Sucessão de Guardiola no City: Xabi Alonso e Enzo Maresca lideram lista de possíveis substitutosPor Thiago Lemos
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O Manchester City já deu início ao processo de planejamento para a sucessão do técnico Pep Guardiola, cujo contrato se encerra em junho de 2027. Embora o vínculo ainda seja longo, a diretoria do clube inglês trabalha com a possibilidade de uma saída antecipada ao final da temporada e, por isso, já definiu uma lista restrita de alvos para assumir o comando da equipe. A movimentação visa garantir uma transição suave e a manutenção da filosofia de jogo que consolidou o time como uma potência global.
A busca por um novo treinador é liderada pelo recém-chegado diretor de futebol, Hugo Viana, que assumiu a função com a missão de projetar o futuro esportivo do clube. A cúpula dos Citizens entende que a escolha do sucessor é uma das decisões mais críticas dos últimos anos e busca um perfil que possa dar continuidade ao legado de Guardiola, combinando sucesso em campo com um estilo de jogo ofensivo e dominante.
Entre os nomes mais cotados nos bastidores do Etihad Stadium estão os espanhóis Xabi Alonso e Cesc Fàbregas, além do italiano Enzo Maresca. Cada um representa uma abordagem diferente, mas todos são vistos como capazes de se adaptar à estrutura e às exigências do atual campeão inglês. A diretoria prefere se antecipar a qualquer cenário para evitar uma lacuna de comando no planejamento para a temporada 2026/2027.
🔄Xabi Alonso gana fuerza para sustituir a Guardiola
📝El City está diseñando un plan de contingencia ante la posibilidad de que Pep Guardiola decida poner punto final a su etapa
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— Diario SPORT (@sport) February 2, 2026
Os perfis analisados para o comando técnico
Xabi Alonso desponta como um dos principais candidatos, impulsionado pelo trabalho histórico realizado no Bayer Leverkusen, onde conquistou o título da Bundesliga de forma invicta na temporada 2023/2024. Sua capacidade de construir equipes organizadas e taticamente versáteis atrai o interesse de diversos gigantes europeus. O treinador, que teve uma passagem recente pelo Real Madrid, está atualmente livre no mercado, o que facilita uma eventual negociação.
A concorrência por Alonso, no entanto, promete ser acirrada. O Liverpool também monitora de perto a situação do espanhol, enxergando nele o perfil ideal para liderar seu projeto. Essa disputa entre dois dos maiores clubes da Premier League pode inflacionar o mercado e exigir uma proposta robusta por parte do Manchester City para garantir sua contratação.
Outro nome forte na lista é o de Enzo Maresca, que possui uma vantagem estratégica por já conhecer profundamente a cultura do clube. O italiano atuou como auxiliar técnico de Pep Guardiola antes de assumir outros desafios. Sua passagem mais recente foi pelo Chelsea, onde conquistou o Mundial de Clubes da FIFA em 2025, mas ele pediu desligamento no início da atual temporada e também está disponível. A familiaridade com o elenco e os métodos de trabalho é seu grande trunfo.
Completa a lista de alvos principais o espanhol Cesc Fàbregas, que vem surpreendendo o cenário europeu com seu desempenho à frente do Como, na Itália. Sob seu comando, a equipe se tornou uma das sensações da Serie A, apresentando um futebol ofensivo e organizado. A diretoria do City admira a visão tática moderna de Fàbregas e sua rápida ascensão como treinador, considerando-o uma aposta de grande potencial para o futuro.
Nova diretoria esportiva e a transição planejada
A reestruturação na gestão esportiva do Manchester City, com a chegada do português Hugo Viana para o lugar de Txiki Begiristain, marca o início de um novo ciclo. Viana tem a responsabilidade de conduzir o processo de sucessão de Guardiola, trabalhando em estreita colaboração com a alta cúpula do City Football Group para assegurar que a transição ocorra da forma mais harmoniosa possível. A estratégia é encontrar um nome que não apenas se encaixe na filosofia de jogo, mas que também tenha capacidade de gerir um vestiário repleto de estrelas.
