Celulares Redmi e Poco perderão atualizações da Xiaomi; veja a lista completa dos modelos afetados

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Xiaomi Foto: Xiaomi - lma_ss/shutterstock.com

A Xiaomi anunciou a atualização de sua lista de dispositivos que terão o suporte de software encerrado ao longo de 2026. A medida impacta diretamente diversos smartphones populares das linhas Redmi e Poco, que deixarão de receber tanto as atualizações de segurança do Android quanto as novas versões da interface HyperOS, sucessora da MIUI. Essa decisão afeta uma base de milhões de usuários globalmente, que agora precisam avaliar a segurança e a funcionalidade de seus aparelhos a médio prazo.

O cronograma de descontinuação segue a política padrão da fabricante chinesa, que estabelece um ciclo de vida de software de aproximadamente três a quatro anos para a maioria de seus produtos, especialmente os de gama intermediária e de entrada. Com o fim do suporte, os dispositivos se tornam mais suscetíveis a vulnerabilidades de segurança que são descobertas continuamente, tornando a navegação e o uso de aplicativos, principalmente os financeiros, uma atividade de maior risco.

A lista de aparelhos que entram na fase EOL (End of Life) é composta majoritariamente por modelos lançados entre os anos de 2022 e 2023. Esses smartphones já alcançaram ou estão prestes a alcançar o limite do período de suporte garantido pela empresa no momento de seu lançamento. A recomendação geral de especialistas em segurança digital é que os proprietários comecem a planejar a migração para um dispositivo mais novo e com suporte ativo para garantir a proteção de seus dados pessoais.

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Xiaomi – Foto: Andrei Iakhniuk / Shutterstock.com

Para os consumidores, a notícia exige atenção redobrada, pois a ausência de patches de segurança pode expor informações sensíveis a ataques maliciosos. Além disso, com o tempo, a falta de atualizações do sistema operacional pode levar a problemas de incompatibilidade com novos aplicativos ou versões atualizadas de softwares já instalados, limitando a usabilidade do aparelho.

Detalhes da política de fim de suporte da Xiaomi

A política de atualizações da Xiaomi é estruturada para equilibrar o lançamento de novos produtos com a manutenção dos aparelhos já existentes no mercado. Dispositivos topo de linha, como os da série principal “Xiaomi”, costumam receber um período de suporte mais longo, chegando a cinco anos em alguns casos, incluindo várias atualizações de versão do Android e patches de segurança mensais ou trimestrais. Essa estratégia busca competir com outras gigantes do setor que também ampliaram o suporte para seus modelos premium, reconhecendo a demanda dos consumidores por maior longevidade.

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Por outro lado, as linhas Redmi e Poco, conhecidas pelo seu forte apelo de custo-benefício, operam com um ciclo de vida de software mais curto. A empresa garante, em geral, duas grandes atualizações de versão do Android e três anos de pacotes de segurança. Ao atingir essa marca, os dispositivos são movidos para a lista EOL. A transição para o HyperOS trouxe novas promessas de suporte estendido para lançamentos mais recentes, mas os modelos mais antigos, que saíram de fábrica com a MIUI, continuam a seguir o cronograma estabelecido originalmente, sem extensão do prazo.

Principais aparelhos que deixarão de receber updates

A lista divulgada pela Xiaomi para 2026 inclui alguns dos aparelhos mais vendidos da marca nos últimos anos. Entre eles, o Redmi 12C terá seu suporte encerrado já no início de janeiro. Outros modelos importantes, como o Xiaomi 12 e o Xiaomi 12 Pro, receberão suas últimas atualizações em março, marcando o fim de seu ciclo de vida de software.

A popular linha Redmi Note também será afetada, com o Redmi Note 12 5G e sua variante Pro tendo o suporte descontinuado ao longo do primeiro semestre. Da mesma forma, a linha Poco, focada em performance, verá o Poco X5 5G e o Poco X5 Pro 5G saírem da lista de aparelhos ativos a partir do segundo trimestre do ano.

Completam a relação outros dispositivos de grande circulação, como o Xiaomi 12T e o 12T Pro, cujo ciclo se encerra na metade do ano, além do Poco F4 e do modelo de entrada Redmi A3. A empresa costuma oficializar essas informações em seu site de segurança, onde os usuários podem consultar o status de cada modelo específico.

A interrupção do suporte significa que não haverá mais correções para falhas de segurança, mesmo que sejam críticas, deixando uma porta aberta para potenciais explorações por parte de agentes mal-intencionados.

