Bilal Brahimi ainda busca espaço no santos em 2026: técnico vojvoda detalha concorrência e limite de estrangeiros no elenco alvinegro
Mesmo após o início de 2026, a situação de Bilal Brahimi no Santos permanece em destaque, com o atacante argelino enfrentando dificuldades para garantir um lugar entre os relacionados. Sua ausência na vitória por 2 a 1 sobre o Novorizontino, na rodada de abertura do Campeonato Paulista, chamou a atenção, levantando questionamentos sobre seu futuro no clube. A concorrência interna e as regras para atletas de outras nacionalidades impõem desafios significativos ao jogador.
Apesar dos rumores sobre um possível afastamento, o técnico Juan Pablo Vojvoda esclareceu a decisão em coletiva de imprensa, destacando que a escolha foi baseada em critérios puramente técnicos. O treinador assegurou que não há falta de confiança no atleta, mas sim uma avaliação do desempenho apresentado nos treinamentos da semana que antecedeu a partida.
Vojvoda explica critério técnico e afasta afastamento
Juan Pablo Vojvoda foi categórico ao justificar a ausência de Bilal Brahimi na lista de convocados. Ele enfatizou que a análise semanal do rendimento nos treinamentos é o pilar de suas decisões para a escalação da equipe. A performance dos atletas durante a preparação é determinante para a formação do grupo que representará o Santos em campo.
O técnico mencionou nominalmente os jogadores que, em sua avaliação, superaram Brahimi naquele momento. “Nesta semana, considerei que Caballero e Lautaro estavam acima do Brahimi. Posso errar ou acertar, mas eles treinaram melhor”, afirmou Vojvoda, reiterando que a porta do elenco não está fechada para o argelino. A declaração visa deixar claro que o jogador segue nos planos, dependendo apenas de sua própria evolução.
Limite de estrangeiros intensifica disputa no elenco
Além da disputa por posição no campo, o limite de estrangeiros imposto pela Federação Paulista de Futebol (FPF) adicionou uma camada extra de dificuldade para Bilal Brahimi. O regulamento da competição permite que apenas sete jogadores de fora do país sejam relacionados para cada partida, o que naturalmente restringe as opções da comissão técnica. Essa regra força uma seleção ainda mais rigorosa entre os talentos internacionais.
No confronto contra o Novorizontino, o Santos preencheu todas as sete vagas disponíveis com os atletas Escobar, Frías, Rollheiser, Caballero, Lautaro, Rincón e Miguelito. A utilização integral das cotas evidencia a intensa competição por um espaço entre os estrangeiros. Essa situação impactou diretamente a escalação, deixando Brahimi e outros nomes como Duarte fora da lista.
A dinâmica em relação aos estrangeiros tende a ser um pouco mais flexível no Campeonato Brasileiro Betano, onde a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) permite até nove atletas de fora do país por partida. Contudo, mesmo com essa margem ampliada, a necessidade de elevar o nível de desempenho nos treinos permanece crucial para o atacante argelino. Ele precisará mostrar um diferencial significativo para ser considerado uma opção real e consistente.
O limite de estrangeiros não é uma novidade no futebol brasileiro, mas sua aplicação varia entre as competições. No Paulistão, essa restrição acentua a necessidade de cada jogador estrangeiro provar seu valor continuamente, não apenas para o treinador, mas também para garantir um lugar em meio a um grupo qualificado. A gestão do elenco torna-se um desafio estratégico para a comissão técnica.
Desempenho em campo e aposta para o futuro
Bilal Brahimi, desde sua estreia em setembro de 2025 contra o Red Bull Bragantino, teve poucos minutos em campo com a camisa do Santos, somando apenas 20 minutos de jogo. O período de adaptação e a busca por espaço têm sido desafiadores para o atacante. Sua presença no banco de reservas em sete partidas e, posteriormente, a não-inclusão entre os relacionados na reta final da temporada passada, ilustram a dificuldade de se firmar.
Contratado sem custos após rescindir seu vínculo com o Nice, da França, Brahimi foi uma aposta da diretoria santista para o segundo semestre de 2025. O contrato do jogador se estende até o fim de 2026, e internamente o clube ainda o considera um ativo valioso a ser recuperado. A expectativa é que o jogador consiga reverter a situação e demonstrar o potencial que o levou ao futebol brasileiro, justificando o investimento inicial.
Concorrência acirrada por vaga no ataque
A frente de ataque do Santos apresenta uma forte concorrência, com diversos jogadores brigando por posições no esquema de Juan Pablo Vojvoda. A qualidade dos atletas disponíveis exige um esforço contínuo de cada um para se destacar nos treinamentos e nos poucos minutos que lhes são concedidos em campo. Essa dinâmica competitiva é saudável para o elenco, mas desafiadora para quem busca afirmação.
Nomes como Julio Furch, Willian Bigode e mesmo os jovens promissores do clube disputam espaço, elevando o sarrafo para Brahimi. A necessidade de se diferenciar e mostrar um rendimento acima da média é premente. O técnico busca montar a equipe mais eficiente, e as escolhas são feitas com base na performance individual e na adaptação ao coletivo, tornando a tarefa de brilhar uma constante para todos.
A expectativa da comissão técnica é que a intensidade nos treinos reflita em melhorias no desempenho do argelino, permitindo-lhe disputar um lugar no time principal. O tempo de jogo limitado até o momento não define seu futuro, mas a urgência por resultados e por um futebol mais impactante é um fator determinante para que ele possa se consolidar.
Caminho aberto para reviravolta no santos
Apesar do cenário desafiador, a comissão técnica do Santos mantém uma postura de abertura em relação ao futuro de Bilal Brahimi. O ambiente interno do clube indica que, com dedicação e aprimoramento, o jogador argelino tem a chance de reverter sua situação e conquistar um espaço no elenco. Essa flexibilidade sublinha a crença no potencial do atleta e na possibilidade de sua adaptação ao futebol brasileiro.
A recuperação de um jogador contratado como aposta é um processo que demanda tempo e esforço mútuo, tanto do atleta quanto da equipe técnica. Brahimi segue trabalhando intensamente para ganhar a confiança do treinador e dos demais membros da comissão, ciente de que a porta para uma reviravolta está aberta. A temporada de 2026 é longa e oferece múltiplas oportunidades para que ele demonstre seu valor e contribua de forma significativa para o Santos. O cenário não é simples, mas a garantia de que as chances existem serve como incentivo.
Observação e recuperação de um ativo
A diretoria do Santos trata Bilal Brahimi como um ativo importante que precisa ser recuperado e integrado plenamente ao projeto do clube. A visão de longo prazo sobre o contrato do jogador, que se estende até o final de 2026, reforça o desejo de ver o argelino prosperar e agregar valor ao time. Há um investimento e uma expectativa de retorno sobre seu desempenho futuro, o que motiva o clube a continuar oferecendo condições para seu desenvolvimento.
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