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Mix Vale

O Albacete Balompié protagonizou uma das maiores surpresas da Copa do Rei ao eliminar o poderoso Real Madrid com uma vitória por 2 a 1, em um confronto emocionante disputado no estádio Carlos Belmonte, em 14 de janeiro de 2026. A equipe da casa, que perdia por 1 a 0 no final do primeiro tempo, reverteu o placar na etapa complementar, garantindo sua classificação para a próxima fase do torneio nacional.

O resultado impactante deixou a torcida local em êxtase e acendeu um alerta para o clube da capital, que viajou com uma formação que mesclava experiência e jovens talentos. A partida, marcada pela intensidade e pelas reviravoltas, demonstrou a imprevisibilidade do futebol de copa, onde a dedicação e o planejamento tático podem superar a disparidade técnica entre os times.

Desde os primeiros minutos, o Albacete mostrou-se determinado a não ser uma presa fácil. A equipe pressionou a saída de bola do Real Madrid, buscando aproveitar as raras oportunidades para criar perigo. A defesa do Real, por sua vez, tentava manter a posse e construir jogadas, mas encontrava dificuldades diante da marcação organizada dos mandantes.

Placar ao Vivo Albacete Balompié – Real Madrid

Primeiro tempo de gols e emoção

 

A primeira etapa do embate no Carlos Belmonte foi um reflexo da intensidade esperada em um duelo de Copa. Com ambas as equipes buscando espaços e impondo seu ritmo, a disputa no meio-campo se mostrava acirrada. O Albacete abriu o placar aos 42 minutos, com Javi Villar, que aproveitou um escanteio para subir mais alto que a defesa e cabecear para o fundo das redes, levando a torcida à loucura.

No entanto, a vantagem do time da casa não durou muito. Já nos acréscimos do primeiro tempo, aos 45+3 minutos, o jovem Franco Mastantuono, do Real Madrid, mostrou seu talento e empatou a partida. Com um remate preciso de pé esquerdo, o atacante madridista restabeleceu a igualdade antes do intervalo, prometendo um segundo tempo ainda mais tenso e disputado para os torcedores presentes.

Luta no meio-campo e chances criadas

O panorama da partida se desenhou com uma intensa disputa pelo controle do meio-campo. O Albacete, ciente da qualidade técnica do adversário, apostava em uma marcação forte e transições rápidas, buscando surpreender o Real Madrid. Jogadores como Daniel Bernabéu e Ale Meléndez foram cruciais na contenção e na distribuição de jogo para a equipe da casa, evitando que o meio-campo merengue, com Federico Valverde e Arda Güler, conseguisse criar as jogadas características.

O Real Madrid, apesar de ter maior posse de bola em alguns momentos, enfrentava dificuldades para penetrar na defesa adversária. As finalizações, quando aconteciam, eram frequentemente interceptadas ou defendidas pelo goleiro Raúl Lizoain, do Albacete. A estratégia do time da capital passava por explorar as laterais com Vinícius Júnior e Gonzalo García, mas a zaga do Albacete se mantinha atenta e fechada.

O embate também foi marcado por diversas faltas e interrupções, refletindo a fisicalidade do jogo. Cartões amarelos foram distribuídos, indicando o alto nível de disputa e a importância do confronto para ambas as equipes. A tensão era palpável a cada jogada, com os treinadores fazendo ajustes para tentar desequilibrar a balança a seu favor.

Segundo tempo e a virada decisiva

A etapa final começou com o placar empatado, e a expectativa no Carlos Belmonte era de um Real Madrid mais agressivo em busca da vitória. Contudo, o que se viu foi um Albacete resiliente, que não se intimidou com o adversário. As substituições feitas por ambas as equipes no decorrer do segundo tempo indicavam a tentativa de buscar novas dinâmicas no ataque e reforçar a defesa. O Real Madrid promoveu a entrada de nomes como Eduardo Camavinga e David Alaba, buscando mais consistência e experiência.

Apesar das tentativas do Real Madrid, que teve algumas oportunidades interceptadas por Federico Valverde e Franco Mastantuono, foi o Albacete quem conseguiu o golpe decisivo. Aos 82 minutos, Jefté Betancor, que havia entrado no jogo no segundo tempo, aproveitou uma jogada originada de um escanteio. Com um remate certeiro de pé direito, ele colocou a bola no fundo da rede, marcando o gol que virou o placar para o Albacete.

O gol de Jefté desencadeou uma explosão de euforia nas arquibancadas, com os torcedores do Albacete celebrando intensamente. Nos minutos finais, o Real Madrid intensificou a pressão, buscando o gol de empate que levaria a partida para a prorrogação, mas a defesa do Albacete, liderada por Lorenzo Aguado e Javi Moreno, segurou o ímpeto adversário com bravura. Dani Carvajal, que também entrou no segundo tempo, tentou impor sua presença, mas não foi suficiente.

O apito final do árbitro Victor Garcia Verdura selou a vitória heroica do Albacete, que garantiu sua passagem para as oitavas de final da Copa do Rei, em um resultado que será lembrado por muito tempo na história do clube. A determinação e a eficácia nos momentos cruciais foram determinantes para o triunfo inesperado da equipe de Castilla-La Mancha sobre um dos gigantes do futebol mundial.

