A Venezuela vivencia um momento de profunda incerteza política após uma operação militar das forças especiais dos Estados Unidos resultar na captura do ex-presidente Nicolás Maduro em Caracas, no início de janeiro de 2026. Em uma declaração oficial, o presidente americano Donald Trump anunciou que os EUA assumirão o controle temporário do país sul-americano para garantir uma transição de poder segura e estável, gerando reações imediatas tanto dentro quanto fora do território venezuelano.
A ação culminou com a transferência de Maduro e sua esposa, Cilia Flores, para Nova York, onde ambos compareceram perante um tribunal federal na segunda-feira, 5 de janeiro. O governo americano justificou a intervenção como uma medida necessária no combate ao narcotráfico e ao terrorismo, acusações que pesam contra o antigo líder venezuelano. A captura desencadeou uma série de eventos, incluindo a posse de um governo interino e alertas de segurança para cidadãos estrangeiros.
Enquanto a situação na capital permanece tensa, com relatos de instabilidade e a presença de milícias armadas, a Suprema Corte venezuelana agiu rapidamente para empossar a vice-presidente Delcy Rodríguez como líder interina. O Ministério do Interior afirmou que a ordem está sendo mantida, embora o Departamento de Estado dos EUA tenha emitido um alerta urgente recomendando que seus cidadãos deixem o país imediatamente devido a ameaças potenciais.
Detalhes da operação resolução absoluta
A captura de Maduro foi executada durante a madrugada de 3 de janeiro, no horário local de Caracas, por unidades de elite das forças especiais americanas, incluindo a renomada Delta Force. A missão, batizada de “Operação Resolução Absoluta”, foi planejada com base em meses de coleta de informações de inteligência pela CIA, que monitorava os movimentos do líder venezuelano.
Para garantir o sucesso da operação, foram realizados ataques estratégicos a infraestruturas de defesa aérea e à rede elétrica em setores do sul de Caracas. Moradores relataram ter ouvido explosões e observado o sobrevoo de aeronaves militares em diversas áreas da cidade, criando um cenário de confusão que facilitou a incursão das tropas americanas.
O alvo principal era um esconderijo localizado no Forte Tiuna, um dos complexos militares mais protegidos e simbólicos da Venezuela, situado no sudeste da capital. A precisão e a rapidez da ação permitiram a extração de Maduro e sua esposa sem confrontos prolongados.
Após a captura, ambos foram transportados de helicóptero para um navio da Marinha dos EUA que aguardava em águas internacionais no Caribe. De lá, foram levados por uma aeronave militar diretamente para os Estados Unidos, onde foram entregues às autoridades judiciais para o início do processo legal.
O cenário jurídico e as acusações
A base legal para a intervenção americana, segundo a Casa Branca, reside em acusações de longa data que ligam Nicolás Maduro e altos funcionários de seu governo a atividades de narcotráfico e apoio a grupos terroristas. O presidente Donald Trump afirmou que a captura representa uma vitória significativa contra o que ele descreveu como um “cartel de drogas” que operava com a proteção do Estado venezuelano. A transferência para Nova York e a apresentação a um tribunal federal marcam o início de um processo judicial complexo e de grande repercussão. Contudo, a intervenção gerou um intenso debate sobre sua legalidade sob a ótica do direito internacional. Especialistas e diplomatas de várias nações questionam se a ação unilateral violou os princípios fundamentais de soberania nacional, um pilar da Carta das Nações Unidas. O governo dos EUA, por sua vez, defende a operação não como um ato de guerra, mas como uma ação de aplicação da lei em escala internacional, com o uso de apoio militar para alcançar um objetivo de segurança global.
A formação do governo interino
Em resposta ao vácuo de poder, o Supremo Tribunal de Justiça da Venezuela empossou Delcy Rodríguez como presidente interina em 5 de janeiro. Em suas primeiras declarações, Rodríguez descreveu a captura de Maduro como um “sequestro” e o reafirmou como o presidente legítimo do país.
Apesar da retórica inicial, o novo governo interino mostrou sinais de pragmatismo. Rodríguez indicou uma surpreendente disposição para colaborar com os Estados Unidos em uma agenda de desenvolvimento compartilhado, buscando evitar um isolamento ainda maior do país.
O Ministério da Defesa e o alto comando das Forças Armadas Nacionais Bolivarianas reconheceram publicamente a autoridade de Rodríguez, emitindo um comunicado que pedia à população para manter a calma e defender a soberania. Como um gesto de abertura, o governo interino liberou pelo menos 18 presos políticos, incluindo alguns cidadãos estrangeiros, o que foi interpretado por analistas como um sinal claro de que busca o diálogo com Washington.
Alerta máximo para cidadãos americanos
A tensão em Caracas levou o Departamento de Estado dos EUA a emitir um alerta de segurança de nível máximo em 10 de janeiro, instando todos os cidadãos americanos a deixarem a Venezuela “imediatamente”. O aviso destacou riscos específicos representados por grupos armados leais ao regime anterior, conhecidos como “coletivos”, que estariam montando bloqueios em estradas e revistando veículos em busca de indivíduos com cidadania americana ou suspeitos de apoiar a intervenção.
O governo interino de Delcy Rodríguez classificou o alerta como uma medida baseada em “informações fabricadas”, afirmando que o país mantém seu compromisso com a paz e a estabilidade institucional para todos os residentes, independentemente da nacionalidade. No entanto, a realidade nos aeroportos reflete a urgência da situação. Embora os voos internacionais tenham sido parcialmente retomados, a demanda por passagens disparou, resultando em disponibilidade limitada e preços elevados, dificultando a saída do país.
Controle sobre o setor petrolífero
O presidente Donald Trump revelou que os planos americanos vão além da esfera política e de segurança. Ele indicou que os Estados Unidos pretendem gerenciar diretamente a venda de petróleo venezuelano durante o período de controle temporário.
Além disso, o plano inclui o envolvimento de empresas americanas especializadas na recuperação da infraestrutura do setor petrolífero, que se deteriorou significativamente nos últimos anos devido à falta de investimentos e má gestão.
Cenário de instabilidade em Caracas
A situação na capital venezuelana permanece volátil. A presença visível de milícias armadas em algumas áreas e o aumento do patrulhamento das forças de segurança criam um ambiente de apreensão entre os moradores. Enquanto as autoridades interinas fazem apelos à unidade nacional, as negociações com Washington se tornam cruciais para definir os próximos passos. A embaixada americana, que já operava a partir de Bogotá, na Colômbia, desde a ruptura das relações diplomáticas, reiterou que sua capacidade de oferecer assistência emergencial a cidadãos no território venezuelano é praticamente nula, reforçando a gravidade do alerta de evacuação.
A posição da comunidade internacional
A comunidade internacional reagiu de forma dividida à operação. Aliados dos Estados Unidos expressaram apoio cauteloso à medida, enquanto outras nações, incluindo potências como Rússia e China, condenaram a ação como uma violação da soberania venezuelana, prometendo levar o debate aos fóruns internacionais. A Organização das Nações Unidas (ONU) e a Organização dos Estados Americanos (OEA) convocaram reuniões de emergência para discutir as implicações da crise e buscar caminhos para uma solução pacífica e diplomática, embora o cenário permaneça imprevisível.
