Marcos Antônio sente lesão na coxa em vitória do São Paulo e preocupa para sequênciaPor Thiago Lemos
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O volante Marcos Antônio tornou-se uma preocupação imediata para o departamento médico do São Paulo após a partida contra o O’Higgins, realizada na noite desta terça-feira pela Copa Sul-Americana. O jogador sentiu dores agudas na coxa direita ainda no primeiro tempo e precisou ser substituído por Danielzinho aos 35 minutos de jogo. O atleta deixou o gramado do Morumbis visivelmente abatido enquanto recebia o suporte dos profissionais de saúde do clube.
A situação do meio-campista acendeu um alerta na comissão técnica liderada por Roger Machado, que optou por escalar o time titular completo no confronto continental. Marcos Antônio vinha apresentando um desempenho consistente e participou diretamente da construção da jogada que resultou no gol de Luciano, o único do primeiro tempo. O jogador deve ser submetido a uma avaliação detalhada nas próximas horas para determinar a gravidade do problema muscular.
Detalhes do lance e a saída de campo
O problema físico ocorreu durante um esforço de explosão em um contra-ataque rápido do Tricolor no Morumbis. Marcos Antônio conduziu a bola pelo setor central e tentou um passe em profundidade para o atacante Artur, mas a defesa chilena conseguiu fazer a interceptação. Imediatamente após o movimento do passe, o volante levou a mão à parte posterior da perna direita e sinalizou para o banco de reservas que não teria condições de continuar na partida.
Mesmo recebendo o primeiro atendimento ainda dentro das quatro linhas, o volante não demonstrou sinais de melhora e a substituição foi processada rapidamente por Roger Machado. Danielzinho foi o escolhido para ocupar a vaga e manter a estrutura do setor de criação, mas a saída de um dos pilares da equipe alterou o ritmo de transição que o São Paulo impunha até aquele momento. Na zona mista, após o apito final, o jogador relatou que o incômodo se concentrou na região do músculo reto femoral, uma área sensível para atletas de alta intensidade.
Importância tática e sequência da temporada
A possível ausência de Marcos Antônio representa um desafio logístico para o planejamento tático do São Paulo nas próximas semanas. O meio-campista consolidou-se como uma peça fundamental no esquema de jogo, atuando em 20 partidas oficiais apenas nesta temporada de 2026. Sua capacidade de infiltração e visão de jogo foram evidenciadas logo no início do confronto, quando encontrou Calleri em profundidade na jogada que abriu o placar.
O clube agora monitora o quadro clínico do atleta para definir o tempo de recuperação necessário antes do retorno às atividades normais. Abaixo, confira os números de Marcos Antônio na temporada e os próximos compromissos da equipe paulista:
- Jogos disputados: 20
- Participações em gols: 4 (assistências e pré-assistências)
- Minutos em campo no jogo atual: 35
- Próximo exame: Quarta-feira, 15 de abril
- Próximo jogo: Campeonato Brasileiro (final de semana)
A decisão de Roger Machado de utilizar a força máxima na Copa Sul-Americana visava garantir a liderança do grupo, mas o desgaste físico de jogadores-chave surge como um efeito colateral desse planejamento. O treinador destacou em oportunidades anteriores a necessidade de um elenco rotativo, porém a perda de um titular com o perfil de Marcos Antônio limita as opções de dinamismo no círculo central.
Planejamento do departamento médico
O cronograma de recuperação de Marcos Antônio terá início imediato com sessões de fisioterapia e crioterapia para redução de possíveis edemas. Os exames de imagem, como ressonância magnética, são fundamentais para classificar se o caso é apenas um edema por cansaço ou uma ruptura fibrilar de grau mais elevado. Casos que envolvem o reto femoral costumam exigir cautela redobrada, pois o risco de reincidência é alto se o retorno ocorrer de forma precipitada.
A comissão técnica aguarda o laudo definitivo para saber se poderá contar com o volante para as rodadas decisivas do torneio continental e o início do Brasileirão. Enquanto isso, Danielzinho e outros reservas do setor devem receber maior carga de treinamento para suprir a lacuna deixada pelo titular. O São Paulo mantém a política de não divulgar prazos exatos de retorno até que a primeira fase do tratamento seja concluída com sucesso.







