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O Internacional venceu o Grêmio por 4 a 2 em um Gre-Nal disputado em 26 de janeiro de 2026, pela 5ª rodada do Campeonato Gaúcho, evidenciando uma notável superioridade coletiva. Mais que o placar, o que marcou o clássico foi o controle quase absoluto exercido pelo Colorado, que administrou as ações desde o início.

A vitória não apenas garantiu três pontos importantes, mas também consolidou o modelo de jogo proposto pelo técnico Paulo Pezzolano. Baseado em organização, paciência tática e domínio territorial, o esquema do Inter se mostrou um desafio complexo para o adversário, reforçando um plano de longo prazo visando objetivos em 2026.

Desde o apito inicial, o Internacional demonstrou um plano de jogo meticuloso. Com uma posse de bola qualificada e uma circulação curta que começava desde a defesa, a equipe evitou ligações diretas, atraindo o Grêmio para uma pressão alta e abrindo espaços estratégicos às costas do meio-campo adversário. Essa abordagem funcionou de forma contínua, colocando o Tricolor em constante desconforto e permitindo ao Colorado ditar o ritmo da partida.

Estratégia colorada desde a saída de bola

A engenharia tática de Pezzolano permitiu que o Inter controlasse as ações com maestria. A saída de bola estruturada envolvia zagueiros, volante e laterais em um ballet de passes curtos e seguros, sempre oferecendo linhas de passe múltiplas para furar a primeira linha de marcação gremista. Rafael Borré, com sua inteligência posicional, foi crucial ao atacar os espaços abertos entre a zaga e o meio-campo rival, criando rupturas e desequilibrando o sistema defensivo do Grêmio, enquanto Alexandro Bernabei novamente exibiu confiança, sendo agressivo tanto por dentro quanto pelas pontas, ampliando o arsenal ofensivo do time.

Primeiro tempo de imposição e oportunidades criadas

O Internacional impôs seu ritmo desde os primeiros minutos, empurrando o Grêmio para o próprio campo e recuperando a posse de bola rapidamente em transições velozes. Essa postura agressiva gerou uma sequência de chances de gol, refletindo a clara intenção de controlar o jogo.

A leitura tática do Colorado era inequívoca: controlar a posse, atacar com superioridade numérica pelos lados do campo e explorar o desequilíbrio defensivo do adversário. O volume de jogo apresentado na etapa inicial foi tão expressivo que o placar parcial, que poderia ter sido ainda mais elástico, apenas sublinhou a dominância colorada.

Com gols de Rafael Borré (duas vezes) e Alan Patrick, o Inter construiu uma vantagem significativa que, apesar da resposta do Grêmio, manteve a equipe na dianteira. A capacidade de criar e finalizar as jogadas, somada à disciplina tática, foi um diferencial marcante no clássico.

Organização defensiva e ajustes de Pezzolano

Sem a posse da bola, a equipe de Paulo Pezzolano revelou uma faceta igualmente organizada de seu modelo de jogo. Vitinho recuava de forma disciplinada para formar uma linha de cinco defensores, fortalecendo o bloco defensivo e compactando os espaços.

Essa movimentação liberava Victor Gabriel para dobrar a marcação ao lado de Bernabei, neutralizando efetivamente as investidas de Tetê, uma das principais ameaças ofensivas do Grêmio. O Colorado exibia um sistema defensivo com encaixes precisos e uma leitura de cobertura apurada, dificultando as ações ofensivas do rival.

O Grêmio, por sua vez, tentou acelerar o jogo e buscar penetrações, mas esbarrou em um Inter compacto e com marcações bem definidas. A consequência foi um adversário previsível, forçado a arriscar chutes de média distância sem grande perigo ou cruzamentos pouco efetivos na área.

Mesmo quando sofreu gols, marcados por Johan Carbonero (duas vezes) pelo Grêmio, o Internacional jamais perdeu o controle emocional ou tático da partida. A equipe manteve a concentração e a disciplina, executando o plano de jogo até o fim.

Movimentação ofensiva e peças-chave do ataque

A movimentação sem bola do Inter foi um dos pontos altos da atuação, garantindo que o time sempre tivesse opções de passe e profundidade. A capacidade dos jogadores de ocupar espaços e trocar posições de forma inteligente desorganizou a defesa gremista.

Rafael Borré se destacou não só pelos gols, mas pela forma como se movimentava, abrindo caminho para outros companheiros e finalizando com precisão. Alan Patrick, com sua visão de jogo e qualidade nos passes, orquestrou grande parte das jogadas ofensivas, distribuindo a bola e encontrando brechas na zaga adversária.

Controle da partida mesmo sob pressão

Apesar dos gols sofridos e da natural pressão de um clássico, o Internacional demonstrou uma maturidade impressionante, mantendo a serenidade e a execução tática inalteradas. A equipe continuou a seguir o roteiro estabelecido por Pezzolano, sem se abalar ou se desorganizar, garantindo a solidez da vantagem.

Visão de longo prazo do Internacional para 2026

O modelo implementado por Paulo Pezzolano no Internacional continua a ser construído de forma discreta, porém com resultados cada vez mais evidentes em campo. Sem a necessidade de grandes discursos ou promessas, o clube tem edificado uma identidade sólida e reconhecível.

Essa abordagem aponta não apenas para conquistas imediatas, mas para um projeto consistente e ambicioso com foco em 2026. A vitória categórica no Gre-Nal, com gols de Rafael Borré (2), Alan Patrick, Alexandro Bernabei e a atuação segura de todo o time, foi a confirmação de um caminho bem definido e, principalmente, difícil de ser superado pelos adversários.

Luís Henrique Costa é jornalista formado pela FMU, editor-chefe e fundador do Mix Vale, portal de notícias em atividade desde 2011. Responde pela direção editorial do veículo, que cobre Brasil e mundo em economia, benefícios sociais, esportes, tecnologia, ciência e entretenimento. Atua na área há mais de 15 anos e lidera uma equipe de cerca de 15 colaboradores.

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