Matheus Candançan detalha pancadaria e expulsão de 23 atletas em Cruzeiro e Atlético-MG no MineiroPor Thiago Lemos
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O árbitro Matheus Candançan, da Federação Paulista de Futebol, divulgou na madrugada desta segunda-feira a súmula oficial do clássico entre Cruzeiro e Atlético-MG, realizado no Mineirão. O documento formaliza a expulsão de 23 jogadores após uma confusão generalizada que marcou o encerramento da final do Campeonato Mineiro de 2026. Segundo o relato oficial, a briga teve início aos 51 minutos do segundo tempo, transformando o gramado em um cenário de agressões físicas entre atletas de ambas as equipes.
A motivação do conflito, conforme descrito pela equipe de arbitragem, ocorreu após um choque ríspido entre o meia Christian, do Cruzeiro, e o goleiro Everson, do Atlético-MG. O documento detalha que o arqueiro atleticano reagiu com brutalidade ao ser atingido, desferindo joelhadas contra o adversário, o que serviu de estopim para a entrada dos demais jogadores na disputa. A Polícia Militar precisou intervir para garantir a segurança dos árbitros e tentar conter os ânimos exaltados dentro das quatro linhas.
- O documento confirma 12 expulsões pelo lado do Cruzeiro e 11 pelo lado do Atlético-MG.
- Relatos descrevem socos, voadoras e pontapés desferidos durante o tumulto generalizado.
- A arbitragem não conseguiu exibir os cartões físicos no momento devido à falta de segurança.
- Seguranças particulares e policiais formaram um cordão de isolamento após o encerramento.
Detalhes técnicos sobre o início do confronto entre Everson e Christian
O texto da súmula é minucioso ao descrever as ações individuais que desencadearam a pancadaria no clássico mineiro. Matheus Candançan relatou que Christian atingiu a cabeça de Everson com a canela, utilizando força excessiva em um momento onde a bola já estava sob domínio do goleiro. Essa infração inicial gerou a revolta imediata da equipe técnica e dos jogadores que estavam próximos ao lance na grande área.
Em resposta ao contato físico, Everson derrubou o meia cruzeirense e partiu para a agressão direta, atingindo o rosto do oponente com o joelho. O árbitro enfatizou que a intensidade alta e a intenção de ferir foram determinantes para a aplicação do cartão vermelho direto, ainda que de forma administrativa no documento posterior. A partir desse embate particular, os reservas e titulares abandonaram suas posições para participar do confronto físico.
Jogadores punidos pelo lado do Cruzeiro na decisão estadual
A lista de expulsos do time celeste inclui peças fundamentais do elenco titular e atletas que estavam no banco de reservas. Entre os nomes citados por conduta violenta estão o goleiro Cássio, os defensores Fagner, Fabrício Bruno, João Marcelo e Villalba, além dos meio-campistas Lucas Romero, Matheus Henrique, Walace e Gerson. O ataque também sofreu baixas com as expulsões de Christian, Kaio Jorge e o jovem Kauã Prates.
A súmula especifica que a maioria desses atletas foi punida por desferir socos e pontapés contra os adversários durante o período em que a partida estava paralisada. Lucas Romero, por exemplo, foi identificado em imagens e pelo trio de arbitragem desferindo uma voadora contra o goleiro rival. Villalba também teve sua conduta destacada por trocar agressões diretas com o lateral Renan Lodi em meio ao caos.
Lista de atletas expulsos do Atlético-MG após o apito final
Pelo lado do Galo, as punições atingiram o sistema defensivo quase em sua totalidade, além de lideranças do ataque. Estão fora dos próximos compromissos oficiais os goleiros Everson e Gabriel Delfim, os defensores Lyanco, Junior Alonso, Ruan Tressoldi, Preciado e Renan Lodi. No setor de meio-campo e ataque, Alan Franco, Alan Minda, Cassierra e o capitão Hulk também receberam a sanção máxima do cartão vermelho.
Hulk foi protagonista de momentos tensos ao revidar agressões sofridas com socos e chutes direcionados ao volante Lucas Romero. O zagueiro Junior Alonso, por sua vez, acertou um soco no rosto de Walace antes de ser derrubado e agredido por outros jogadores rivais. A gravidade das ações registradas na súmula sugere que os atletas enfrentarão julgamentos rigorosos no Tribunal de Justiça Desportiva (TJD).
Repercussão internacional e gravidade das agressões físicas registradas
O episódio ganhou destaque em portais esportivos internacionais, que descreveram o encerramento da final mineira como uma “batalha campal” sem precedentes no futebol moderno. A violência das imagens, que mostram jogadores trocando agressões coordenadas, chocou o público e gerou notas de repúdio imediatas. A súmula de Candançan servirá como base principal para as denúncias que a procuradoria desportiva deve apresentar nos próximos dias.
Especialistas em arbitragem apontam que o número de 23 expulsões é um dos maiores já registrados em finais de campeonatos estaduais no Brasil. O fato de o árbitro ter solicitado proteção policial explícita no documento reforça o clima de insegurança que tomou conta do Mineirão. As punições disciplinares podem resultar em suspensões de longa duração, afetando o planejamento das equipes para o restante da temporada nacional.
Intervenção da Polícia Militar e encerramento dos trabalhos de campo
A Polícia Militar de Minas Gerais atuou de forma enérgica para evitar que torcedores invadissem o gramado durante a briga entre os profissionais. O uso de escudos e o posicionamento tático dos agentes foram cruciais para que o trio de arbitragem pudesse se retirar em segurança para o vestiário. Mesmo após a entrada dos policiais, alguns focos de briga persistiram nos corredores de acesso às áreas técnicas do estádio.
O encerramento oficial da partida foi declarado apenas quando o árbitro considerou que não havia condições psicológicas ou físicas para qualquer continuidade. O documento assinado por Matheus Candançan reforça que a ordem pública estava ameaçada pela conduta dos protagonistas do espetáculo. Relatos de agressões contra seguranças do estádio também foram anexados para investigação complementar pelas autoridades competentes de Belo Horizonte.
Impacto nas competições futuras e próximos passos jurídicos
Os clubes agora preparam suas defesas jurídicas para tentar mitigar o impacto das expulsões em massa confirmadas pela súmula. Como os cartões foram aplicados em uma final de campeonato, as suspensões automáticas deverão ser cumpridas na próxima edição do torneio ou em competições coordenadas pela mesma federação. No entanto, a gravidade dos atos pode levar o caso para esferas superiores, onde punições podem ser estendidas a torneios nacionais.
As diretorias de Cruzeiro e Atlético-MG ainda não se manifestaram oficialmente sobre possíveis punições internas aos jogadores envolvidos. O teor do documento da arbitragem é considerado contundente e dificulta a contestação dos fatos apresentados. O julgamento no TJD-MG deve ocorrer nas próximas semanas, atraindo a atenção de todo o cenário esportivo brasileiro pela quantidade recorde de punições em um único jogo.







