Jornal britânico analisa quarenta e nove reforços do Arsenal e coloca Willian na última posiçãoPor Thiago Lemos
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O Arsenal atravessa um período de profunda reestruturação técnica e administrativa desde a saída do lendário treinador Arsène Wenger, acumulando 49 contratações ao longo dos últimos oito anos para tentar retomar a hegemonia no futebol inglês. Em um levantamento detalhado realizado pela imprensa britânica nesta sexta-feira, o meia brasileiro Willian, que atualmente defende as cores do Grêmio, foi classificado como o pior investimento do clube londrino nesse intervalo. A análise considera o custo-benefício, o desempenho em campo e a expectativa gerada no momento da assinatura do contrato, que ocorreu em 2020 após sua saída do rival Chelsea.
A passagem de Willian pelo Emirates Stadium durou apenas uma temporada, entre os anos de 2020 e 2021, totalizando 37 partidas oficiais com a camisa dos Gunners. Durante esse período, o jogador registrou apenas um gol marcado e sete assistências, números considerados insuficientes para um atleta que chegou com status de estrela e vencimentos salariais elevados. A rescisão amigável permitiu que ele retornasse ao Brasil para atuar pelo Corinthians, mas as críticas sobre sua falta de velocidade e impacto técnico no esquema de Mikel Arteta permanecem como uma marca negativa na história recente da equipe.
Divergências no desempenho de atletas brasileiros em Londres
A trajetória de Willian é descrita como um contraste absoluto em relação ao sucesso de outros compatriotas que chegaram ao clube sob a gestão atual. Enquanto o meia não conseguiu repetir as atuações de brilho que teve no Chelsea ou, posteriormente, no Fulham, o Arsenal encontrou em Gabriel Magalhães um pilar de segurança para o seu sistema defensivo. O zagueiro foi listado como a quarta melhor contratação do período pós-Wenger, consolidando-se como um dos principais nomes da posição na Premier League após uma evolução constante desde sua chegada do Lille.
- Gabriel Magalhães ocupa a quarta posição entre os melhores reforços pela solidez defensiva apresentada.
- Gabriel Martinelli aparece em sétimo lugar devido ao seu crescimento técnico e poder de finalização.
- Gabriel Jesus está na décima primeira colocação por ter elevado o patamar competitivo do ataque.
- Jorginho, naturalizado italiano, figura na décima quinta posição como peça importante do meio-campo.
- David Luiz foi ranqueado na vigésima terceira posição durante sua passagem pela defesa londrina.

A avaliação destaca que o sucesso de Gabriel Magalhães foi fundamental para a mudança de mentalidade do elenco, transformando a defesa em uma unidade mais física e resiliente. O jogador é frequentemente elogiado por sua capacidade de liderança e pelo aproveitamento em jogadas de bola parada, tornando-se uma peça indispensável para os planos de longo prazo da comissão técnica. Essa valorização acentua ainda mais a distância entre os acertos estratégicos da diretoria e os erros pontuais cometidos em contratações de jogadores veteranos.
Fracassos pontuais e avaliações de jovens talentos no mercado
Além de Willian, outros nomes foram citados como equívocos no planejamento de mercado do Arsenal, incluindo o goleiro Neto, que não conseguiu se firmar como uma alternativa viável para a meta. O arqueiro foi classificado como um erro de avaliação técnica, reforçando a dificuldade que o clube enfrentou para encontrar suplentes à altura dos titulares em determinadas janelas de transferência. O atacante Marquinhos, revelado pelo São Paulo, também foi mencionado no levantamento, porém sob uma classificação de indiferença, já que ainda não entregou o retorno esperado para o investimento realizado.
A lista completa reflete a instabilidade financeira e técnica que marcou os primeiros anos após a saída de Wenger, antes da consolidação do projeto liderado por Mikel Arteta. O meia norueguês Martin Odegaard foi eleito o melhor reforço do período, simbolizando a transição bem-sucedida para um modelo de contratação focado em jovens com alto potencial de revenda e liderança técnica. O norueguês superou nomes de peso e se tornou o capitão da equipe, servindo de exemplo para o que o clube busca em suas futuras movimentações no mercado internacional.
O caso de Willian serve como um alerta para a diretoria sobre a contratação de jogadores em fim de ciclo em clubes rivais com altos salários. O jornal responsável pela análise enfatizou que a falta de brilho e paixão demonstrada pelo meia foi um dos pontos determinantes para sua colocação na última posição do ranking. Mesmo com a experiência acumulada na Europa, o jogador não se adaptou às exigências táticas impostas por Arteta, resultando em uma das passagens mais discretas e criticadas por um brasileiro na história do Arsenal.
