Fluminense perde para o Vasco em virada no Maracanã após falhas táticas de ZubeldíaPor Luís Pereira
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O Fluminense sofreu uma amarga derrota no clássico contra o Vasco da Gama, perdendo por 3 a 2 no Maracanã, em partida disputada nesta quarta-feira (18). Apesar de iniciar o confronto com ímpeto e abrir vantagem, o Tricolor Carioca viu o adversário virar o placar, em um resultado que frustrou a torcida e as ambições da equipe na tabela do Campeonato Brasileiro. A análise pós-jogo aponta que decisões do técnico Luis Zubeldía, especialmente nas substituições, foram cruciais para a desestabilização do time.
O clássico prometia emoções e entregou, mas com um desfecho indesejado para o lado tricolor. Em um duelo de alto nível de intensidade, os gols de Canobbio, logo no primeiro minuto, e um golaço de Hércules, deram a esperança de uma vitória consolidada.
Contudo, a virada vascaína ressaltou fragilidades, principalmente no setor defensivo, e questionamentos sobre a gestão do elenco durante os 90 minutos.
Início promissor e os gols tricolores
O Fluminense não demorou a mostrar sua força ofensiva. Em uma jogada rápida, Canobbio balançou as redes antes mesmo do primeiro minuto, incendiando o Maracanã e dando a impressão de um domínio tricolor. A abertura do placar tão cedo injetou confiança na equipe.
Apesar de o Vasco buscar a recuperação, o Flu demonstrou capacidade de segurar a pressão e, em um lance de pura categoria, Hércules ampliou a vantagem com um golaço. O meio-campista combinou visão de jogo e precisão em um chute de longa distância, coroando uma jogada coletiva bem trabalhada.
A escalação de Zubeldía e o desenrolar do jogo
Luis Zubeldía optou por iniciar o clássico com uma formação que buscava solidez e criatividade. O time inicial contava com Fábio no gol; Samuel Xavier, Jemmes, Ignácio e Renê na defesa; Martinelli, Hércules e Lucho Acosta no meio-campo; e o trio ofensivo formado por Savarino, Canobbio e John Kennedy.
Essa formação permitiu ao Fluminense ter bons momentos no ataque e controlar parte da partida, especialmente no primeiro tempo. A dinâmica de Lucho Acosta no suporte e a velocidade de Canobbio e Savarino pelas pontas eram pontos fortes, enquanto John Kennedy atuava como referência no comando.
A equipe conseguia transitar a bola com fluidez e parecia bem postada taticamente. Os primeiros minutos foram um exemplo da proposta de jogo de Zubeldía, que viu seus comandados executarem bem o plano de pressionar e finalizar.
No entanto, a intensidade não se manteve constante. À medida que o segundo tempo avançava, a equipe foi perdendo o fôlego e o controle sobre as ações do jogo, permitindo que o Vasco crescesse em campo e buscasse a reação com mais ímpeto.
Decisões que desestabilizaram o elenco
O segundo tempo da partida marcou uma mudança drástica no desempenho do Fluminense, e as substituições promovidas por Zubeldía tornaram-se o centro das discussões. Guga, Otávio, Paulo Henrique Ganso, Serna e Rodrigo Castillo foram acionados para tentar manter o ritmo ou mudar o panorama do jogo.
Eles entraram nos lugares de Samuel Xavier, Martinelli, Lucho Acosta, Savarino e John Kennedy, respectivamente. Essas trocas, no entanto, não conseguiram revigorar o time, pelo contrário, parecem ter quebrado a coesão tática que a equipe apresentava inicialmente.
O meio-campo, que antes exibia consistência com Martinelli e Hércules, perdeu a compactação e a capacidade de filtrar as jogadas adversárias. A saída de Lucho Acosta também impactou na transição ofensiva, diminuindo a capacidade de criação e a ligação entre defesa e ataque.
As mexidas no setor ofensivo também não renderam o esperado. Com a saída de Savarino e John Kennedy, a capacidade de finalização e a profundidade nas jogadas diminuíram, dificultando a manutenção da posse de bola no campo de ataque e aliviando a pressão sobre a defesa vascaína.
Impacto das substituições no resultado
A série de substituições implementada por Luis Zubeldía ao longo da partida culminou na perda de ritmo do Fluminense. O que parecia ser uma tentativa de controlar o jogo ou dar novo fôlego ao time acabou por desorganizar a estrutura tática estabelecida.
A equipe, que antes parecia equilibrada e com boa leitura do clássico, cedeu espaço e iniciativa ao Vasco. A ineficácia das mudanças ficou evidente quando o time cruzmaltino aproveitou as brechas para construir a virada, mostrando um aproveitamento notável de Renato Gaúcho, que soma sete pontos de nove possíveis com o novo treinador no comando.
O planejamento para a segunda etapa, com as entradas de jogadores como Ganso e Castillo, não se traduziu em maior controle de jogo ou chances claras de gol. Pelo contrário, o Fluminense se viu encurralado pela pressão vascaína, que soube explorar as falhas defensivas.
A defesa, que já havia cometido alguns erros individuais durante o jogo, foi ainda mais exposta com a reorganização tática. A falta de comunicação e a perda de referências permitiram que o Vasco construísse suas jogadas de forma mais livre, culminando nos gols que decretaram a vitória do rival.
Fluminense perde chance de subir na tabela
A derrota para o Vasco foi um golpe duro para o Fluminense, que perdeu uma excelente oportunidade de encostar nos líderes do Campeonato Brasileiro. Com o resultado, a equipe das Laranjeiras estaciona nos 13 pontos, mantendo-se distante do topo da tabela e não conseguindo igualar a pontuação de equipes como Palmeiras e São Paulo, que atualmente brigam pelas primeiras posições da competição nacional.
Essa foi a segunda derrota do Fluminense na atual edição do Brasileirão, um dado que acende um alerta na comissão técnica e na torcida. A perda de pontos em um clássico, especialmente após estar em vantagem, demonstra uma inconsistência que precisa ser corrigida rapidamente para que o time não perca o bonde dos primeiros colocados. A oscilação entre bons momentos de ataque e falhas defensivas recorrentes tem sido um padrão que custa caro.
Próximo desafio no Campeonato Brasileiro
O Fluminense agora volta suas atenções para o próximo compromisso pelo Campeonato Brasileiro, que será contra o Atlético-MG, comandado por Eduardo Domínguez. A partida está marcada para o próximo sábado (21), às 18h30 (horário de Brasília), e terá como palco novamente o Maracanã.
Será um confronto crucial para a equipe tricolor buscar a reabilitação e demonstrar que a derrota no clássico foi apenas um percalço. A torcida espera uma resposta imediata do time em campo, com ajustes táticos e uma postura mais consistente ao longo dos 90 minutos.






