Calendário astronômico de fevereiro 2026 destaca saída de Saturno e visibilidade prolongada de Júpiter no firmamentoPor Bruna
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Fevereiro de 2026 reserva mudanças significativas na observação dos planetas a olho nu. Saturno, conhecido pelos anéis distintivos, aproxima-se da conjunção solar e perde visibilidade no céu da tarde ao longo do mês. Observadores no Brasil notam essa transição gradual, com o planeta tornando-se cada vez mais difícil de enxergar após o pôr do sol.
Júpiter compensa essa ausência ao permanecer visível durante grande parte da noite. O maior planeta do Sistema Solar oferece condições ideais para observação com binóculos ou telescópios, revelando suas principais luas galileanas. Outros eventos, como a elongação máxima de Mercúrio e um eclipse solar anular, completam o calendário do mês.
O período também inclui aproximações da Lua com aglomerados estelares e chuvas de meteoros moderadas. Esses fenômenos ocorrem em datas específicas e exigem condições de céu claro para melhor apreciação.
Lua cheia abre o mês
O mês inicia com a Lua Cheia em 1º de fevereiro, conhecida tradicionalmente como Lua da Neve em regiões do hemisfério norte. Essa fase ilumina o céu noturno de forma intensa logo no começo do período. No Brasil, a observação ocorre a partir do entardecer, com o disco lunar alcançando brilho máximo por volta da meia-noite.
Essa Lua Cheia coincide com o momento em que Saturno ainda aparece baixo no horizonte oeste após o pôr do sol. A combinação permite registrar ambos os astros em uma mesma sessão inicial de observação.
Conjunção lunar em Escorpião
Na madrugada de 11 de fevereiro, a Lua minguante posiciona-se próxima à estrela Antares, a gigante vermelha mais brilhante da constelação de Escorpião. O encontro torna-se visível a partir da 1h no horário de Brasília. Antares exibe tonalidade avermelhada característica, contrastando com o brilho prateado da Lua.
Essa aproximação facilita a localização da constelação, que surge no céu oriental durante as horas pré-alvorada. Observadores com equipamentos simples identificam detalhes adicionais nas estrelas próximas.

Eclipse solar anular ocorre
Um eclipse solar anular acontece em 17 de fevereiro, criando o efeito conhecido como anel de fogo. A Lua posiciona-se à frente do Sol, mas não cobre totalmente o disco solar devido à distância orbital maior. O fenômeno atinge máxima visibilidade na Antártida, com duração de alguns minutos na região central da faixa.
Fora da Antártida, partes da África austral e do oceano Pacífico Sul registram eclipse parcial. No Brasil, o evento não aparece, já que o país fica fora da zona de cobertura.
- O eclipse inicia por volta das 9h no horário de Brasília.
- A fase anular dura até 2 minutos em pontos específicos.
- Observadores em locais remotos usam filtros adequados para proteção ocular.
Essa configuração resulta de alinhamento preciso entre Sol, Lua e Terra.
Elongação máxima favorece Mercúrio
Mercúrio atinge sua maior elongação oriental em 19 de fevereiro, distanciando-se 18 graus do Sol. Essa posição melhora as chances de observação do planeta mais interno do Sistema Solar, geralmente difícil devido à proximidade com o brilho solar. Olhares dirigidos ao horizonte oeste logo após o entardecer captam o astro como ponto brilhante.
Nesse mesmo dia, a Lua crescente aproxima-se de Saturno, formando conjunto visível baixo no céu ocidental. A combinação inclui Mercúrio nas proximidades, criando alinhamento triplo temporário. Binóculos ajudam a separar os objetos no crepúsculo.
Mercúrio permanece visível por cerca de uma hora após o pôr do sol em locais com horizonte desobstruído. A elongação representa uma das melhores oportunidades do ano para registrar o planeta a olho nu no hemisfério sul.
Encontro com as Plêiades
A Lua crescente passa próxima ao aglomerado estelar das Plêiades em 23 de fevereiro. Esse grupo de estrelas jovens, também chamado de Sete Irmãs, destaca-se como um dos objetos mais atraentes do céu noturno. A aproximação ocorre na constelação de Touro, visível alto no céu após o entardecer.