Estatísticas de Willian e o impacto no elenco profissional
As métricas de desempenho mostram que o rendimento de Willian caiu drasticamente assim que ele vestiu a camisa vermelha e branca de Londres. O jogador chegou ao Arsenal com a missão de ser o mentor criativo de um ataque jovem, mas acabou perdendo espaço para atletas mais intensos fisicamente ao longo da temporada 2020/21. A decisão de rescindir o contrato sem custos para o clube foi vista, na época, como um gesto de boa vontade do atleta, mas também como um alívio financeiro para uma folha salarial que estava sobrecarregada por seu alto ordenado.
As análises mostram que o Arsenal gastou valores consideráveis em bônus de assinatura e salários para um retorno esportivo quase nulo durante a permanência do brasileiro. Essa situação forçou o departamento de futebol a rever os critérios de scouting, priorizando atletas que se encaixassem em um perfil de alta intensidade e pressão defensiva. O fracasso de Willian abriu caminho para a afirmação definitiva de Bukayo Saka e Emile Smith Rowe, que assumiram o protagonismo nas pontas e no setor de criação, respectivamente.
O ranking atualizado serve para medir o progresso do Arsenal na busca por um elenco equilibrado e competitivo. A presença de brasileiros tanto no topo quanto na base da lista demonstra que a nacionalidade não é um fator determinante, mas sim a adaptação ao estilo de jogo exigido na Inglaterra. Enquanto Willian representa um capítulo que o clube busca esquecer, os “três Gabriéis” simbolizam a esperança de novos títulos e a consolidação de uma era de sucessos no Emirates Stadium sob o comando de Arteta.
Ocupação de posições e critérios de avaliação do ranking inglês
A metodologia aplicada para definir quem foram os melhores e piores reforços levou em conta não apenas o desempenho individual, mas o impacto no desempenho coletivo da equipe. No caso de Willian, o impacto foi considerado negativo por travar o desenvolvimento de opções táticas mais dinâmicas e por não exercer o papel de liderança esperado de um veterano. Já atletas como Gabriel Jesus foram valorizados pela mudança de postura ofensiva que trouxeram, mesmo enfrentando períodos de lesão que o afastaram de partidas importantes na temporada anterior.
- O desempenho em grandes clássicos da Premier League foi um diferencial para os primeiros colocados.
- A longevidade e a regularidade técnica pesaram contra jogadores que tiveram passagens curtas ou irregulares.
- O custo de aquisição versus o rendimento técnico foi o principal pilar para determinar os fracassos.
- A evolução de valor de mercado após a chegada ao Arsenal também foi considerada no levantamento.
A lista de 49 jogadores mostra um padrão de melhora nas contratações a partir da terceira temporada após a saída de Wenger. Os erros iniciais foram corrigidos com a chegada de profissionais de análise de dados que passaram a filtrar melhor os alvos no mercado europeu e sul-americano. Isso explica por que as contratações mais recentes, como a de Declan Rice e Kai Havertz, embora caras, tendem a ocupar posições mais altas nos rankings de aprovação da torcida e da mídia especializada em Londres.
A trajetória de David Luiz, que ocupa o meio da tabela, é vista como uma transição necessária que teve momentos de liderança, mas também falhas individuais críticas em jogos decisivos. Diferente de Willian, o zagueiro conseguiu estabelecer uma conexão com a torcida em determinados momentos, o que amenizou sua avaliação final. No entanto, a diretoria entendeu que a fase de contratar jogadores experientes em busca de resultados imediatos precisava ser encerrada para dar lugar ao projeto de rejuvenescimento do grupo atual.
Considerações sobre o mercado brasileiro e futuras janelas
O Arsenal mantém um olhar atento ao futebol brasileiro, especialmente após os sucessos de Martinelli e Marquinhos em termos de prospecção de talentos jovens. A estratégia do clube agora foca em captar atletas diretamente da América do Sul antes que eles atinjam valores astronômicos em clubes intermediários da Europa. Esse modelo de negócio visa evitar situações como a de Willian, onde o clube paga por um histórico vitorioso em vez de um desempenho futuro sustentável dentro da realidade física da Premier League.
A integração de jogadores como Gabriel Magalhães facilitou a adaptação de novos brasileiros que chegam ao elenco, criando um ambiente favorável para o desenvolvimento profissional. O clube investiu pesado em infraestrutura de apoio para garantir que as barreiras linguísticas e culturais sejam superadas rapidamente, o que não foi um problema para Willian devido aos seus anos de Inglaterra, mas sim uma questão de encaixe técnico. O futuro das contratações no Arsenal parece estar cada vez mais ligado à análise rigorosa de comportamento e estatísticas avançadas de movimentação.