A diretoria não descarta a possibilidade de consultar o próprio Pep Guardiola durante o processo de seleção. A opinião do técnico catalão é altamente valorizada, e sua percepção sobre qual dos candidatos teria melhor adaptação ao estilo da equipe pode ser decisiva. O objetivo é garantir que o próximo comandante receba todo o respaldo necessário para dar continuidade a um dos projetos mais vitoriosos da história do futebol moderno, minimizando o impacto da troca no desempenho do time.
O futuro de Guardiola e o contrato vigente
Apesar de ter contrato assinado até meados de 2027, Pep Guardiola já sinalizou publicamente que este pode ser seu último ciclo no Manchester City. Em entrevistas recentes, o treinador admitiu o desejo de fazer uma pausa na carreira para descansar e se dedicar a projetos pessoais antes de buscar um novo desafio, que poderia ser o comando de uma seleção nacional. Essa declaração de intenções colocou a diretoria em estado de alerta, tratando a busca por um sucessor como uma prioridade estratégica e imediata. A preparação para o futuro se tornou tão importante quanto os resultados do presente, pois o clube quer evitar ser pego de surpresa e ter que tomar uma decisão apressada, o que poderia comprometer a estabilidade e o planejamento a longo prazo. A clareza de Guardiola sobre seus planos, embora ainda distantes, permitiu que o clube iniciasse um mapeamento detalhado do mercado, avaliando não apenas as competências táticas dos candidatos, mas também sua capacidade de lidar com a pressão e a cultura de excelência implementada nos últimos anos.
O momento atual do time na temporada
A urgência no planejamento da sucessão também é influenciada pelo contexto atual da equipe na Premier League. Após uma sequência de resultados irregulares, como o empate contra o Tottenham, o Manchester City se encontra na segunda posição da tabela, com 47 pontos, buscando diminuir a distância para o líder Arsenal.
Essa pressão por resultados constantes e a percepção de que o vitorioso ciclo de Guardiola se aproxima do fim são fatores que aceleram a busca por um novo líder. A diretoria quer garantir que, independentemente do momento da saída do técnico, o clube esteja preparado para manter a competitividade no mais alto nível.
A responsabilidade de herdar o legado
Qualquer que seja o escolhido, ele enfrentará o enorme desafio de substituir o treinador mais vitorioso da história do Manchester City. Desde sua chegada em 2016, Pep Guardiola conquistou 17 títulos importantes, incluindo a inédita Champions League, e transformou o clube em uma referência global de futebol bem jogado.
A expectativa da torcida e da imprensa será altíssima, e o novo comandante precisará de personalidade para implementar suas ideias sem se desfazer completamente da base deixada por seu antecessor.
A escolha de perfis como Alonso, Maresca e Fàbregas indica uma clara preferência por uma linha sucessória que valorize a posse de bola, a pressão pós-perda e a inteligência tática, pilares do modelo de jogo de Guardiola.
O clube busca não apenas um técnico, mas um gestor capaz de dar continuidade a uma cultura de trabalho e excelência que se tornou a marca registrada do City na última década.
Planejamento a longo prazo do City Football Group
A busca por um sucessor para Pep Guardiola se insere em uma estratégia mais ampla do City Football Group, que visa a sustentabilidade de seus projetos esportivos a longo prazo. A escolha do próximo técnico do Manchester City é vista como uma peça-chave para garantir que o clube principal do grupo continue sendo uma vitrine de sucesso e inovação no futebol mundial.
Disputa acirrada no mercado
O Manchester City está ciente de que não está sozinho na busca por um técnico de elite. O interesse do Liverpool em Xabi Alonso é um exemplo claro da competição que o clube enfrentará para assegurar seu alvo principal. Outros grandes clubes europeus também podem entrar na disputa, tornando o mercado de treinadores um campo de batalha estratégico.
Por essa razão, a diretoria inglesa age com antecedência e discrição, monitorando o desempenho dos candidatos enquanto aguarda uma definição mais clara sobre o futuro de Guardiola. A decisão final será um marco na história recente do clube e definirá os rumos da equipe para os próximos anos.







