Corinthians pode perder 10 mandos de campo e ter quatro atletas suspensos por confusão no clássicoPor Thiago Lemos
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O Corinthians e parte do seu elenco profissional foram denunciados pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva do Futebol (STJD) devido aos conflitos ocorridos no clássico contra o Palmeiras. A partida, válida pelo Campeonato Brasileiro e disputada no último domingo (12), terminou com brigas generalizadas que envolveram jogadores e comissões técnicas. O clube pode sofrer sanções severas, incluindo a perda de até dez mandos de campo.
A denúncia apresentada pela procuradoria do tribunal baseia-se nos relatos da súmula e em imagens do confronto. Entre os nomes citados estão jogadores fundamentais na estrutura tática da equipe, além de membros da comissão técnica. Além da perda de mando, o clube pode ser multado por desordem, atraso no reinício da partida e conduta discriminatória registrada durante o evento.
Detalhamento das punições individuais para os jogadores
Os atletas André e Matheuzinho enfrentam as situações mais críticas perante a justiça desportiva devido às expulsões diretas no clássico. André foi enquadrado no artigo 258 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD) por ter realizado gestos obscenos, o que pode resultar em um gancho de uma a seis partidas. Já Matheuzinho responde pelo artigo 254-A, que trata de agressão física, prevendo uma suspensão consideravelmente mais pesada, que varia de quatro a 12 jogos oficiais.
Breno Bidon também foi incluído na lista de denunciados, embora seu caso tenha ocorrido fora das quatro linhas, na zona mista do estádio. O meio-campista foi citado por atitude hostil e desleal, conforme o artigo 250 do CBJD. Caso seja condenado, o jovem jogador pode desfalcar a equipe por até três partidas. A procuradoria também incluiu o goleiro Hugo Souza no processo, em decorrência de declarações públicas contra a atuação da equipe de arbitragem, o que pode gerar multa financeira e suspensão de até seis confrontos.
Implicações institucionais e riscos para o mando de campo
A situação do Corinthians como mandante é a que gera maior preocupação para a diretoria, dada a gravidade das infrações relatadas no processo. O tribunal analisa a responsabilidade do clube na contenção do tumulto e na segurança dos profissionais envolvidos na partida. As denúncias englobam múltiplos fatores que podem se somar na decisão final dos auditores:
- Possível perda de até 10 mandos de campo em competições nacionais.
- Multas pecuniárias aplicadas por desordem e atraso no cronograma do jogo.
- Sanções específicas por conduta discriminatória identificada nas arquibancadas.
- Punição ao preparador de goleiros Luiz Fernando do Santos, que pode ser afastado por até 10 jogos.
- Avaliação de reincidência em casos de confusão generalizada no estádio.
Impacto técnico no planejamento da temporada
A perda de atletas titulares por períodos longos obriga a comissão técnica a buscar soluções imediatas dentro do elenco para a sequência do Campeonato Brasileiro. Com Matheuzinho podendo ficar de fora por até 12 partidas, o setor defensivo precisará de ajustes rápidos em um momento em que a equipe busca estabilidade na competição. O afastamento de peças importantes como Hugo Souza e André também compromete a espinha dorsal do time montado para este semestre.
A defesa jurídica do Corinthians deve focar na desqualificação dos artigos mais pesados, buscando converter suspensões em advertências ou penas mínimas. O julgamento ainda não tem data confirmada, mas espera-se que ocorra nas próximas duas semanas. Até lá, todos os denunciados seguem em condições normais de jogo, a menos que o tribunal aplique alguma medida preventiva de suspensão, o que é raro em casos de denúncia comum por súmula.
O clube também iniciou um processo interno para apurar as responsabilidades e evitar que novos episódios de violência prejudiquem o desempenho esportivo da instituição. Historicamente, punições severas de perda de mando de campo forçam as equipes a jogarem a mais de 100 quilômetros de sua sede, o que impacta diretamente na arrecadação financeira e no apoio da torcida em jogos decisivos.






