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O cenário atual no Santos é de grande apreensão para torcedores e analistas esportivos, com a equipe enfrentando uma fase de resultados insatisfatórios e um desempenho abaixo das expectativas no campo. A cobrança sobre o elenco e a gestão do clube intensificou-se nas últimas semanas, diante de uma campanha que ainda não deslanchou no campeonato de 2026. Em meio a essa turbulência, a ausência de seu principal astro, Neymar, torna-se um dos focos de discussão e levanta questionamentos sobre o planejamento e as escolhas feitas pela diretoria.

Neymar, aguardado com grande expectativa para liderar a equipe na temporada, ainda não estreou pelo Alvinegro Praiano. O jogador está em processo de recuperação de uma lesão no menisco, que o mantém afastado dos gramados desde o início do ano. Esta situação, por si só, já gera frustração na torcida, que esperava ver o camisa 10 em ação e contribuindo para reverter o quadro desfavorável.

A situação de inatividade do craque no clube da Baixada Santista motivou uma forte crítica de Walter Casagrande, conhecido por suas análises incisivas e frequentemente polêmicas no futebol. O comentarista, com histórico de tecer duras ponderações sobre o atacante, comparou a atual passagem de Neymar pelo Santos à performance de outro jogador de destaque no cenário nacional, o camisa 10 do Corinthians, Memphis Depay, mas de uma forma desfavorável ao atleta santista.

A veemência nas críticas de Casagrande

Walter Casagrande tem sido uma voz constante na análise do futebol nacional, e sua opinião sobre grandes nomes costuma gerar amplo debate. Suas colocações sobre Neymar, em particular, sempre reverberam, dado o histórico de críticas do comentarista ao comportamento e à performance do atleta em diversos momentos de sua carreira. Dessa vez, o foco recaiu sobre a situação do jogador no Santos, avaliando-a de forma bastante negativa.

A forma como Casagrande expôs sua insatisfação surpreendeu muitos, evidenciando uma visão pessimista sobre a contribuição do atacante até o momento. Para o comentarista, a percepção pública sobre Neymar estaria sendo obscurecida por um certo “passar de pano” generalizado, ignorando a falta de resultados práticos em sua atual passagem pelo clube.

O veterano analista esportivo, utilizando seu espaço para reflexão, enfatizou que o debate em torno de Neymar deveria ser mais aprofundado e menos indulgente, especialmente considerando o impacto de sua contratação e a expectativa gerada. Ele sugere que a mídia e os torcedores deveriam ser mais rigorosos na avaliação do retorno esportivo do jogador, que ainda não se concretizou.

Neymar e a inatividade no Santos de 2026

A expectativa em torno do retorno de Neymar ao Santos para a temporada de 2026 era gigantesca. A vinda do craque representava não apenas um reforço técnico, mas também um impulso comercial e de visibilidade para o clube, que buscava reverter um período de instabilidade. Contudo, a lesão no menisco frustrou esses planos e tem mantido o jogador longe dos gramados, impedindo sua estreia no ano.

A ausência de um jogador do calibre de Neymar, ainda mais em um momento delicado para o Santos, é um golpe duro. A equipe precisava de seu talento e liderança para tentar reagir no campeonato, mas se viu privada de seu principal reforço. A recuperação de lesões complexas como a de menisco exige tempo e cautela, mas o período de inatividade tem sido mais longo do que o esperado por muitos, aumentando a pressão sobre o atleta.

A polêmica comparação: pior que Memphis?

A declaração de Walter Casagrande não poupou termos, afirmando que a situação de Neymar no Santos é “infinitamente pior que a do Memphis no Corinthians”. Essa comparação, audaciosa, busca colocar em perspectiva as contribuições de ambos os jogadores em seus respectivos clubes, com um olhar crítico para a ausência de Neymar em campo.

A base do argumento de Casagrande reside no fato de que, enquanto Neymar não pôde sequer estrear e se encontra machucado, Memphis Depay, mesmo sendo alvo de críticas em certos momentos, já acumulou títulos importantes pelo Corinthians. Essa diferença de impacto imediato é o cerne da argumentação do comentarista, que vê uma disparidade clara no retorno esportivo.

A análise aprofundada de Casagrande sugere que a falta de debate sobre a inatividade de Neymar é um indicativo de uma condescendência geral. Ele questiona por que a “passada de pano” ao craque seria tão generalizada, enquanto outros jogadores, como Memphis, são constantemente escrutinados, mesmo com conquistas relevantes em suas carreiras.

