Galaxy S26 terá GPU exclusiva da Samsung no processador Exynos 2600 com nova tecnologia de 2 nm

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samsung Foto: samsung - Foto: Mareks Perkons / Shutterstock.com

A Samsung prepara uma mudança estratégica significativa para o mercado de processadores móveis com o anúncio do Exynos 2600. O novo chipset, fabricado com a avançada tecnologia de 2 nanômetros (nm), está programado para equipar a linha Galaxy S26, com lançamento previsto para o início de 2026. Este movimento representa um esforço da gigante sul-coreana para consolidar sua independência na produção de componentes e competir diretamente com as principais soluções do mercado.

O grande diferencial do novo processador é a inclusão de uma unidade de processamento gráfico (GPU) projetada internamente pela primeira vez em anos. Embora ainda utilize a arquitetura RDNA da AMD como base, o controle total sobre o design permite à Samsung otimizar o desempenho e a eficiência energética de forma específica para seus dispositivos, um passo crucial para a integração de hardware e software.

A iniciativa visa fortalecer a divisão de semicondutores da empresa, a Samsung LSI, que busca superar desafios passados e se estabelecer como uma força dominante na inovação de chips. A produção em massa do Exynos 2600 já foi iniciada, sinalizando a confiança da companhia na maturidade do seu novo processo de fabricação e no potencial de seus componentes customizados.

chipset Exynos samsung
chipset Exynos samsung – divulgação

O que muda com a nova GPU Xclipse 960

A nova unidade gráfica, batizada de Xclipse 960, é o resultado de anos de pesquisa e desenvolvimento. Ao assumir o controle do layout do componente, os engenheiros da Samsung puderam implementar melhorias focadas em tarefas críticas para smartphones modernos, como jogos de alta performance e processamento de inteligência artificial diretamente no aparelho.

As expectativas de desempenho são altas, com projeções indicando que a Xclipse 960 pode oferecer um desempenho gráfico até duas vezes superior ao de sua antecessora, presente no Exynos 2500. Essa evolução é fundamental para suportar as crescentes demandas de aplicativos e jogos com gráficos cada vez mais complexos e realistas.

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A GPU também incorpora tecnologias de ponta, como Ray Tracing aprimorado, que simula o comportamento da luz para criar imagens mais realistas, e upscaling baseado em IA, que melhora a resolução de imagens sem grande perda de qualidade. Tais recursos prometem elevar a experiência visual dos usuários a um novo patamar, oferecendo fluidez e detalhes antes vistos apenas em consoles e PCs.

Além do desempenho bruto, o foco no design interno permitiu otimizações significativas na eficiência energética. Isso significa que o chip pode entregar mais potência sem consumir excessivamente a bateria ou gerar aquecimento excessivo, corrigindo uma das principais críticas feitas a gerações anteriores de processadores Exynos.

A estratégia de independência da Samsung LSI

O desenvolvimento de uma GPU própria é um passo fundamental na estratégia de verticalização da Samsung. A empresa busca replicar o modelo de sucesso de concorrentes que controlam todo o ecossistema de hardware e software, o que permite uma sinergia superior e otimizações mais profundas. Ao reduzir a dependência de parceiros externos para componentes críticos, a Samsung ganha mais flexibilidade para inovar e controlar a cadeia de suprimentos, um fator cada vez mais importante em um mercado global instável.

Historicamente, a Samsung alternava entre o uso de seus próprios processadores Exynos com GPUs licenciadas e os chipsets Snapdragon da Qualcomm em seus aparelhos topo de linha. Essa divisão frequentemente resultava em disparidades de desempenho e eficiência entre as diferentes versões do mesmo modelo de smartphone, gerando frustração entre os consumidores. Com o Exynos 2600 e sua GPU customizada, a empresa pretende diminuir essa lacuna e oferecer uma experiência mais consistente e competitiva em todas as regiões onde seus próprios chips são utilizados.

