Pagamento do abono salarial PIS/Pasep 2026 inicia para nascidos em janeiro com R$ 2,5 bi liberadosPor Jeronimo Santos
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Pagamentos do abono salarial PIS/Pasep 2026 começaram nesta segunda-feira (16) para os trabalhadores nascidos em janeiro. O benefício, referente ao ano-base 2024, libera valores que podem chegar a um salário mínimo integral, atualmente em R$ 1.621. Neste primeiro lote, o governo federal disponibilizou R$ 2,5 bilhões para aproximadamente 2 milhões de beneficiários. Os saques seguem calendário escalonado ao longo do ano e ficam disponíveis até 30 de dezembro de 2026.
O abono salarial corresponde a um direito anual concedido a trabalhadores da iniciativa privada inscritos no PIS e servidores públicos no Pasep. O valor é proporcional ao tempo de serviço com carteira assinada no ano-base. Quem trabalhou os 12 meses completos em 2024 recebe o montante máximo. O programa beneficia quem atende critérios específicos estabelecidos pela legislação.
Quem pode receber o benefício neste lote
Trabalhadores nascidos em janeiro com carteira assinada em 2024 recebem o pagamento a partir desta segunda-feira. Cerca de 1,8 milhão de beneficiários do PIS, pagos pela Caixa Econômica Federal, somam R$ 2,29 bilhões. Outros 217,2 mil inscritos no Pasep, pagos pelo Banco do Brasil, totalizam R$ 301,9 milhões.

Quem possui conta na Caixa ou no Banco do Brasil recebe o crédito automaticamente. Os demais precisam comparecer às agências a partir de quarta-feira (18) para realizar o saque.
Requisitos para ter direito ao abono salarial
O trabalhador precisa estar inscrito no PIS ou Pasep há pelo menos cinco anos. É obrigatório ter exercido atividade remunerada por no mínimo 30 dias no ano-base 2024, com remuneração média mensal de até R$ 2.766. Os dados devem ser informados corretamente pelo empregador na RAIS ou no eSocial.
A consulta sobre elegibilidade, valor exato e forma de recebimento ocorre pelo aplicativo Carteira de Trabalho Digital ou pelo portal gov.br. Essas plataformas mostram informações completas, incluindo eventuais pendências de anos anteriores.
Calendário completo de pagamentos em 2026
O calendário segue datas fixas mensais, sempre no dia 15 ou no primeiro dia útil seguinte. Nascidos em fevereiro recebem a partir de 15 de março. Março e abril têm liberação em 15 de abril. Maio e junho recebem em 15 de maio.
Julho e agosto recebem a partir de 15 de junho. Setembro e outubro têm pagamento em 15 de julho. Novembro e dezembro fecham o ciclo em 15 de agosto. Todos os valores ficam disponíveis para saque até o último dia útil de dezembro de 2026.
Como funciona o valor proporcional do benefício
O abono é calculado dividindo o salário mínimo vigente por 12 e multiplicando pelo número de meses trabalhados em 2024. Um mês trabalhado rende R$ 136. Dois meses equivalem a R$ 271. Três meses dão R$ 406, e assim sucessivamente até o valor integral de R$ 1.621 para 12 meses.
Essa proporcionalidade garante equidade entre os beneficiários. O valor considera apenas períodos formais registrados, sem incluir frações de mês ou atividades informais.
Mudanças implementadas no calendário atual
A partir de 2026, o pagamento adota datas fixas mensais para simplificar o processo. O limite de renda passou a ser ajustado anualmente pelo INPC, deixando de seguir estritamente dois salários mínimos. Isso resulta no teto de R$ 2.766 para o ano-base 2024.
O Ministério do Trabalho e Emprego estima que 26,9 milhões de trabalhadores sejam contemplados ao longo do ano. O total de recursos injetados na economia chega a R$ 33,5 bilhões.
Formas de saque e recebimento automático
Beneficiários com conta na Caixa recebem o PIS diretamente na conta corrente ou poupança. Quem tem poupança social digital também tem crédito automático. Para o Pasep, o depósito ocorre na conta do Banco do Brasil.
Sem conta nos bancos oficiais, o saque exige comparecimento à agência com documento de identificação. O benefício não pode ser transferido para terceiros e segue regras de impenhorabilidade.
Estimativa de impacto econômico do programa
O abono salarial injeta recursos diretamente no consumo das famílias de baixa renda. Com 26,9 milhões de beneficiários previstos, o programa distribui valores que ajudam em despesas básicas. O primeiro lote já representa parcela significativa dos R$ 33,5 bilhões totais.
A iniciativa mantém o foco em trabalhadores formais com remuneração limitada. O escalonamento evita filas e facilita o planejamento financeiro dos contemplados.







