Jornalista Jorge Nicola afasta rumores de troca envolvendo Rollheiser do Santos e Alisson do São PauloPor Luís Pereira
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As especulações sobre uma possível troca de jogadores entre Santos e São Paulo, envolvendo o meio-campista argentino Benjamín Rollheiser e o volante Alisson, foram rapidamente desmentidas por um renomado especialista do mercado da bola. A sugestão, que surgiu entre a torcida são-paulina, ganhou força diante do impasse em torno da situação de Alisson no Morumbi e o conhecido interesse do Peixe no atleta tricolor.
No entanto, as expectativas dos torcedores foram frustradas com a intervenção do jornalista Jorge Nicola, que trouxe clareza ao cenário. Segundo suas apurações, a possibilidade de uma negociação nos moldes imaginados pela torcida está completamente descartada, devido a diferenças financeiras substanciais entre os atletas.
A iniciativa da torcida do São Paulo visava resolver a situação de Alisson, que se encontra fora dos planos do clube, e trazer para o Morumbi um jogador com potencial, mesmo que reserva em sua atual equipe. Contudo, a complexidade do mercado de transferências, especialmente em negociações envolvendo grandes clubes, mostra-se um desafio para concretizar tais anseios.
Rumores e a realidade do mercado de transferências
A ideia de uma troca envolvendo Benjamín Rollheiser e Alisson emergiu do ambiente digital, com torcedores do São Paulo vislumbrando uma solução criativa para movimentar o elenco. Alisson, que não tem sido aproveitado pelo técnico Hernán Crespo, gera uma busca por alternativas para o clube, enquanto Rollheiser, apesar do alto investimento, ainda não se firmou como titular no Santos, sob o comando de Juan Pablo Vojvoda.
Contudo, a realidade do mercado da bola impõe barreiras significativas a esse tipo de operação. Jorge Nicola, conhecido por suas informações privilegiadas, buscou confirmar a viabilidade da troca diretamente com a diretoria santista, desfazendo prontamente qualquer expectativa. “Fui procurar o Alexandre Mattos, executivo de futebol do Santos, para entender se existe alguma chance desse negócio acontecer. E a resposta é não. Meio óbvio, até pela diferença nas cifras”, declarou Nicola, em seu canal de notícias.
O alto investimento em Rollheiser no Santos
A disparidade financeira citada pelo executivo Alexandre Mattos é um fator crucial para entender a inviabilidade da negociação. O Santos realizou um investimento considerável para adquirir os direitos de Benjamín Rollheiser. Em fevereiro de 2025, o clube da Vila Belmiro desembolsou 11 milhões de euros, o equivalente a cerca de R$ 65 milhões na cotação da época, para tirá-lo do Benfica.
O contrato do meio-campista argentino, de 25 anos, com o Alvinegro Praiano, estende-se até o final de 2028, o que protege o Santos de qualquer negociação que não seja vantajosa. Tal investimento e a duração do vínculo demonstram a aposta da diretoria no potencial do atleta, justificando a postura de só considerar propostas financeiras elevadas e irrecusáveis para sua liberação. Essa política visa resguardar o capital investido e a projeção de valorização do jogador.
A situação de Alisson e o interesse corintiano
Do lado do São Paulo, a situação de Alisson é bastante distinta, refletindo uma avaliação de mercado diferente. O meio-campista, de 32 anos, não figura nos planos do atual treinador, o que naturalmente diminui seu valor de mercado e a capacidade de atrair propostas vantajosas para o clube.
Recentemente, o Corinthians manifestou interesse em Alisson, tentando sua contratação por empréstimo. No entanto, a negociação não avançou. O São Paulo exigiu o pagamento de uma entrada de R$ 1 milhão à vista ao clube do Parque São Jorge. O Corinthians, por sua vez, não conseguiu levantar os valores necessários para concretizar a operação, deixando o jogador ainda com o futuro incerto no Morumbi.
Esse episódio sublinha a dificuldade em movimentar jogadores que estão fora dos planos técnicos, especialmente quando há exigências financeiras, mesmo que modestas, envolvidas. A disparidade entre a avaliação de mercado de Alisson e o investimento em Rollheiser é evidente, tornando qualquer troca direta financeiramente desequilibrada para o Santos.
Fanáticos e as propostas distantes da realidade
A paixão e o engajamento dos torcedores são motores importantes no futebol, e frequentemente geram discussões e sugestões de mercado que, embora criativas, muitas vezes se chocam com a fria realidade das finanças e estratégias dos clubes. A ideia de uma troca simples entre Rollheiser e Alisson é um exemplo claro de como a distância entre o desejo da arquibancada e a mesa de negociações pode ser grande.
Clubes profissionais operam com planilhas de custos, valores de amortização, salários, bônus e projeções de receita, elementos que fogem à análise superficial do torcedor. Um jogador como Rollheiser, adquirido por um valor expressivo e com um longo contrato, representa um ativo financeiro que o Santos não liberaria facilmente sem uma compensação à altura do investimento e das expectativas de retorno.
Contratos longos e a estratégia santista
A gestão de ativos no futebol moderno é crucial para a saúde financeira dos clubes. Com um contrato que se estende até o final de 2028, Rollheiser oferece ao Santos uma posição de força em qualquer negociação. O clube não tem pressa para se desfazer do jogador e espera pacientemente por uma “proposta considerada irrecusável”.
Isso significa que o Alvinegro Praiano não está aberto a um simples empréstimo ou a uma troca de atletas que não contemple um retorno financeiro substancial, capaz de justificar a venda de um jogador em quem se investiu pesado. Mesmo sendo reserva sob o comando de Juan Pablo Vojvoda, com 49 partidas disputadas, três gols marcados e quatro assistências, além de nove jogos na atual temporada (sendo cinco como titular), o clube mantém sua estratégia de valorização.
Disparidade de valores e a visão dos executivos
A análise dos executivos de futebol, como Alexandre Mattos, se baseia em critérios objetivos de mercado, que incluem idade, tempo de contrato, potencial de revenda e o valor investido na aquisição. A grande diferença entre os 11 milhões de euros gastos por Rollheiser e o R$ 1 milhão pedido por Alisson em uma tentativa de empréstimo ilustra a enorme distância nas avaliações dos dois jogadores.
Para o Santos, aceitar uma troca simples por Alisson seria um prejuízo financeiro e estratégico inaceitável. O clube busca recuperar ou até superar o investimento feito no argentino, algo que dificilmente seria alcançado em uma transação envolvendo um jogador que o São Paulo tenta negociar a custo baixo.
Perspectivas para os atletas no cenário atual
Com a negativa oficializada, o futuro de Benjamín Rollheiser e Alisson segue caminhos distintos. Rollheiser permanecerá no Santos, aguardando ofertas que atendam às expectativas do clube, enquanto Alisson continua com seu futuro indefinido no São Paulo, à espera de uma nova oportunidade de transferência que se alinhe às condições estabelecidas pelo tricolor paulista.