Detalhes técnicos do processo de fabricação em 2 nm

O Exynos 2600 é um dos primeiros processadores do mercado a ser construído no nó de 2 nm com a tecnologia Gate-All-Around (GAA). Essa arquitetura de transistores representa um salto em relação à tecnologia FinFET anterior, permitindo que os portões envolvam completamente o canal por todos os lados. O resultado prático é um controle muito mais preciso sobre a corrente elétrica, o que reduz vazamentos e aumenta drasticamente a eficiência energética. A maior densidade de transistores possibilitada pelo processo de 2 nm também se traduz em mais poder de processamento em um espaço físico menor. Essa inovação coloca a Samsung Foundry em uma competição acirrada com outras gigantes da fabricação de semicondutores, como a TSMC, na corrida pela liderança tecnológica. Além da GPU, o Exynos 2600 inova em sua configuração de CPU, supostamente eliminando os tradicionais núcleos de baixa potência para priorizar um desempenho elevado em todas as tarefas, uma abordagem que visa responder rapidamente a qualquer demanda do usuário. O chip também conta com uma Unidade de Processamento Neural (NPU) significativamente mais potente, projetada para acelerar tarefas de inteligência artificial on-device, como tradução em tempo real, edição avançada de fotos e assistentes virtuais mais inteligentes, sem a necessidade de conexão constante com a nuvem.

O futuro é uma GPU 100% proprietária

A Xclipse 960 é apenas o primeiro passo de um plano mais ambicioso. Fontes da indústria indicam que a Samsung já trabalha em seu sucessor, o Exynos 2800, previsto para 2027, que deverá incorporar uma GPU com arquitetura e design 100% desenvolvidos pela empresa.

Esse futuro componente abandonaria completamente as bases licenciadas da AMD, conferindo à Samsung total autonomia criativa e técnica sobre sua tecnologia gráfica. Tal conquista colocaria a empresa em um seleto grupo de companhias capazes de projetar suas próprias GPUs de alta performance do zero.

As ambições da Samsung para essa tecnologia vão muito além dos smartphones. A empresa planeja utilizar suas GPUs proprietárias em uma vasta gama de produtos, incluindo dispositivos de realidade aumentada (AR), óculos inteligentes, sistemas avançados de assistência ao motorista em veículos e até aplicações em robótica, mercados que demandam enorme capacidade de processamento gráfico e eficiência.

Disponibilidade e segmentação no mercado

Apesar dos avanços tecnológicos, a adoção do Exynos 2600 na linha Galaxy S26 deve seguir a estratégia de segmentação regional da Samsung. Espera-se que modelos como o Galaxy S26 e o S26 Plus vendidos na Europa e em alguns mercados asiáticos, como a Coreia do Sul, venham equipados com o novo chip.

Enquanto isso, o modelo mais premium, o Galaxy S26 Ultra, provavelmente continuará a utilizar o processador Snapdragon da Qualcomm em todos os mercados. Essa decisão é influenciada por fatores como o rendimento da produção inicial no complexo nó de 2 nm e a necessidade de garantir um desempenho máximo e estável para seu dispositivo de maior valor.

Vantagens para o consumidor final

Para o usuário, as inovações do Exynos 2600 devem se traduzir em benefícios tangíveis no uso diário. A principal melhoria será sentida em jogos e aplicativos graficamente intensivos, que rodarão com maior fluidez, taxas de quadros mais altas e qualidade visual superior, graças ao poder da nova GPU.

A eficiência aprimorada do processo de 2 nm também promete um impacto positivo na autonomia da bateria. O smartphone poderá executar tarefas pesadas por mais tempo sem necessitar de uma recarga, além de apresentar um melhor gerenciamento térmico, evitando o superaquecimento durante o uso prolongado.

Um passo para recuperar a confiança

O lançamento do Exynos 2600 é visto como um momento decisivo para a marca Exynos. Após anos de críticas sobre performance e aquecimento em comparação com seus concorrentes diretos, a Samsung aposta em tecnologia de ponta e design próprio para reverter essa percepção e provar que seus processadores podem, de fato, liderar o segmento premium de dispositivos móveis.

Luís Henrique Costa é jornalista formado pela FMU, editor-chefe e fundador do Mix Vale, portal de notícias em atividade desde 2013. Responde pela direção editorial do veículo, que cobre Brasil e mundo em economia, benefícios sociais, esportes, tecnologia, ciência e entretenimento. Atua na área há mais de 15 anos e lidera uma equipe de cerca de 15 colaboradores.

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