As Plêiades contam com dezenas de estrelas visíveis em telescópios amadores, mas seis ou sete aparecem a olho nu em condições ideais. A Lua posicionada ao lado realça o contraste e facilita a localização do aglomerado.
Observadores no Brasil acompanham o fenômeno durante toda a noite. O aglomerado permanece acessível até as primeiras horas da madrugada.
Júpiter domina observações noturnas
Júpiter mantém posição privilegiada ao longo de fevereiro de 2026, aparecendo alto no céu logo após o escurecer. O planeta gigante gasoso exibe brilho intenso, superando a maioria das estrelas visíveis. Telescópios revelam faixas atmosféricas e as quatro luas galileanas em órbita constante.
Essa visibilidade prolongada compensa diretamente a perda gradual de Saturno no céu vespertino. Júpiter transita pela constelação de Áries durante o mês, facilitando identificação. Sessões de observação noturna concentram-se nesse astro como principal alvo.
- Io, Europa, Ganimedes e Calisto mudam posições diariamente.
- O disco planetário mostra detalhes nubosos em ampliação moderada.
- O brilho atinge magnitude negativa elevada, visível mesmo em áreas urbanas.
Júpiter oferece oportunidades contínuas para astrofotografia básica.
Chuvas de meteoros moderadas
A chuva de meteoros Alfa Centaurídeos atinge pico em 8 de fevereiro, originando-se na constelação de Centauro. Essa chuva produz até 6 meteoros por hora em condições ideais, com radiante baixo no horizonte sul. Observações exigem céu escuro e horizonte desobstruído na direção sul.
Embora não tão intensa quanto chuvas principais, os Alfa Centaurídeos incluem meteoros rápidos e brilhantes ocasionalmente. O evento ocorre durante fase lunar favorável no início do mês.
Outras chuvas menores contribuem para atividade esporádica. Observadores registram traços luminosos em noites claras.
Alinhamento planetário fecha fevereiro
No final do mês, em 28 de fevereiro, seis planetas alinham-se de forma aproximada no céu matutino ou vespertino. Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter, Saturno e Urano posicionam-se em arco visível dependendo do horário. Essa configuração rara exige observação em diferentes momentos do dia.
Vênus destaca-se como estrela da manhã, enquanto Marte aparece mais fraco. O alinhamento oferece fotografia ampla do Sistema Solar em uma única porção do céu.
Saturno, já próximo da conjunção solar, marca sua transição definitiva para invisibilidade vespertina. O planeta reaparece no céu matutino nos meses seguintes.
Dicas práticas de observação
Observar os céus em fevereiro exige planejamento básico para maximizar resultados. Locais afastados de poluição luminosa melhoram a visibilidade de objetos fracos como Mercúrio e chuvas de meteoros. Aplicativos de astronomia auxiliam na identificação precisa de posições em tempo real.
Equipamentos simples, como binóculos 7×50, revelam detalhes em Júpiter e nas Plêiades. Telescópios amadores captam anéis de Saturno nos primeiros dias do mês. Filtros solares certificados tornam-se indispensáveis para qualquer tentativa de visualizar o Sol durante o eclipse, mesmo parcial.
- Verifique previsões meteorológicas locais.
- Escolha horários sem Lua intensa para objetos fracos.
- Registre observações com anotações ou fotografias.
Condições variam por região no Brasil, com hemisfério sul favorecendo constelações como Escorpião e Centauro.
Transição planetária define período
A saída gradual de Saturno do céu vespertino representa a principal transição astronômica de fevereiro de 2026. O planeta dos anéis aproxima-se do Sol visto da Terra, mergulhando no brilho solar até a conjunção completa. Essa configuração natural repete-se em ciclos orbitais longos.
Enquanto Saturno desaparece, outros astros ganham protagonismo. Júpiter mantém domínio noturno, Mercúrio surge brevemente no crepúsculo e a Lua protagoniza encontros sucessivos. O eclipse anular, embora remoto, reforça a diversidade de fenômenos no mês mais curto do ano.
Observadores dedicados acompanham essas mudanças diárias. O calendário oferece variedade para iniciantes e experientes.







