São Paulo acerta contratação de Roger Machado após negativas de Filipe Luís e Marcelo GallardoPor Thiago Lemos
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O São Paulo Futebol Clube encaminhou a contratação do técnico Roger Machado para assumir o comando da equipe principal após a saída do argentino Hernán Crespo. A decisão da diretoria ocorreu após uma série de sondagens e negociações frustradas com outros nomes de peso do cenário sul-americano e europeu. Roger é esperado na capital paulista nesta terça-feira, 10 de março, para assinar o vínculo que deve ser válido até o final da atual temporada.
A busca por um novo comandante foi intensificada nas últimas horas devido à necessidade de rápida adaptação ao calendário das competições nacionais e internacionais. A cúpula de futebol do Morumbis priorizou perfis que pudessem dar continuidade ao trabalho técnico, mas encontrou obstáculos financeiros e profissionais em suas primeiras opções. O anúncio oficial depende apenas da formalização dos documentos e dos exames de rotina realizados pela comissão técnica.
Os principais pontos da negociação envolveram:
- Tempo de contrato focado no restante do calendário de 2026.
- Alinhamento de metas esportivas para o Campeonato Brasileiro.
- Definição da comissão técnica fixa que acompanhará o treinador.
- Aprovação do nome pelo comitê de gestão e pela gerência de futebol.
Recusas de Filipe Luís e planos para o futebol europeu
A primeira tentativa expressiva da diretoria são-paulina foi o nome de Filipe Luís, profissional que encerrou recentemente seu ciclo no Flamengo. O ex-lateral possui uma relação de amizade próxima com Rafinha, atual gerente de futebol do Tricolor, o que facilitou a abertura de conversas iniciais entre as partes. Entretanto, o projeto apresentado pelo São Paulo não coincidiu com os planos imediatos do jovem treinador para sua carreira.
Filipe Luís comunicou aos dirigentes paulistas que pretende realizar um período de descanso e estudos até o meio do ano antes de assumir um novo desafio. O foco principal do profissional no momento é buscar uma oportunidade no mercado europeu, onde pretende consolidar sua metodologia de trabalho. Diante dessa postura firme, o São Paulo se viu obrigado a retirar a proposta da mesa e buscar alternativas que estivessem disponíveis para início imediato.
Barreiras financeiras impedem vinda de Marcelo Gallardo
Após a negativa inicial, o São Paulo voltou suas atenções para o mercado argentino ao sondar a situação de Marcelo Gallardo, ex-comandante do River Plate. O treinador, que goza de enorme prestígio continental, está livre no mercado e era visto como o “nome dos sonhos” por grande parte da torcida e de conselheiros. No entanto, o otimismo inicial deu lugar à realidade econômica do clube brasileiro durante as primeiras rodadas de conversas.
Os valores solicitados pelo estafe de Gallardo foram considerados totalmente fora dos padrões financeiros atuais do São Paulo, inviabilizando qualquer avanço concreto. A diretoria entendeu que comprometer o orçamento anual com um único profissional poderia gerar instabilidade no fluxo de caixa e nos pagamentos do elenco. Assim, o nome do argentino foi descartado em prol de uma gestão financeira mais austera e responsável para o restante do biênio.
Resistência interna descarta retorno de Fernando Diniz
Durante o processo de seleção, o nome de Fernando Diniz também foi ventilado nos bastidores do Morumbis como uma possibilidade de mercado. Diniz, que já teve uma passagem marcante pelo clube em 2020, divide opiniões entre os sócios e membros da diretoria devido ao seu estilo de jogo peculiar. Apesar do conhecimento prévio sobre a estrutura do CT da Barra Funda, a rejeição interna falou mais alto na hora da escolha final.
Membros influentes da alta cúpula manifestaram oposição ao retorno do treinador, citando o desgaste ocorrido no final de sua última gestão. A avaliação predominante foi de que o momento exige um perfil de liderança diferente, capaz de unir o vestiário sem as polêmicas táticas que marcaram o passado. Com o caminho livre de concorrência interna, a diretoria concentrou todos os seus esforços na finalização do acordo com Roger Machado.
Roger Machado e o novo planejamento tático tricolor
Roger Machado chega ao São Paulo com a missão de reorganizar o sistema defensivo e dar maior eficiência ao ataque, problemas que persistiram nos últimos jogos sob o comando de Crespo. O treinador gaúcho é conhecido por montar equipes equilibradas e por valorizar a posse de bola com objetividade, características que agradam à filosofia histórica do clube. Sua contratação foi vista como uma solução técnica viável e financeiramente equilibrada para o contexto atual.
A expectativa é que Roger já inicie os trabalhos de campo imediatamente após a assinatura do contrato para preparar o time para o próximo desafio. Ele terá a responsabilidade de avaliar o elenco e identificar possíveis carências que precisem de reforços pontuais na próxima janela de transferências. O suporte da gerência de futebol será fundamental para que a transição ocorra de forma suave e produtiva para os atletas.
Próximos passos e estreia no comando técnico
O cronograma estabelecido pelo São Paulo prevê que o novo treinador acompanhe a delegação já no próximo compromisso oficial da equipe. O foco total está na partida contra a Chapecoense, marcada para o dia 12 de março, às 20h, no Estádio do Morumbis. Este jogo é considerado crucial para a recuperação do time na tabela e para dar confiança ao novo projeto liderado por Roger Machado.
A diretoria trabalha para regularizar o nome do técnico no Boletim Informativo Diário (BID) da CBF ainda nesta quarta-feira, garantindo sua presença à beira do gramado. Os jogadores foram informados sobre o acerto durante o treinamento desta tarde e aguardam a apresentação formal do novo comandante. A mobilização interna é total para que o ambiente de trabalho seja favorável a uma sequência de resultados positivos nas próximas rodadas.







