Lua de sangue encanta observadores em Américas Ásia e Oceania no eclipse total
Eclipse lunar total ocorreu na madrugada desta terça-feira (3 de março de 2026), transformando a Lua cheia em um tom avermelhado característico conhecido como Lua de sangue. O fenômeno, visível em grande parte das Américas, Ásia, Austrália e regiões do Pacífico, resultou da passagem da Lua pela sombra da Terra, bloqueando a luz solar direta. A fase de totalidade durou cerca de 58 minutos, com o ápice registrado por volta das 11h33 UTC, quando o satélite assumiu coloração cobre intensa. Observadores em diferentes fusos horários acompanharam o evento, que marcou o último eclipse lunar total até o final de 2028.
Astrônomos e entusiastas registraram imagens detalhadas do eclipse em diversas localidades. Fotógrafos na América do Norte e na Oceania capturaram a transição da Lua de parcial para totalmente eclipsada. A tonalidade vermelha surgiu porque a luz solar refratada pela atmosfera terrestre atingiu o satélite, filtrando comprimentos de onda azuis e destacando os vermelhos. O evento coincidiu com a Lua cheia de março, conhecida em algumas tradições como Lua das Minhocas.
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Visibilidade variada em diferentes regiões do mundo
O eclipse apresentou visibilidade completa em áreas do Pacífico, leste da Ásia e Austrália durante a noite local. Na América do Norte, o fenômeno ocorreu nas primeiras horas da manhã, com a totalidade visível antes do nascer do sol em muitos estados. Regiões do oeste dos Estados Unidos e Canadá tiveram condições ideais para observação prolongada.
No Brasil, a visibilidade ficou limitada ao início do eclipse penumbral e parcial em estados do Norte e Oeste, como Acre, Amazonas e Rondônia. A fase total não pôde ser observada, pois a Lua se pôs antes do ápice do fenômeno. Moradores dessas áreas relataram leve escurecimento da Lua próxima ao horizonte oeste.
Detalhes técnicos do fenômeno astronômico
A magnitude umbral do eclipse alcançou 1.1507, indicando cobertura total da superfície lunar pela sombra umbral da Terra. A duração total da parcialidade superou 207 minutos, enquanto a penumbral estendeu-se por mais de 338 minutos. O evento aconteceu no nó descendente da órbita lunar, alinhando perfeitamente Sol, Terra e Lua.
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Binóculos e telescópios melhoraram a experiência para observadores, revelando detalhes da superfície lunar durante a totalidade. Muitos capturaram o fenômeno com câmeras em tripé, utilizando exposições longas para registrar a coloração única. O eclipse ocorreu próximo à distância média da Lua, mantendo seu diâmetro aparente estável.

Explicação científica para a cor vermelha da Lua
A atmosfera terrestre age como filtro durante o eclipse total. A luz solar que passa pela camada gasosa curva-se em direção à Lua, perdendo componentes azuis dispersos e permitindo que tons vermelhos e laranja predominem. Essa refração explica o apelido de Lua de sangue atribuído ao fenômeno.
Condições atmosféricas influenciaram a intensidade da cor em diferentes locais. Regiões com menos poluição ou poeira apresentaram tons mais vibrantes. O evento não exigiu equipamentos especiais de proteção, diferentemente dos eclipses solares, permitindo observação segura a olho nu.
Imagens e registros compartilhados por observadores
Fotografias iniciais divulgadas mostram a progressão do eclipse desde a fase parcial até a totalidade. Capturas de Sydney, na Austrália, e de observatórios no Texas destacaram a Lua avermelhada contra o céu escuro. Transmissões ao vivo acompanharam o evento em tempo real para públicos globais.
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Entusiastas usaram equipamentos variados para documentar o fenômeno. Algumas imagens revelaram detalhes da topografia lunar iluminada pela luz refratada. O eclipse atraiu atenção de sociedades astronômicas, que promoveram sessões virtuais de observação.
Próximos eventos lunares no calendário de 2026
O eclipse de março foi o primeiro total do ano e o último até dezembro de 2028 a janeiro de 2029. Um eclipse parcial está programado para agosto de 2026, com visibilidade em Américas, Europa e África. Esses eventos mantêm o interesse contínuo pela astronomia observacional.
















