João Fonseca e Marcelo Melo vencem dupla de argentinos e italianos na estreia do Rio Open
A dupla brasileira formada pelo jovem João Fonseca e pelo experiente Marcelo Melo iniciou sua trajetória no Rio Open com uma vitória consistente na noite desta segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026. Atuando no saibro do Jockey Club Brasileiro, os tenistas da casa superaram o argentino Román Burruchaga e o italiano Andrea Pellegrino por 2 sets a 0, com parciais de 6/4 e 6/4, em partida válida pela primeira rodada da chave de duplas.
O confronto marcou uma adaptação rápida dos brasileiros, que tiveram seus adversários alterados poucas horas antes do início da partida devido à desistência do francês Alexandre Müller. Com a saída de Müller e de seu parceiro original, o bósnio Damir Dzumhur, a organização do torneio integrou a parceria entre Burruchaga e Pellegrino, que não conseguiram conter o volume de jogo imposto pela parceria mineiro-carioca.
A classificação garante a Fonseca e Melo a presença nas quartas de final do maior torneio de tênis da América do Sul, onde aguardam a definição de seus próximos oponentes. O chaveamento aponta que os brasileiros enfrentarão os vencedores do duelo entre os argentinos Máximo González e Andrés Molteni contra a dupla formada pelo colombiano Gonzalo Escobar e o mexicano Miguel Ángel Varela.
🇧🇷 Marcelo Melo/João Fonseca 🇧🇷 é uma dupla vencedora! 👏
— Rio Open (@RioOpenOficial) February 16, 2026
Eles fazem 6/4 6/4 em Burruchaga/Pellegrino e avançam na chave 🎾#RioOpen pic.twitter.com/iqUVImbSdz
Desempenho técnico e domínio no primeiro set
Desde o início da partida, a estratégia da dupla brasileira foi pautada na agressividade dos saques e na rápida ocupação da rede, característica marcante do jogo de Marcelo Melo. João Fonseca, por sua vez, demonstrou solidez no fundo de quadra, utilizando seu potente forehand para desequilibrar as trocas de bola e pressionar o serviço dos oponentes em momentos cruciais do set inaugural.
Apesar do domínio territorial, os brasileiros encontraram resistência nos games decididos no ponto de ouro (no-ad), quando o placar atingia 40/40. Burruchaga e Pellegrino salvaram as primeiras chances de quebra com bons primeiros saques, mantendo o equilíbrio da parcial até o décimo game, momento em que a experiência de Melo na rede fez a diferença para desestabilizar a defesa adversária.
No ponto decisivo do primeiro set, uma devolução firme de Melo gerou uma bola curta que permitiu a João Fonseca finalizar com precisão, selando a parcial em 6/4. A sintonia entre o veterano de 42 anos e o jovem de 19 anos foi celebrada pela torcida presente na quadra central, evidenciando o bom entrosamento da dupla que une diferentes gerações do tênis nacional.
Reação e virada na segunda parcial do confronto
O segundo set apresentou um cenário de maior instabilidade para os brasileiros logo nos primeiros games, especialmente com oscilações no serviço de Marcelo Melo. O tenista mineiro enfrentou dificuldades com o aproveitamento de primeiro saque e cometeu erros em aproximações à rede, o que permitiu aos adversários conquistarem a primeira quebra de serviço do jogo e abrirem uma vantagem de 3 a 1.
A recuperação brasileira começou com a manutenção da intensidade de João Fonseca, que seguiu sacando com velocidade e precisão para evitar que a vantagem dos rivais aumentasse. No sexto game, os brasileiros aproveitaram falhas no serviço de Burruchaga e, após mais um forehand agressivo de Fonseca, conseguiram devolver a quebra, empatando a disputa em 3 a 3 e retomando o controle emocional da partida.
- Manutenção do foco nos pontos de pressão após a quebra sofrida.
- Utilização de lobs estratégicos para afastar os adversários da rede.
- Eficiência nos voleios curtos executados por Marcelo Melo no fundo de quadra.
