Patriots quebram domínio dos Seahawks com touchdown crucial de 35 jardas no final do Super Bowl LXPor Luís Henrique Costa
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Uma partida que parecia controlada pelo Seattle Seahawks ganhou contornos dramáticos no último quarto do Super Bowl LX, realizado em 8 de fevereiro de 2026. O New England Patriots, que enfrentava dificuldades ofensivas durante todo o jogo, encontrou uma sobrevida com uma conexão precisa de 35 jardas que resultou em touchdown, alterando o placar para 19 a 7 e injetando uma nova dose de emoção na disputa pelo título da NFL.
O palco da grande final, o Levi’s Stadium em Santa Clara, Califórnia, testemunhou a reação da equipe de New England quando restavam pouco mais de 12 minutos para o fim do tempo regulamentar. Até aquele ponto, a narrativa do jogo era de completo domínio de Seattle, que construiu uma vantagem sólida e parecia caminhar para uma vitória tranquila.
A pontuação reacendeu a esperança da torcida dos Patriots e transformou os minutos finais em um cenário de alta tensão. Com a diferença no placar reduzida, a pressão agora recai sobre ambas as equipes, onde cada posse de bola e cada decisão tática podem definir o novo campeão do troféu Vince Lombardi.
A campanha ofensiva que mudou o rumo da partida
O touchdown que recolocou os Patriots no jogo foi o ápice de uma campanha ofensiva relâmpago, executada com uma precisão cirúrgica que surpreendeu a defesa do Seattle Seahawks. Em menos de um minuto, a equipe de New England percorreu 65 jardas em apenas três jogadas, demonstrando um senso de urgência que esteve ausente durante os três primeiros quartos. A sequência começou com uma corrida do próprio quarterback Drake Maye para um ganho de seis jardas, seguida por um passe rápido de 24 jardas para Mack Hollins, que posicionou a equipe em território adversário. A jogada decisiva foi um lançamento profundo e calculado de Maye, que encontrou Hollins livre na end zone para selar a pontuação de 35 jardas. O ponto extra convertido pelo kicker Andy Borregales confirmou os sete pontos e mudou completamente a dinâmica da final.
O domínio inicial do Seattle Seahawks
Antes da reação dos Patriots, o Seattle Seahawks havia imposto seu ritmo de jogo de maneira metódica e eficiente, construindo sua vantagem no placar com consistência. O kicker Jason Myers foi uma peça central nessa estratégia, mostrando frieza ao converter quatro field goals de distâncias consideráveis: 33, 39, 41 e novamente 41 jardas.
Essas pontuações, somadas ao controle da posse de bola, permitiram que Seattle ditasse as ações e minasse a moral da equipe de New England. A defesa dos Seahawks também se mostrava sólida, limitando as oportunidades do ataque adversário e forçando situações desfavoráveis.
A vantagem foi ampliada no começo do último período, quando o quarterback Sam Darnold conectou um passe de 16 jardas para o tight end AJ Barner, resultando em um touchdown. Com o ponto extra, o placar chegou a 19 a 0, uma diferença que parecia quase insuperável até o momento da virada de chave dos Patriots.
O duelo de estratégias entre os quarterbacks
O confronto entre os quarterbacks tem sido um dos elementos mais observados no Super Bowl LX. Drake Maye, pelo New England Patriots, teve uma atuação de altos e baixos. Apesar de ter comandado a campanha do touchdown com maestria, ele enfrentou dificuldades ao longo da partida, completando 10 de 20 passes para 119 jardas. Um fumble sofrido anteriormente no jogo interrompeu um avanço promissor e custou caro para sua equipe, evidenciando a pressão exercida pela defesa de Seattle.
Do outro lado, Sam Darnold, do Seattle Seahawks, apresentou uma performance mais segura e consistente, focada em gerenciar o jogo e evitar erros. Ele completou 17 de 34 passes para 188 jardas e um touchdown, sem cometer interceptações ou fumbles. Sua capacidade de tomar decisões rápidas e proteger a bola foi fundamental para que os Seahawks estabelecessem e mantivessem o controle do placar durante a maior parte do confronto, forçando os Patriots a uma corrida contra o tempo.
Destaques individuais no ataque e na defesa
No jogo terrestre, o Seattle Seahawks demonstrou clara superioridade, com o running back Kenneth Walker III sendo o principal nome. Ele acumulou 105 jardas em 20 tentativas, incluindo uma corrida explosiva de 30 jardas que foi vital para desgastar a defesa adversária e manter o relógio em movimento.
No jogo aéreo de Seattle, o wide receiver Cooper Kupp foi o alvo mais frequente de Darnold, garantindo 6 recepções para 61 jardas. O tight end AJ Barner também se destacou, não apenas pelo touchdown, mas por suas 4 recepções que resultaram em 54 jardas.
Pelo lado do New England Patriots, o ataque aéreo foi a principal arma. Mack Hollins se tornou o herói da reação ao registrar 3 recepções para 67 jardas e o touchdown. No jogo corrido, Rhamondre Stevenson liderou com modestas 23 jardas em 7 tentativas.
A mobilidade de Drake Maye também foi um fator, contribuindo com 21 jardas em 4 corridas, muitas vezes para escapar da pressão e conquistar primeiras descidas importantes em momentos críticos da partida.
A batalha física nas linhas defensivas
A defesa do Seattle Seahawks foi um dos pilares da equipe durante o jogo, com o linebacker Ernest Jones IV liderando em tackles, com um total de 7. A pressão sobre o quarterback foi implacável, com Derick Hall registrando 2 sacks e contribuições de Milton Williams, Byron Murphy II e Devon Witherspoon.
Pela defesa de New England, o defensive back Craig Woodson foi o jogador mais ativo, acumulando 9 tackles totais, sendo 7 deles solo. Sua atuação foi crucial para conter o avanço de Seattle em diversas ocasiões, embora a defesa como um todo tenha sofrido para parar o jogo corrido adversário.
Análise estatística do confronto
Os números gerais da partida refletem o controle exercido pelo Seattle Seahawks durante a maior parte do tempo. A equipe acumulou 297 jardas totais, um número significativamente maior que as 143 jardas conquistadas pelo New England Patriots. Essa diferença também é visível no número de primeiras descidas, com Seattle obtendo 17 contra apenas 7 de New England, o que ilustra a dificuldade dos Patriots em sustentar campanhas ofensivas até a reação no último quarto.
Condições e arbitragem no palco da final
A decisão da NFL está sendo disputada sob um clima agradável em Santa Clara, com a temperatura marcando 14°C no início da partida. O jogo, que começou às 20h30 no horário local, transcorre sem intercorrências climáticas que possam afetar o desempenho dos atletas.
A equipe de arbitragem, liderada pelo experiente Shawn Smith, tem a responsabilidade de comandar um dos maiores eventos esportivos do planeta, garantindo que as regras sejam aplicadas com rigor e imparcialidade em um confronto de alta intensidade.








