Karol G faz história como primeira headliner latina no CoachellaPor Jeronimo Santos
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Quarenta e sete anos depois da primeira edição do festival, uma artista latina subiu ao palco principal como atração principal. Karol G comandou o show no domingo, 12 de abril de 2026, no deserto de Indio, na Califórnia.
A colombiana apresentou uma performance de cerca de 90 minutos com coreografias sincronizadas, trocas de figurino e elementos que destacaram a cultura latina. O público acompanhou os hits em meio a um cenário elaborado que remeteu a uma estrutura em forma de caverna. A apresentação atrasou cerca de 30 minutos por ajustes técnicos, mas manteve o horário final combinado com o festival.
Consagração como primeira headliner latina
Karol G vestiu roupas com as cores da bandeira da Colômbia ao declarar o marco da noite. Ela disse seu nome completo, Carolina Giraldo, e lembrou a origem em Medellín. O momento gerou gritos do público presente.
A artista dedicou a apresentação à comunidade latina e aos imigrantes que enfrentam dificuldades nos Estados Unidos. Ela pediu que as pessoas erguessem bandeiras e cantassem com o coração. O discurso transformou parte do show em uma celebração de união e resiliência.
O festival registrou presença de outros artistas latinos na programação, como Bad Bunny, Anitta e Becky G. Karol G entrou para a lista de headliners ao lado de nomes como Beyoncé e Billie Eilish. Críticos destacaram a qualidade da produção e a energia transmitida ao longo do set.
Remoção de versos em parceria conhecida
Durante a execução de Tusa, Karol G apresentou uma versão salsa da faixa lançada em 2021. A performance não incluiu os versos originais de Nicki Minaj. O público ainda cantou trechos da parte da rapper.
A escolha ocorreu em meio a declarações anteriores de Nicki Minaj sobre pautas sociais. Outros artistas no festival também usaram o palco para mensagens relacionadas a imigração. A versão adaptada manteve o ritmo dançante e a conexão com o público.
Presença de funk brasileiro no repertório
Karol G incluiu um remix de Tá Ok com Dennis, MC Kevin o Chris e Maluma. A performance trouxe elementos de funk em português e espanhol.
Outra faixa do álbum Tropicoqueta, Bandida Entrenada, também entrou no set com influências brasileiras. O público reagiu com empolgação às batidas. Esses trechos reforçaram a mistura de ritmos latinos e a conexão com diferentes públicos.
- Tá Ok remix com participação de artistas brasileiros e latinos
- Bandida Entrenada em versão que mescla espanhol e português
- Coreografias intensas durante as partes de funk
- Reações eufóricas do público ao reconhecer os ritmos
Homenagens e convidados no palco
A colombiana recebeu Becky G no palco para uma versão de Mamiii com toque mariachi. Becky G encerrou a participação com declarações de apoio aos imigrantes e viva ao México e à Colômbia.
Wisin apresentou uma sequência de hits de reggaeton. Greg Gonzalez, do Cigarettes After Sex, participou da estreia de uma música inédita. O set ainda trouxe uma homenagem a Gloria Estefan com a canção Mi Tierra.
Uma banda mariachi feminina acompanhou trechos do show. Os convidados ajudaram a construir uma narrativa de celebração coletiva das raízes latinas. As trocas de figurino ocorreram ao longo das participações.
Encerramento emocionante apesar do corte no set
O show sofreu corte para respeitar o horário do festival. Faixas como Bichota e Una Noche en Medellín não entraram na apresentação. Karol G explicou a situação ao público antes de seguir.
A noite terminou com Provenza, do álbum Mañana Será Bonito. O momento gerou emoção entre os fãs que acompanharam até o final. A estrutura do palco permitiu efeitos visuais e interações com os dançarinos mesmo no trecho final.
O desempenho de Karol G reforçou a presença da música latina em grandes festivais internacionais. A artista entregou vocais consistentes e coreografias precisas ao lado de uma equipe numerosa de dançarinos.







