Sequestro no México termina com a morte do presidente do Grupo Corona, José Adrián Corona Radillo

José Adrián Corona Radillo - Instagram

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A comunidade empresarial mexicana foi abalada pela confirmação da morte de José Adrián Corona Radillo, presidente do influente Grupo Corona. O corpo do empresário foi localizado em uma rodovia federal na região de Atenguillo, no estado de Jalisco, após ele ter sido vítima de um sequestro violento no final de 2025. O caso gerou uma intensa mobilização policial e expôs a grave crise de segurança que afeta o país.

Radillo viajava com sua família quando o veículo foi interceptado por um grupo de criminosos armados. Após roubarem os pertences dos ocupantes, os sequestradores levaram o empresário à força, deixando os familiares no local. A notícia do sequestro rapidamente se espalhou, causando grande apreensão entre parentes, amigos e colegas do setor de bebidas.

A confirmação oficial do desfecho trágico ocorreu no início de janeiro de 2026, quando as autoridades divulgaram a localização do corpo e os detalhes preliminares da investigação. Segundo os peritos, a vítima apresentava marcas de violência e ferimentos consistentes com disparos de arma de fogo, indicando uma execução.

A emboscada na rodovia federal

O sequestro ocorreu de forma rápida e planejada. José Adrián Corona Radillo estava em um trajeto rodoviário com seus familiares quando foram surpreendidos por uma abordagem agressiva. Os criminosos, fortemente armados, bloquearam a passagem do veículo e renderam todos os ocupantes. O alvo principal da ação era claramente o empresário, embora os assaltantes tenham aproveitado a oportunidade para subtrair objetos de valor, como joias, dinheiro e dispositivos eletrônicos da família, aumentando o trauma da situação. A violência da abordagem deixou os familiares em estado de choque, impotentes diante da ação coordenada do grupo.

Após o roubo inicial, o foco dos criminosos se voltou inteiramente para Radillo, que foi separado de sua família e forçado a entrar em outro veículo. A família foi deixada para trás na estrada, tendo que lidar com o trauma e a incerteza sobre o destino do empresário. A ação demonstra um modus operandi característico de grupos organizados que atuam na região, especializados em sequestros e extorsão, e que frequentemente utilizam a violência como ferramenta de intimidação. A polícia acredita que a escolha da vítima não foi aleatória, sugerindo um planejamento prévio baseado no status e na influência de Radillo no cenário econômico local.

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Mobilização policial e a trágica descoberta

Imediatamente após a denúncia do sequestro pelos familiares, as forças de segurança de Jalisco iniciaram uma ampla operação de busca. Equipes da polícia estadual e federal foram mobilizadas para vasculhar a região de Atenguillo e municípios vizinhos, estabelecendo postos de controle em estradas e acessos rurais.

A busca por José Adrián Corona Radillo durou dois dias angustiantes. Durante esse período, helicópteros sobrevoaram áreas de difícil acesso enquanto equipes em terra investigavam possíveis cativeiros. A esperança de encontrar o empresário com vida diminuía a cada hora que passava.

O desfecho ocorreu quando uma patrulha localizou o corpo às margens da rodovia federal, não muito distante de onde o sequestro havia acontecido. A área foi imediatamente isolada para o trabalho da perícia, que coletou evidências cruciais para a investigação do assassinato que se seguiu ao sequestro.

O perfil do empresário e o Grupo Corona

José Adrián Corona Radillo era uma figura de grande destaque no México, especialmente no setor de bebidas alcoólicas, um dos mais tradicionais e lucrativos do país. Como presidente do Grupo Corona, ele liderava uma empresa familiar com longa tradição na produção de tequila, vinhos e diversos outros licores que são exportados para vários países. Sob sua gestão, a companhia expandiu sua presença no mercado internacional, consolidando a marca como um sinônimo de qualidade e tradição mexicana. A sua liderança foi fundamental para modernizar processos de produção sem perder a essência artesanal que caracteriza os produtos do grupo, gerando centenas de empregos diretos e indiretos na região de Jalisco, o berço da tequila. A sua morte representa não apenas uma perda para a família e a empresa, mas também um golpe para a economia local, que depende fortemente da indústria tequileira.

Linhas de investigação da polícia

O Ministério Público de Jalisco assumiu a liderança do caso e trabalha com várias hipóteses, embora a principal linha de investigação aponte para a atuação de um cartel de drogas com forte presença na região.

A análise forense do local onde o corpo foi encontrado é uma peça central do inquérito. Peritos em balística estão examinando os projéteis para determinar o tipo de armamento utilizado, enquanto a equipe de medicina legal trabalha para estabelecer a cronologia exata dos eventos que levaram à morte de Radillo.

Os depoimentos dos familiares que testemunharam o sequestro são considerados cruciais. Eles forneceram descrições dos criminosos, dos veículos utilizados e da dinâmica da abordagem, informações que estão sendo usadas para criar retratos falados e rastrear a rota de fuga do grupo.

Além disso, as autoridades estão realizando uma varredura completa em câmeras de segurança de estradas, pedágios e estabelecimentos comerciais próximos ao local do crime. O objetivo é identificar os veículos dos sequestradores e traçar um mapa do percurso feito antes e depois da ação criminosa.

Reação da comunidade empresarial local

A notícia do assassinato de José Adrián Corona Radillo causou uma onda de choque e indignação no setor empresarial mexicano. Associações comerciais e câmaras de indústria emitiram notas de repúdio, cobrando das autoridades uma resposta firme e eficaz contra a criminalidade que ameaça a segurança de cidadãos e empreendedores.

Líderes de outros setores expressaram preocupação com o clima de insegurança em Jalisco e em outras partes do país, afirmando que a violência desenfreada inibe investimentos e coloca em risco o desenvolvimento econômico. O caso Radillo tornou-se um símbolo da vulnerabilidade dos empresários diante do crime organizado.

Violência crescente no estado de Jalisco

O estado de Jalisco, onde o crime ocorreu, é há anos um dos epicentros da violência no México, sendo o território de disputa entre poderosos cartéis de drogas, como o Cartel Jalisco Nueva Generación (CJNG). A região é estratégica para rotas de tráfico de drogas e outras atividades ilícitas, o que resulta em altos índices de homicídios, sequestros e extorsões.

A morte de uma figura pública como Radillo evidencia que a violência não se restringe a confrontos entre grupos criminosos, mas afeta diretamente a sociedade civil. O governo local tem intensificado operações de segurança, mas a capacidade de ação dos cartéis continua a desafiar o poder do Estado, criando um ambiente de medo e instabilidade constante para a população.

Próximos passos da apuração

As autoridades garantem que a resolução do caso é uma prioridade máxima. Forças-tarefa especializadas em sequestro foram designadas para atuar exclusivamente na investigação, e há uma colaboração contínua entre as agências de segurança estaduais e federais para acelerar a identificação e captura dos responsáveis pelo crime que tirou a vida do presidente do Grupo Corona.

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