A atuação dos jogadores chave

Diversos atletas se destacaram na emocionante partida da Copa do Rei, tanto pelo Albacete quanto pelo Real Madrid, evidenciando momentos de brilho e grande esforço em campo. Pelo lado vitorioso, Jefté Betancor se consagrou como o herói improvável ao marcar o gol da virada aos 82 minutos, poucos após sua entrada. Sua presença ofensiva trouxe novo fôlego à equipe e foi decisiva para o resultado final. Javi Villar, autor do primeiro gol do Albacete, demonstrou oportunismo e capacidade de finalização, abrindo o caminho para a esperança dos donos da casa. Antonio Pacheco também se destacou pela sua entrega e participação no esquema tático, sendo peça importante enquanto esteve em campo.

No Real Madrid, apesar da derrota, alguns jogadores exibiram flashes de sua qualidade. Franco Mastantuono, com seu gol de empate no fim do primeiro tempo, mostrou por que é considerado uma promessa, exibindo técnica e frieza. Dean Huijsen e Federico Valverde foram avaliados entre os melhores de sua equipe, com tentativas de construção e interceptações, buscando reverter a situação. Arda Güler, apesar de algumas oportunidades perdidas, também se esforçou na criação de jogadas ofensivas. O esforço individual, contudo, não foi suficiente para superar a garra coletiva do Albacete.

Decisões técnicas e substituições

As escolhas dos treinadores ao longo da partida foram cruciais e moldaram o desenrolar do confronto. Pelo lado do Albacete, as substituições tiveram um impacto direto e positivo no placar. A entrada de Jefté Betancor aos 58 minutos, substituindo Dani Escriche, foi uma aposta certeira, culminando no gol decisivo. Riki Rodríguez, que também entrou no segundo tempo no lugar de Capi, trouxe mais vitalidade ao meio-campo, ajudando a conter os avanços do Real Madrid e a fortalecer a marcação. Agus Medina, que substituiu José Carlos Lazo, contribuiu para manter a intensidade no setor ofensivo. Essas mudanças demonstram a capacidade do técnico em ler o jogo e ajustar sua equipe para explorar as fraquezas adversárias, garantindo que o ritmo e a pressão sobre o Real Madrid não diminuíssem.

Do outro lado, o Real Madrid também buscou alternativas no banco, introduzindo jogadores de peso para tentar reverter o placar adverso. Eduardo Camavinga e David Alaba entraram aos 65 minutos, substituindo Fran García e Dean Huijsen, respectivamente. A intenção era trazer mais controle de bola, experiência e capacidade defensiva, além de tentar criar novas opções de ataque. Dani Carvajal e César Palacios também foram acionados no final do jogo, na tentativa de dar um último fôlego e buscar o empate. No entanto, as alterações, embora tenham adicionado qualidade individual, não conseguiram desorganizar a sólida defesa do Albacete, que se manteve firme até o apito final, frustrando as esperanças do Real Madrid de avançar na competição. A expulsão de Dean Huijsen no segundo tempo com um cartão amarelo, somada a outras infrações, também pode ter contribuído para a desarticulação do time merengue em momentos cruciais.

O impacto no Real Madrid e a surpresa da competição

A eliminação precoce do Real Madrid na Copa do Rei é um golpe significativo para o clube, que sempre almeja todos os títulos em disputa. Embora o time tenha utilizado uma formação com jovens talentos e jogadores menos habituais, a derrota para uma equipe de divisão inferior sempre gera questionamentos sobre a profundidade do elenco e a capacidade de reação em momentos adversos. A Copa do Rei, conhecida por suas surpresas, mais uma vez reafirmou sua natureza imprevisível, mostrando que a paixão e a determinação de equipes menores podem superar a hegemonia dos gigantes. Para o Real Madrid, este resultado pode servir como um lembrete de que nenhuma partida é garantida e que a complacência não tem lugar no futebol de alto nível. A diretoria e a comissão técnica terão que analisar os pontos fracos expostos e buscar soluções para o restante da temporada, focando em La Liga e na Champions League.

Repercussão local e a celebração

Em Albacete, a vitória sobre o Real Madrid gerou uma explosão de alegria e orgulho. A cidade se uniu para celebrar o feito histórico, com torcedores festejando nas ruas após o jogo. Para um clube como o Albacete, eliminar um adversário de tamanha magnitude na Copa do Rei não é apenas um avanço na competição, mas um momento que ficará gravado na memória de seus fãs por gerações. O triunfo reforça a identidade e a paixão pelo futebol local, elevando o moral da equipe e da comunidade. A repercussão positiva deve impulsionar o apoio ao clube e aumentar a expectativa para as próximas fases da copa.

O caminho das equipes adiante

Com a classificação assegurada, o Albacete Balompié agora direciona seu foco para as oitavas de final da Copa do Rei, onde aguardará o sorteio para conhecer seu próximo adversário. A equipe entrará em campo com o moral elevado, buscando estender essa campanha memorável. Para o Real Madrid, a eliminação significa uma concentração total nas outras competições da temporada, a La Liga e a Liga dos Campeões. O clube terá de superar a decepção e usar a experiência para fortalecer o elenco e evitar futuros tropeços, garantindo que os objetivos principais da temporada ainda possam ser alcançados com sucesso.

Luís Henrique Costa é jornalista formado pela FMU, editor-chefe e fundador do Mix Vale, portal de notícias em atividade desde 2013. Responde pela direção editorial do veículo, que cobre Brasil e mundo em economia, benefícios sociais, esportes, tecnologia, ciência e entretenimento. Atua na área há mais de 15 anos e lidera uma equipe de cerca de 15 colaboradores.

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