- Variação de efeitos nos serviços de João Fonseca durante os games finais.
A definição do encontro ocorreu novamente no décimo game, quando a pressão brasileira forçou erros não forçados de Burruchaga em seu próprio saque. Com dois match points à disposição, Marcelo Melo executou um winner preciso para encerrar a partida em pouco mais de uma hora e vinte minutos de disputa, confirmando o favoritismo da dupla da casa perante o público carioca.
Impacto das desistências e mudanças na chave principal
A desistência de Alexandre Müller não afetou apenas a competição de duplas, mas também gerou repercussões significativas na chave de simples, onde o francês defendia pontos importantes por ter sido finalista na edição anterior. Alegando questões físicas, o tenista utilizou suas redes sociais para expressar a frustração por não poder competir no Rio de Janeiro e confirmou que ficará fora do circuito pelas próximas semanas para recuperação.
Com a vaga aberta na chave de simples, o italiano Francesco Passaro entrou na competição como lucky loser, após ter sido derrotado na fase final do qualifying. O sorteio definiu que Passaro terá como adversário de estreia o croata Dino Prižmić, alterando a dinâmica de um dos quadrantes mais disputados do torneio, que conta com grandes nomes do saibro mundial.
A organização do Rio Open reforçou que as mudanças de última hora seguem os protocolos da ATP para desistências após a assinatura da súmula final. Para o público, a vitória de Fonseca e Melo compensou a ausência de Müller, mantendo o interesse nas competições de duplas, que frequentemente contam com forte apoio local devido ao histórico vitorioso de duplistas brasileiros no cenário internacional.
Preparação técnica para a sequência do torneio no Rio
Após a vitória na estreia, João Fonseca e Marcelo Melo devem realizar sessões de treinamento específicas para ajustar o posicionamento defensivo e o aproveitamento de segundo serviço. A comissão técnica observa que, embora a vitória tenha sido em sets diretos, a oscilação ocorrida no início do segundo set é um ponto de atenção para os confrontos contra duplas especialistas, como as que figuram no próximo estágio.
Melo destacou em breves declarações que jogar ao lado de Fonseca exige uma adaptação constante, dada a potência dos golpes do jovem carioca, que muitas vezes abre caminhos rápidos para o voleio final. A estratégia para as quartas de final deve manter essa base, focando em manter a pressão constante sobre os devolvedores e minimizar os erros não forçados nos games de serviço.
A torcida carioca promete comparecer em peso para os próximos compromissos da dupla, que se tornou uma das principais atrações do evento após a confirmação de que ambos priorizariam o entrosamento visando grandes competições. O Rio Open segue com sua programação oficial, distribuindo uma premiação recorde e pontos cruciais no ranking da ATP para os atletas que avançarem às fases decisivas.
Próximos desafios e análise dos possíveis adversários
O confronto das quartas de final colocará à prova a capacidade defensiva dos brasileiros contra parcerias que possuem longo histórico de entrosamento no circuito mundial de saibro. Se enfrentarem González e Molteni, Fonseca e Melo terão pela frente uma dupla argentina extremamente sólida emocionalmente e que costuma cometer pouquíssimos erros técnicos em superfícies lentas como a do Rio de Janeiro.
Caso o desafio seja contra Escobar e Varela, o jogo tende a ser mais pautado na velocidade e em trocas de bola rápidas, o que pode favorecer o estilo agressivo de João Fonseca. Independentemente do adversário, a vitória na estreia serviu para retirar a pressão inicial e consolidar a parceria como uma das candidatas ao título da categoria no torneio de 2026.
Os treinamentos programados para esta terça-feira ocorrerão nas quadras secundárias do complexo, com foco em situações de tie-break e devoluções de saque sob pressão. A expectativa é que a organização confirme o horário da partida de quartas de final para o período noturno, visando garantir maior conforto térmico aos atletas e maximizar a presença de público na quadra principal do Jockey Club.

















