Durant aponta desleixo de Jokic e Doncic como entrave para o sucesso do novo formato do All-StarPor Janderson Luiz
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O astro Kevin Durant elevou o tom das cobranças sobre a qualidade do Jogo das Estrelas da NBA ao apontar o comportamento de Luka Doncic e Nikola Jokic como prejudicial ao espetáculo. Atualmente defendendo o Houston Rockets, o ala veterano expressou preocupação com a falta de competitividade demonstrada pelas estrelas internacionais nas edições recentes do evento festivo. Para o jogador, a postura descompromissada em quadra desvaloriza o produto oferecido pela liga e frustra os torcedores que esperam ver os melhores do mundo em ação real.
Novo modelo de disputa exige mudança de mentalidade
A liga norte-americana de basquete implementou uma reestruturação significativa para o evento de 2026, que será sediado em Los Angeles, introduzindo um formato com três equipes. A dinâmica inédita dividirá os atletas selecionados em dois times de jogadores dos Estados Unidos e um time composto exclusivamente por talentos internacionais. A estratégia visa criar uma rivalidade geográfica genuína para reacender a intensidade das partidas, algo que se perdeu nas últimas temporadas com placares elásticos e ausência total de defesa.
Toronto Raptors forward Brandon Ingram has been named by NBA Commissioner Adam Silver to replace injured Golden State Warriors guard Stephen Curry on USA Stripes for the 2026 NBA All-Star Game (Sunday, 2/15 on NBC & Peacock). pic.twitter.com/PrYX5fWcIT
— NBA (@NBA) February 10, 2026
Durant acredita que a alteração nas regras e a divisão dos times só funcionarão se houver um compromisso ético dos participantes em competir de verdade. Ele ressaltou que a responsabilidade pelo fracasso de crítica do evento não recai apenas sobre a idade avançada de veteranos americanos, como LeBron James ou Stephen Curry, mas sim na atitude de quem está no auge físico. A expectativa é que o novo desenho do torneio force os atletas a levarem o jogo a sério para evitar constrangimentos desportivos diante de uma audiência global.
Postura dos europeus gera debate sobre profissionalismo
As críticas do jogador do Rockets foram específicas quanto à conduta de Jokic e Doncic, que frequentemente utilizam o All-Star Game para momentos de descontração excessiva. Durant citou arremessos do meio da quadra sem critério e a falta de retorno defensivo como exemplos de atitudes que transformam a partida em uma exibição monótona. Segundo ele, embora o talento da dupla seja inquestionável durante a temporada regular e nos playoffs, essa excelência desaparece no fim de semana das estrelas, dando lugar a uma passividade que contagia o restante do elenco.
Existe um conflito geracional e cultural evidente na forma como o evento é encarado pelos diferentes perfis de atletas que dominam a liga hoje. Enquanto a geração de Durant cresceu vendo o Jogo das Estrelas como um palco de provação e rivalidade, muitos dos novos astros, especialmente os europeus, parecem tratar a ocasião apenas como uma pausa necessária no calendário exaustivo. Essa divergência de foco é o principal obstáculo que a organização tenta superar com incentivos financeiros e mudanças estruturais.
Pressão por desempenho em Los Angeles
A realização do evento em um mercado gigantesco como Los Angeles adiciona uma camada extra de pressão sobre a organização e os jogadores para entregarem um produto de alta qualidade. A liga espera que a rivalidade entre “Estados Unidos e o Mundo” sirva de combustível para que a defesa volte a ser praticada e o jogo ganhe contornos de disputa real. A fala de Durant serve como um alerta interno, sugerindo que a paciência dos fãs e dos próprios colegas de profissão com o “corpo mole” está chegando ao fim.
O sucesso do novo formato dependerá diretamente da resposta dos jogadores internacionais às provocações e ao cenário competitivo desenhado pela NBA. Se a mentalidade de apenas “cumprir tabela” persistir, mesmo com a divisão em três times, a liga poderá ser forçada a buscar soluções ainda mais drásticas no futuro. Por enquanto, a esperança reside na capacidade de líderes como Durant em influenciar o vestiário e resgatar o orgulho de vencer o confronto entre as maiores potências do basquete mundial.