As implicações práticas para a segurança do usuário

Utilizar um smartphone que não recebe mais atualizações de segurança representa um risco digital significativo e crescente. As ameaças cibernéticas evoluem constantemente, e os desenvolvedores de malware buscam ativamente por falhas em versões mais antigas de sistemas operacionais para explorar. Sem os patches de segurança, que são projetados para corrigir essas vulnerabilidades, o dispositivo se torna um alvo fácil. Os perigos vão desde a instalação de softwares espiões que monitoram a atividade do usuário, roubando senhas e dados bancários, até ataques de ransomware, que bloqueiam o acesso ao aparelho até que um resgate seja pago. Além disso, aplicativos de bancos e outras plataformas sensíveis podem, eventualmente, deixar de funcionar em sistemas desatualizados por não atenderem aos requisitos mínimos de segurança, impedindo o usuário de realizar transações ou acessar suas contas. A privacidade também fica comprometida, pois falhas no sistema podem permitir que aplicativos maliciosos acessem a câmera, o microfone e os arquivos pessoais sem autorização, expondo a vida íntima do proprietário.

O cenário das atualizações no mercado de smartphones

A política de atualizações de software tornou-se um diferencial competitivo crucial no mercado de smartphones. Marcas como a Samsung e o Google estabeleceram um novo padrão ao oferecer até sete anos de atualizações de segurança e de versão do Android para seus modelos mais recentes, como as linhas Galaxy S e Pixel. Essa longevidade de suporte valoriza o investimento do consumidor e promove uma maior sustentabilidade.

A Apple, por sua vez, continua sendo uma referência no setor, fornecendo atualizações do iOS para seus iPhones por um período que frequentemente ultrapassa os seis anos. Embora a Xiaomi tenha feito progressos, especialmente com a promessa de suporte estendido para seus flagships mais novos, a diferença em relação às linhas de entrada e intermediárias ainda é um ponto de atenção para consumidores que buscam um aparelho com maior vida útil.

Recomendações para proprietários de modelos afetados

Para os usuários que possuem um dos modelos listados para o fim de suporte, a principal recomendação é planejar a substituição do aparelho por um mais recente e com política de atualização ativa. Manter o dispositivo pode ser viável para tarefas básicas que não envolvam dados sensíveis, mas é desaconselhável para acesso a contas bancárias, e-mails importantes ou redes sociais.

Enquanto a troca não ocorre, algumas medidas podem mitigar parcialmente os riscos. É fundamental manter todos os aplicativos atualizados através da Google Play Store, pois os desenvolvedores continuam a corrigir falhas em seus próprios softwares. Além disso, o uso de um bom software antivírus pode adicionar uma camada extra de proteção contra ameaças conhecidas.

Explorar o mundo das ROMs customizadas, como o LineageOS, é uma alternativa para usuários avançados que desejam manter o sistema operacional atualizado. No entanto, esse processo é complexo, pode anular a garantia, causar instabilidade no aparelho e, se não for feito corretamente, introduzir novos riscos de segurança.

O avanço para o sistema HyperOS

A introdução do HyperOS marcou um novo capítulo para a Xiaomi, com a promessa de um ecossistema mais integrado e um desempenho otimizado. Para os modelos lançados a partir de 2024, a empresa melhorou sua política de suporte, garantindo um período mais longo de atualizações, alinhando-se mais de perto com as expectativas do mercado global para dispositivos premium e intermediários selecionados.

A presença da marca no mercado nacional

O Brasil é um dos mercados mais relevantes para a Xiaomi fora da Ásia, com as linhas Redmi e Poco desfrutando de enorme popularidade devido à sua agressiva estratégia de preços. A notícia do fim de suporte para modelos que foram campeões de vendas nos últimos anos gera uma preocupação legítima entre os consumidores locais, que confiam nos aparelhos para trabalho, estudo e comunicação diária.

A ampla base de usuários no país significa que milhões de brasileiros serão diretamente impactados pela medida. A conscientização sobre os riscos de segurança associados a dispositivos desatualizados é fundamental para que esses consumidores possam tomar decisões informadas, seja reforçando os cuidados com o aparelho atual ou planejando a aquisição de um novo smartphone com um ciclo de vida de software mais duradouro.

Jeronimo Santos é colaborador da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve para o portal desde 2016: Formação: Marketing

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