Santos viaja sem Neymar e Gabigol para duelo decisivo na estreia da Copa Sul-Americana; Veja relacionados de CucaPor Thiago Lemos
9 min de leitura
![]() |
O técnico Cuca finalizou a preparação e convocou 23 atletas para a primeira partida do Santos na Copa Sul-Americana, agendada para esta quarta-feira, em solo equatoriano. A delegação santista embarcou com ausências significativas que impactam diretamente a estrutura ofensiva planejada para o início da competição continental. O confronto contra o Deportivo Cuenca ocorre às 17h no horário local, no estádio Alejandro Serrano Aguilar, marcando o pontapé inicial do Grupo D para o time brasileiro.
A ausência de Neymar e Gabigol concentra as atenções, uma vez que os principais astros do elenco permaneceram em solo paulista para aprimoramento físico. A comissão técnica optou pela preservação da dupla visando o próximo compromisso pelo Campeonato Brasileiro contra o Atlético-MG, priorizando a gestão de carga neste início de temporada. Além dos atacantes, o meio-campista Miguelito foi vetado pelo departamento médico devido a um quadro de extenuação muscular em ambas as coxas, enquanto o volante Tomás Rincón não viajou por questões burocráticas envolvendo seu visto de entrada no Equador.
Siga o Mix Vale no Google e veja nossas notícias primeiro
Os relacionados para a estreia da CONMEBOL #Sudamericana! 📋 pic.twitter.com/CZyXDutsMY
— Santos FC (@SantosFC) April 8, 2026
Prioridade estratégica e retornos no elenco santista
A decisão de deixar nomes como Neymar e Gabigol fora da lista reflete a estratégia de Cuca em equilibrar as frentes de disputa entre o torneio continental e o certame nacional. O treinador entende que a logística de viagem para a altitude equatoriana poderia comprometer a performance dos atletas em um momento de recuperação física. Sem os camisas de maior apelo mediático, o grupo foca em uma formação mais compacta e disciplinada taticamente para suportar a pressão do adversário em seus domínios.
Apesar das baixas consideráveis, o Santos ganha opções importantes para a montagem do sistema defensivo e ofensivo com as voltas de Igor Vinícius e Rony. O lateral-direito recuperou-se de problemas físicos e deve assumir a titularidade imediata, oferecendo maior profundidade pelos flancos. No setor de ataque, o retorno de Rony é visto como fundamental para manter a velocidade nas transições, característica essencial para aproveitar os espaços que o Deportivo Cuenca possa oferecer durante o jogo.
A preparação em Santos incluiu ajustes específicos no posicionamento dos volantes, buscando compensar a falta de ritmo que alguns substitutos podem apresentar. Cuca trabalhou variações táticas que permitem ao time alternar entre um 4-3-3 ofensivo e um 4-4-2 mais conservador, dependendo do comportamento do adversário. A expectativa é que o time consiga neutralizar as investidas equatorianas nos minutos iniciais, controlando a posse de bola para mitigar os efeitos do desgaste físico.
Formação provável e análise do setor defensivo
A equipe titular que entra em campo no Equador apresenta mudanças estruturais em relação ao último jogo realizado pelo Campeonato Brasileiro. A provável escalação conta com Gabriel Brazão sob as traves, protegido por uma linha defensiva composta por Igor Vinícius, Lucas Veríssimo, Luan Peres e Escobar. Essa formação busca conferir maior solidez aérea, um dos pontos de preocupação da comissão técnica para enfrentar o estilo de jogo direto praticado pelas equipes daquela região.
- Lucas Veríssimo e Luan Peres formam a dupla de zaga principal pela experiência em torneios internacionais.
- O goleiro Gabriel Brazão ganha sequência para consolidar sua posição após boas atuações em treinamentos.
- Escobar terá a função de apoiar o ataque sem desproteger a última linha defensiva do Peixe.
O meio-campo deve ser preenchido por Christian Oliva, Gustavo Henrique e Gabriel Bontempo, criando uma zona de marcação intensa no círculo central. Oliva terá a responsabilidade de organizar a saída de bola, enquanto Bontempo funcionará como o elemento de ligação com o trio ofensivo. A ideia é garantir que o Santos não sofra com a perda de posse em áreas perigosas, mantendo uma estrutura de suporte constante aos defensores.
No setor ofensivo, Barreal, Thaciano e Rony devem ser os responsáveis por incomodar a defesa do Deportivo Cuenca. Thaciano tem sido utilizado em uma função híbrida, ajudando na recomposição defensiva quando o time não tem a bola e aparecendo como elemento surpresa dentro da área adversária. A versatilidade desses jogadores é a aposta de Cuca para suprir o vazio técnico deixado por Neymar e Gabigol nesta rodada inaugural da Sul-Americana.
