Zubeldía elogia desempenho da comissão técnica do Fluminense em sua ausência após angioplastiaPor Luís Pereira
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O técnico Luis Zubeldía reassumiu os trabalhos no Fluminense após um período de afastamento motivado por uma angioplastia com aplicação de stent. O retorno às atividades na última sexta-feira marcou uma etapa importante em sua recuperação, trazendo novamente o treinador para o dia a dia do clube, onde foi recebido com entusiasmo. Em suas primeiras declarações após a volta, Zubeldía compartilhou detalhes sobre o processo de restabelecimento da saúde e a forma atenta como acompanhou o desempenho da equipe à distância.
Apesar da necessária licença médica para repouso e monitoramento, a forte confiança no planejamento estratégico e na estrutura interna do Fluminense foi um pilar para o treinador argentino. Ele fez questão de destacar que a organização pré-existente e o ambiente positivo, construído no clube nos últimos meses, permitiram uma gestão eficaz da equipe mesmo sem sua presença física constante à beira do campo, demonstrando a solidez dos processos internos.
“Em pouco tempo de trabalho, em poucos meses, a dinâmica interna que temos aqui é muito boa, com muito afeto entre todos que trabalham no clube”, afirmou Zubeldía, ressaltando a harmonia, a colaboração e o comprometimento coletivo que permeiam tanto o vestiário quanto os diversos departamentos do clube. Essa sintonia entre os profissionais foi, segundo ele, crucial para a manutenção do nível de trabalho e dos resultados durante sua ausência.
A recuperação e o retorno gradual
A necessidade de Luis Zubeldía passar por uma angioplastia e a subsequente aplicação de stent representou um momento delicado, tanto em sua vida pessoal quanto profissional. O período de recuperação que se seguiu demandou uma série de cuidados intensivos, além de uma adesão estrita aos protocolos médicos recomendados.
Este rigor no acompanhamento da saúde foi fundamental para garantir que o retorno do treinador às suas funções ocorresse de maneira segura e, acima de tudo, progressiva. Os médicos estabeleceram um cronograma de reintrodução gradual às atividades, visando preservar seu bem-estar e evitar qualquer sobrecarga desnecessária.
Confiança na equipe técnica durante a ausência
Durante o afastamento forçado de Luis Zubeldía, o Fluminense conseguiu manter seu ritmo de trabalho e a execução do planejamento tático estabelecido. O treinador fez questão de enaltecer publicamente a dedicação, a competência e a resiliência de toda a equipe que esteve à frente das atividades diárias e dos jogos oficiais, assegurando a continuidade do projeto.
“Aqui no Fluminense tem muita gente trabalhando. Posso citar o Marcão e o Cadu, treinadores institucionais, os preparadores físicos… é muita gente envolvida e qualificada”, explicou o argentino, fazendo questão de distribuir amplamente os méritos do bom desempenho da equipe neste período. A coesão do grupo de trabalho foi apontada como um dos grandes diferenciais.
A estrutura de apoio ao treinador principal mostrou-se robusta e preparada para lidar com imprevistos de grande porte. A capacidade de adaptação e a vasta experiência dos profissionais que compõem a comissão técnica e o departamento de futebol garantiram que a transição fosse feita de maneira suave e eficiente, minimizando qualquer impacto negativo.
O papel dos auxiliares e atletas no período
A performance da equipe durante a ausência de Zubeldía foi um reflexo direto da liderança assertiva exercida pelos membros da comissão técnica e do elevado comprometimento demonstrado por todo o elenco de jogadores. O treinador destacou especificamente o trabalho de seu auxiliar técnico e de todo o estafe técnico.
Maxi e os demais integrantes da comissão, em uma sinergia notável com os atletas, foram os grandes responsáveis por manter a alta performance, a disciplina tática e a motivação do grupo. “O Maxi e todo o estafe fizeram um trabalho muito bom junto com os jogadores”, pontuou Zubeldía, valorizando a integração exemplar e a resposta positiva do grupo sob pressão.
A união inabalável entre comissão e elenco se revelou um pilar fundamental para o Fluminense, resultando em atuações consistentes e na manutenção dos objetivos traçados para a temporada. A forma como os jogadores absorveram as diretrizes táticas e as aplicaram com rigor em campo foi motivo de grande orgulho para o comandante tricolor.
Esse ambiente de colaboração mútua, profissionalismo e lealdade sublinha a cultura de excelência que o Fluminense busca implementar e consolidar em todas as suas frentes. Cada membro, desde a diretoria até o último atleta em campo, contribuiu ativamente para que o clube atravessasse o período de ausência do técnico sem maiores turbulências ou quedas de rendimento.
A perspectiva do campo e o desafio de assistir
Assistir aos jogos da equipe de longe, sem a possibilidade de estar à beira do gramado e influenciar diretamente as decisões, foi uma experiência bastante desafiadora para Zubeldía. Acostumado à intensidade e à adrenalina do banco de reservas, o treinador revelou a dificuldade de conter a paixão e o nervosismo como mero espectador.
“O recorde é que não me expulsaram em 16 partidas, que não tive nenhuma expulsão. Eu sofro o dobro fora do campo. Prefiro estar ali, no gramado”, comentou em tom bem-humorado, mas com um fundo de verdade, ilustrando a conexão profunda e visceral do técnico com a dinâmica do jogo e a energia contagiante do campo, onde se sente mais à vontade e no controle.
Planejamento para a volta plena aos jogos
Mesmo com o retorno aos treinamentos presenciais, a diretoria e a comissão técnica do Fluminense, em alinhamento constante com a equipe médica responsável, definiram um plano meticuloso de reintegração gradual para Luis Zubeldía. Este protocolo visa, acima de tudo, preservar a saúde do treinador e assegurar que ele retorne às suas plenas funções de comando sem riscos de recaídas ou sobrecarga. A decisão, vista como estratégica, foca em uma recuperação completa e duradoura, permitindo que o técnico se adapte novamente à rotina intensa das partidas e às exigências físicas e mentais do cargo sem qualquer prejuízo ao seu bem-estar, priorizando a longevidade de sua carreira.
Reinício em campo
O protocolo médico estabelece que Zubeldía não estará à beira do campo para o aguardado clássico contra o Flamengo, agendado para este domingo, pelo Campeonato Carioca, mas seu retorno oficial durante as partidas está previsto para a estreia no Campeonato Brasileiro, na quarta-feira, contra o Grêmio, no Maracanã.







