participantes supera centenas de milhões de reais a cada edição.
O campeão também conquista vaga na Supercopa do Brasil contra o vencedor do Brasileirão. Essa partida abre oficialmente o calendário do ano seguinte.
A competição é conhecida por zebras históricas e surpresas. Clubes pequenos já eliminaram gigantes em fases decisivas ao longo das décadas.
Premiação e incentivos financeiros
Os valores por fase avançada são pagos de forma acumulada. O clube eliminado na primeira fase recebe valor fixo para cobrir despesas. Avançar até a terceira fase já garante receita significativa. Clubes menores dependem desses recursos para planejamento anual.
O campeão de 2025, o Corinthians, acumulou mais de R$ 90 milhões em premiações. O valor para 2026 deve ser ajustado conforme inflação e patrocínios.
Além do dinheiro, a vaga na Libertadores representa receita adicional com cotas continentais. O vice-campeão também recebe premiação elevada.
Representatividade regional ampliada
A expansão beneficia especialmente federações de estados com menor tradição recente. Mais clubes do Norte, Nordeste e Centro-Oeste terão chance de participação.
Estados com ranking mais baixo ganharam vagas extras. Isso equilibra a presença geográfica no torneio nacional. Clubes que não disputam séries nacionais agora têm caminho mais acessível. A medida fortalece o desenvolvimento do futebol em regiões emergentes.
A CBF destacou que a mudança atende pedidos antigos das federações estaduais. O novo formato foi aprovado em conselho técnico no final de 2025.
Perspectiva dos clubes participantes
Equipes da Série A aprovam a entrada tardia que reduz desgaste físico. O calendário apertado com Brasileirão e continentais ganha alívio. Clubes menores celebram mais jogos e maior exposição nacional. A receita de bilheteria em fases iniciais torna-se crucial para orçamento.
Dirigentes de federações estaduais elogiaram a inclusão adicional. A medida valoriza os campeonatos locais como porta de entrada. A competição mantém seu caráter popular e imprevisível. O aumento de participantes reforça o apelo do torneio em todo o país.