Lista completa de jogadores relacionados para a estreia
Abaixo, os nomes dos 23 jogadores que estão à disposição da comissão técnica para o duelo desta quarta-feira no estádio Alejandro Serrano Aguilar:
- Goleiros: Gabriel Brazão, Diogenes e Rodrigo Falcão.
- Defensores: Igor Vinícius, Lucas Veríssimo, Luan Peres, Escobar, Zé Ivaldo e Adonis Frías.
- Meio-campistas: Christian Oliva, Gustavo Henrique, Gabriel Bontempo, João Schmidt, Zé Rafael, Robinho Jr, Willian Arão e Rollheiser.
- Atacantes: Rony, Barreal, Thaciano, Lautaro Díaz, Moisés e Rafael Gonzaga.
Expectativas para o desempenho coletivo na altitude
Jogar no estádio Alejandro Serrano Aguilar exige uma adaptação rápida à trajetória da bola e ao ritmo respiratório alterado pela altitude local. O departamento de fisiologia do clube orientou os atletas sobre a importância da hidratação e do controle de esforço nos primeiros 20 minutos de partida. O objetivo primordial é evitar um desgaste prematuro que possa comprometer a integridade física do elenco para o restante da temporada, especialmente considerando o calendário apertado.
O Santos busca apagar as impressões negativas deixadas em edições anteriores de torneios continentais, onde sofreu eliminações precoces para adversários de menor tradição. A Copa Sul-Americana é tratada internamente como um caminho viável para um título internacional e uma fonte de receita importante para os cofres do clube. Uma vitória fora de casa na estreia traria a tranquilidade necessária para Cuca trabalhar a evolução técnica do time sem a pressão imediata por resultados.
A análise do adversário aponta que o Deportivo Cuenca costuma utilizar muito as jogadas de linha de fundo e cruzamentos para a área. Diante disso, os treinamentos em solo brasileiro focaram na coordenação entre os zagueiros e os volantes para evitar que os pontas equatorianos tenham liberdade de cruzamento. A compactação das linhas será o trunfo santista para tentar sair do Equador com os três pontos na bagagem e a liderança provisória do Grupo D.
Logística de viagem e preparação no Equador
A delegação santista realizou um voo fretado para minimizar o desgaste dos jogadores e garantir o cumprimento estrito dos horários de alimentação e repouso. Após o desembarque, o grupo realizou uma atividade leve de reconhecimento de gramado e ajustes táticos finais sem grande exigência física. Cuca aproveitou o momento para conversar individualmente com os líderes do grupo, reforçando a importância de manter a calma diante das adversidades climáticas e de altitude.
A ausência de Tomás Rincón por problemas de visto foi resolvida internamente com a promoção de jovens talentos da base que já vinham integrando o elenco principal. Essa renovação gradual é uma marca que o técnico Cuca tenta implementar, dando rodagem aos novos jogadores em competições de alto nível. O entrosamento entre os veteranos como Willian Arão e os mais jovens será testado sob o clima de pressão que envolve as noites de competição sul-americana.
Os torcedores que acompanham a equipe esperam uma resposta positiva após a derrota no clássico nacional no último final de semana. O ambiente interno é de foco total na competição, com os jogadores cientes de que a Sul-Americana oferece uma visibilidade única para o mercado internacional. O Santos entra em campo não apenas para representar sua história, mas para provar que possui um elenco profundo o suficiente para suportar ausências de suas estrelas principais.
Fatores técnicos e táticos para o confronto internacional
A utilização de Christian Oliva como primeiro volante oferece ao Santos uma qualidade superior no passe longo, permitindo que o time explore a velocidade de Rony nas costas dos laterais adversários. Gustavo Henrique, atuando de forma mais avançada, terá a missão de pressionar a saída de bola do Deportivo Cuenca, forçando o erro do oponente ainda no campo de ataque. Essa postura agressiva é uma tentativa de tirar o conforto do time da casa e silenciar a torcida local desde o início.
Lucas Veríssimo assume o papel de capitão na ausência dos líderes habituais, sendo a voz de comando dentro das quatro linhas para organizar o posicionamento defensivo. Sua experiência em jogos de Libertadores e Sul-Americana é fundamental para orientar os jogadores mais jovens em momentos de instabilidade emocional durante a partida. A coesão do grupo será colocada à prova, e a capacidade de sofrer sem sofrer gols será o grande desafio da noite no Equador.
O Santos planeja um retorno imediato logo após o término da partida, visando iniciar a recuperação dos atletas já no voo de volta ao Brasil. A gestão de elenco feita por Cuca demonstra uma visão de longo prazo, onde o sucesso na Sul-Americana não pode custar a competitividade no Brasileirão. Cada detalhe, desde a nutrição até a escolha dos suplentes, foi meticulosamente planejado para que o clube consiga atingir seus objetivos desportivos em 2026.















