Buffalo Bills mira DJ Moore em troca com Bears enquanto Patriots devem dispensar Stefon DiggsPor Luís Henrique Costa
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A National Football League vive momentos de intensa movimentação nos bastidores com a aproximação da abertura oficial do mercado de contratações. Com o teto salarial definido em US$ 301,2 milhões por franquia para a temporada de 2026, as equipes correm contra o tempo para ajustar suas folhas de pagamento e garantir reforços estratégicos. A janela de negociações, que tem início marcado para a próxima segunda-feira, dia 9 de março, promete redefinir o equilíbrio de forças entre as conferências, com rumores de trocas envolvendo grandes estrelas ofensivas e dispensas de veteranos consagrados.
Informações que circularam nesta quinta-feira, 5 de março, indicam que o cenário da liga sofrerá alterações drásticas antes mesmo da abertura oficial da free agency no dia 12. O foco das diretorias está voltado para a reestruturação de elencos, visando tanto a competitividade imediata quanto a saúde financeira a longo prazo. Entre as principais narrativas que dominam as manchetes, destacam-se negociações agressivas por recebedores de elite e cortes significativos de quarterbacks e defensores que não justificam mais seus altos custos no teto salarial.
Possível troca de DJ Moore e cortes de veteranos
O destaque das especulações recai sobre uma negociação avançada entre o Chicago Bears e o Buffalo Bills envolvendo o wide receiver DJ Moore. Relatórios apontam que a franquia de Buffalo estaria disposta a enviar uma escolha intermediária de draft para adquirir o jogador, buscando adicionar mais poder de fogo ao seu ataque aéreo na disputa pelo topo da AFC. A movimentação ocorre após uma temporada estatisticamente abaixo da média para Moore, que registrou os piores números de sua carreira em jardas e recepções durante o primeiro ano de Ben Johnson como técnico principal em Chicago, sinalizando uma possível incompatibilidade no esquema ofensivo atual.
Simultaneamente, o New England Patriots prepara uma reformulação em seu corpo de recebedores com a provável dispensa de Stefon Diggs. A liberação do veterano permitiria à equipe de Foxborough aliviar o compromisso financeiro e buscar novas alternativas para o setor ofensivo. Além de Diggs, uma lista extensa de cortes está sendo preparada por diversas franquias para adequação ao novo teto salarial, incluindo nomes de peso que estarão livres no mercado:
- Kyler Murray, quarterback do Arizona Cardinals, deve ser liberado pela franquia;
- Aaron Jones e Javon Hargrave, veteranos do Minnesota Vikings, estão na lista de dispensas;
- Marshon Lattimore, cornerback do Washington Commanders, também deve rodar para abrir espaço na folha.
Movimentações agressivas de Texans e Browns
O Houston Texans demonstrou que não pretende esperar pela abertura oficial do mercado para fortalecer seu jogo terrestre. A equipe acertou a chegada do running back David Montgomery, ex-Detroit Lions, em uma troca que envolveu o envio do offensive lineman Juice Scruggs, além de escolhas de quarta e sexta rodadas do draft. A estratégia da franquia texana é clara: adicionar experiência e consistência ao backfield para competir em alto nível imediatamente, sacrificando capital de draft por talento comprovado.
Em outra frente de negociação, os Texans concordaram em enviar o right tackle titular Tytus Howard para o Cleveland Browns. A diretoria de Cleveland agiu rápido para garantir a satisfação e a permanência do novo reforço, concordando com os termos de uma extensão contratual de três anos no valor de US$ 63 milhões. O movimento solidifica a linha ofensiva dos Browns, protegendo seu quarterback, enquanto permite aos Texans continuar sua reformulação de elenco e gestão de ativos.
Troca de impacto entre Chiefs e Rams
O atual cenário da liga também foi abalado por uma troca de alto perfil envolvendo defensores de elite. O Kansas City Chiefs negociou o cornerback All-Pro Trent McDuffie com o Los Angeles Rams, recebendo em troca um pacote significativo de escolhas futuras: a 29ª escolha geral do Draft de 2026, além de seleções de quinta e sexta rodadas deste ano e uma escolha de terceira rodada em 2027. A decisão dos Chiefs indica um planejamento voltado para a renovação do elenco através do draft, mantendo a sustentabilidade da dinastia.
Para o Los Angeles Rams, a aquisição de McDuffie representa um investimento pesado na tentativa de maximizar a janela de título atual. A chegada de um talento defensivo desse calibre reforça a secundária de forma imediata, mostrando que a franquia da Califórnia prioriza jogadores prontos em detrimento de apostas futuras no recrutamento universitário.
Utilização das tags em estrelas da liga
Com o prazo para aplicação da franchise tag encerrado na última terça-feira, três grandes nomes ofensivos tiveram seus vínculos estendidos compulsoriamente por mais uma temporada. O Atlanta Falcons utilizou o recurso no tight end Kyle Pitts, enquanto o Dallas Cowboys garantiu a permanência do wide receiver George Pickens. O New York Jets também aplicou a tag no running back Breece Hall. Essas designações impedem que os atletas testem o mercado aberto e garantem às franquias mais tempo, até o dia 15 de julho, para negociar contratos de longo prazo.
Uma situação peculiar envolve o quarterback Daniel Jones e o Indianapolis Colts. A equipe optou por utilizar a transition tag, no valor de US$ 37,833 milhões totalmente garantidos. Diferente da franchise tag, essa modalidade permite que Jones negocie com outros times, mas dá aos Colts o direito de igualar qualquer oferta recebida. Caso a equipe de Indianápolis decida não cobrir uma proposta rival, não receberá compensação em escolhas de draft, o que coloca a franquia em uma posição de monitoramento passivo do mercado.