O comentarista ressalta que, até o momento, Neymar “só vive machucado e não fez absolutamente nada de importante pelo Santos”, reforçando a ideia de um investimento que ainda não gerou frutos para o clube da Vila Belmiro.

O histórico de Memphis Depay no Corinthians

Para contextualizar a comparação, Casagrande fez questão de elencar as conquistas de Memphis Depay pelo Corinthians, um ponto crucial para sustentar sua argumentação. O jogador holandês, apesar de um percurso que incluiu altos e baixos e períodos de questionamento sobre seu desempenho, teve momentos decisivos que se traduziram em títulos para o Alvinegro Paulista. Ele foi peça fundamental em campanhas vitoriosas, contribuindo para a conquista de um Campeonato Paulista, uma Copa do Brasil e a Supercopa do Rei, façanhas que solidificaram seu nome na história recente do clube. Essas vitórias são frequentemente destacadas por torcedores e pela imprensa como exemplos de impacto direto de um atleta no sucesso de sua equipe. Diferente de Neymar, cuja passagem atual no Santos ainda busca uma oportunidade de demonstrar resultados similares, Memphis conseguiu entregar um currículo de vitórias em solo nacional, o que justifica a menção de Casagrande sobre o valor de sua presença em campo.

A questão das lesões e a convocação da seleção

As lesões têm sido um fator persistente na carreira de Neymar, e a atual recuperação do menisco adiciona mais um capítulo a essa realidade. Casagrande, conhecido por sua postura firme em relação à condição física dos atletas, não deixou de tocar nesse ponto, expressando preocupação com a forma do jogador e o impacto em seu desempenho.

Ainda mais contundente foi a crítica do comentarista sobre a possibilidade de convocação de Neymar para a seleção, dado seu histórico recente de lesões e a falta de ritmo de jogo. Para Casagrande, a prioridade deveria ser a saúde e a performance consistente em campo, e não apenas o nome ou o status do jogador. A questão da forma física e da regularidade é um tema recorrente no futebol, especialmente quando se trata de atletas de alto nível que sofrem com problemas musculares e articulares, como o camisa 10 santista.

Transferências frustradas no futebol nacional

Expandindo sua crítica, Casagrande classificou o negócio envolvendo Neymar e o Santos como um dos “piores negócios” do futebol brasileiro nos últimos tempos. Ele não hesitou em comparar essa situação a outras transações que, na sua visão, também se mostraram pouco rentáveis para os clubes envolvidos.

Entre os exemplos citados estão a vinda de Oscar para o São Paulo, que, apesar da expectativa, pouco rendeu ao clube paulista. Outros casos mencionados foram as transferências de Dudu, com passagens pelo Cruzeiro e Atlético-MG, e de Gabriel, que também teve um período no Cruzeiro antes de retornar ao Santos. Essas menções sublinham um padrão de negócios que, em retrospectiva, não entregaram o retorno esperado.

O comentarista ressalta que, embora existam “outros exemplos de péssimos negócios no futebol brasileiro”, o foco da mídia e do debate público muitas vezes recai sobre casos específicos, como o de Memphis e o Corinthians, ignorando outras situações. Ele defende que o negócio de Memphis com o Corinthians, ao contrário dos outros, “não foi um péssimo negócio em campo”, pois resultou em títulos e contribuições significativas, o que reforça a distinção feita por Casagrande.

O custo-benefício de grandes contratações

A discussão levantada por Casagrande sobre Neymar no Santos reflete um debate mais amplo no futebol sobre o custo-benefício de grandes contratações, especialmente aquelas envolvendo jogadores de alto perfil e salários elevados. A chegada de um craque como Neymar gera enorme expectativa, mas também impõe uma responsabilidade proporcional em termos de desempenho e resultados. Quando o retorno esportivo não se concretiza, seja por lesões ou por dificuldades de adaptação, o investimento pode ser questionado, levando a avaliações críticas sobre a efetividade da estratégia de mercado dos clubes.

Luís Henrique Costa é jornalista formado pela FMU, editor-chefe e fundador do Mix Vale, portal de notícias em atividade desde 2011. Responde pela direção editorial do veículo, que cobre Brasil e mundo em economia, benefícios sociais, esportes, tecnologia, ciência e entretenimento. Atua na área há mais de 15 anos e lidera uma equipe de cerca de 15 colaboradores.

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