Seahawks saem na frente dos Patriots com field goal e defesa forte no começo da final do Super BowlPor Luís Henrique Costa
7 min de leitura
![]() |
A disputa pelo título da NFL começou com alta intensidade no Levi’s Stadium, em Santa Clara, Califórnia. A final do Super Bowl de 2026 colocou frente a frente o Seattle Seahawks e o New England Patriots em um confronto que prometia equilíbrio, mas que viu a equipe de Seattle estabelecer uma vantagem inicial no primeiro quarto, marcando os primeiros pontos da partida.
Desde os primeiros momentos, a partida se desenhou como uma batalha tática, onde cada jarda conquistada foi resultado de estratégias bem executadas e confrontos físicos intensos. A atmosfera no estádio refletia a magnitude do evento, com as duas torcidas apoiando suas equipes em busca do troféu Vince Lombardi.
O período inicial foi marcado por uma defesa agressiva dos Seahawks, que conseguiu neutralizar as primeiras tentativas ofensivas dos Patriots e capitalizar sua própria posse de bola para inaugurar o marcador, estabelecendo o tom para o restante do jogo.
A campanha que abriu o placar
O Seattle Seahawks foi o primeiro time a pontuar na grande decisão, resultado de uma campanha ofensiva sólida e bem coordenada. O quarterback Sam Darnold liderou o time em um avanço de 51 jardas, distribuído em oito jogadas que consumiram uma parte importante do relógio. A estratégia se baseou em passes curtos e seguros, conectando com recebedores como J. Smith-Njigba e A. Barner para mover as correntes e manter o ataque em campo, pressionando a defesa adversária desde o início.
Apesar do avanço consistente, a defesa do New England Patriots conseguiu resistir na red zone, impedindo que os Seahawks anotassem um touchdown. A pressão defensiva forçou Seattle a optar por um field goal. O kicker Jason Myers não desperdiçou a oportunidade e converteu um chute preciso, colocando o placar em 3 a 0 aos 11:58 do primeiro quarto. Esses primeiros pontos foram cruciais para dar confiança à equipe e transferir a pressão para o ataque dos Patriots.
A muralha defensiva de Seattle
O grande destaque do primeiro quarto foi, sem dúvida, o desempenho da defesa do Seattle Seahawks. A linha defensiva impôs uma pressão avassaladora sobre o quarterback dos Patriots, Drake Maye, que mal teve tempo para pensar em suas progressões de passe.
Essa pressão se materializou em dois sacks cruciais, que não apenas interromperam as jogadas de New England, mas também resultaram em uma perda significativa de 20 jardas, complicando a posição de campo da equipe.
Os principais responsáveis por esse domínio foram os defensores Derick Hall e Devon Witherspoon, que conseguiram superar a linha ofensiva dos Patriots e chegar ao quarterback, demonstrando a força e a velocidade da unidade defensiva de Seattle.
A performance defensiva não se limitou aos sacks. A contenção nas corridas e a cobertura no campo secundário foram igualmente eficazes, frustrando as tentativas de New England de estabelecer qualquer tipo de ritmo ofensivo no início da partida.
A resposta ofensiva limitada dos Patriots
Do lado do New England Patriots, o início de jogo foi marcado por dificuldades em mover a bola. O ataque, comandado por Drake Maye, sentiu o impacto da forte pressão defensiva adversária, o que limitou a execução do plano de jogo.
Um dos poucos pontos positivos no ataque de New England foi o corredor Rhamondre Stevenson, que conseguiu encontrar alguns espaços e acumulou 17 jardas em quatro tentativas, mostrando ser uma arma importante para furar o bloqueio defensivo.
No entanto, a consistência nas corridas não foi suficiente para sustentar as campanhas. A ineficácia em converter terceiras descidas e a perda de jardas nos sacks forçaram os Patriots a recorrer ao punt em duas ocasiões, devolvendo a posse de bola para Seattle sem ameaçar o placar.
Análise estatística do período inicial
Os números do primeiro quarto refletem o cenário visto em campo, com uma leve vantagem para os Seahawks em jardas e uma superioridade clara na capacidade de converter o desempenho em pontos. Seattle acumulou 65 jardas totais em 16 jogadas ofensivas, mantendo uma média de 4.1 jardas por jogada, um indicativo de sua eficiência. Em contrapartida, New England produziu 39 jardas em 13 jogadas, com uma média inferior de 3.0 jardas por jogada. Curiosamente, a posse de bola foi ligeiramente maior para os Patriots, com 7 minutos e 44 segundos, contra 7 minutos e 16 segundos de Seattle, mas essa vantagem não se traduziu em ameaças à end zone adversária. Os Seahawks conquistaram quatro primeiras descidas, contra três dos Patriots, e foram mais eficientes em momentos cruciais, convertendo uma de quatro tentativas de terceira descida, enquanto New England converteu uma de três. Um ponto notável foi a disciplina de ambas as equipes, que não cometeram turnovers nem sofreram penalidades, mostrando o alto nível de concentração na final. O diferencial esteve na defesa, onde Seattle registrou dois sacks e quatro tackles para perda de jardas, contra apenas um tackle para perda de jardas da defesa de New England.
Destaques individuais em campo
Pelo lado dos Seahawks, o quarterback Sam Darnold teve um início seguro, completando 4 de 10 passes para 54 jardas. No jogo terrestre, Kenneth Walker III contribuiu com 16 jardas em cinco corridas. O recebedor AJ Barner foi um alvo importante, com 27 jardas em duas recepções. Defensivamente, Ernest Jones IV e Drake Thomas lideraram com quatro tackles cada.
Nos Patriots, Drake Maye completou 4 de 5 passes para 34 jardas, mas foi pressionado constantemente. Rhamondre Stevenson foi o destaque ofensivo com 17 jardas terrestres. Kayshon Boutte apareceu com uma recepção longa de 21 jardas. Na defesa, Carlton Davis III e Marcus Jones registraram dois tackles cada um na tentativa de conter o ataque de Seattle.
O contexto da temporada e os desfalques na final
O confronto no Super Bowl de 2026 coroa uma temporada de excelência para ambas as franquias. Durante a fase regular de 2025, tanto os Seattle Seahawks, campeões da NFC Oeste, quanto os New England Patriots, líderes da AFC Leste, terminaram com campanhas idênticas de 14 vitórias e 3 derrotas, consolidando-se como as principais forças de suas respectivas conferências.
No entanto, as equipes chegaram à decisão com desfalques importantes. Os Seahawks não puderam contar com Jared Ivey, Robbie Ouzts e Jalen Milroe, entre outros. Já os Patriots tiveram as ausências de Tommy DeVito, Caedan Wallace e CJ Dippre, forçando os treinadores a fazerem ajustes e confiarem na profundidade de seus elencos.
Ainda a se jogar: expectativa para os próximos períodos da partida
Com o placar de 3 a 0 para o Seattle Seahawks ao final do primeiro quarto, a final do Super Bowl está longe de ser decidida. A vantagem mínima mantém o jogo aberto, e a expectativa é que os Patriots promovam ajustes táticos para superar a forte defesa de Seattle e colocar seus primeiros pontos no placar. O confronto tático entre os treinadores e a execução dos jogadores nos próximos quartos definirão o grande campeão da temporada da NFL.







