Roger Machado defende uso de titulares do São Paulo e comenta vaias na Sul-AmericanaPor Thiago Lemos
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O São Paulo venceu o O’Higgins por 2 a 0 na noite desta terça-feira (14), em partida válida pela segunda rodada da fase de grupos da Copa Sul-Americana. O resultado positivo no Morumbis garantiu ao Tricolor a liderança de sua chave na competição continental. Os gols da vitória foram marcados por Luciano e Artur, consolidando o domínio da equipe paulista diante de seu torcedor em um confronto que exigiu imposição física.
A estratégia adotada pelo técnico Roger Machado chamou a atenção antes mesmo do apito inicial, com a escalação da força máxima do elenco. Diferente do que ocorreu na estreia contra o Boston River, quando o treinador optou por uma formação alternativa, desta vez os principais nomes do grupo estiveram em campo desde o primeiro minuto. Essa decisão gerou debates internos e externos sobre o desgaste físico dos atletas em meio ao calendário apertado do futebol brasileiro.
Que seja o primeiro de muitos pelo Tricolor, Artur!#VamosSãoPaulo 🇾🇪 pic.twitter.com/RzsZahPXnG
— São Paulo FC (@SaoPauloFC) April 15, 2026
As justificativas de Roger Machado para o time titular
O treinador detalhou as razões que o levaram a descartar o rodízio completo nesta rodada específica do torneio sul-americano. Segundo Roger Machado, a análise para definir quem joga é realizada de forma individualizada, considerando o histórico de lesões e o tempo de recuperação de cada profissional entre as viagens. Ele destacou que o retorno de peças fundamentais permitiu uma estrutura mais sólida para enfrentar o adversário chileno.
A gestão do elenco passa por um monitoramento constante do departamento médico e de fisiologia, que indica o limite de cada jogador para evitar afastamentos prolongados. Machado ressaltou que perder um atleta por duas ou três semanas devido a uma lesão muscular é um prejuízo muito maior do que mantê-lo fora de uma partida isolada. Portanto, a escolha pelos titulares contra o O’Higgins foi baseada na disponibilidade física imediata e na necessidade de garantir os três pontos em casa.
- Retorno de jogadores importantes como Bobadilla, Luciano e Calleri.
- Avaliação criteriosa do desgaste acumulado nas últimas viagens.
- Necessidade de dar minutagem para atletas que voltaram de recuperação.
- Contexto da partida e margem de segurança no placar para substituições.
- Foco em evitar lesões que retirem atletas de combate por longos períodos.
Reação da torcida e vaias no Morumbis
Mesmo com o placar favorável, o clima nas arquibancadas do Morumbis não foi de apoio incondicional durante todo o tempo. Roger Machado foi alvo de protestos de parte dos torcedores no momento em que a escalação oficial foi anunciada nos alto-falantes e também na saída para o intervalo. As vaias refletiram uma parcela de insatisfação com o desempenho coletivo da equipe em determinados momentos do jogo, apesar da eficiência em balançar as redes.
O técnico demonstrou serenidade ao abordar o comportamento do público durante a entrevista coletiva concedida após o encerramento do confronto. Ele afirmou que compreende o sentimento do torcedor e classificou as manifestações negativas do primeiro tempo como compreensíveis. Para o comandante, a busca por uma estabilidade técnica e tática é o caminho natural para converter as críticas em aplausos, reconhecendo que a exigência por um futebol mais vistoso é constante em um clube do tamanho do São Paulo.
Desempenho em campo e liderança do grupo
O São Paulo construiu o resultado com gols em momentos estratégicos, impedindo que o O’Higgins conseguisse equilibrar as ações ofensivas. Luciano abriu o caminho para a vitória, reforçando sua importância como referência no ataque titular sob o comando de Machado. O segundo gol, marcado por Artur, trouxe o alívio necessário para que a equipe controlasse o ritmo da partida até o fim, permitindo ao treinador realizar trocas preservando o fôlego dos jogadores mais exigidos fisicamente.
Com este triunfo, o Tricolor assume o topo da tabela em seu grupo na Copa Sul-Americana, cumprindo o objetivo de manter o aproveitamento máximo como mandante. A vitória por 2 a 0 também ajuda no saldo de gols, critério que pode ser decisivo para a classificação direta às oitavas de final, evitando os confrontos de repescagem contra equipes oriundas da Copa Libertadores. O elenco agora volta as atenções para as competições nacionais, mantendo o monitoramento físico detalhado prometido pela comissão técnica.
A vitória sobre o O’Higgins foi marcada pela presença de nomes experientes no setor ofensivo e um meio de campo mais povoado. A comissão técnica enfatizou que a utilização de força máxima não será uma regra absoluta, mas uma ferramenta aplicada conforme a necessidade de cada rodada. O equilíbrio entre a competitividade em campo e a preservação da saúde dos atletas continua sendo o maior desafio de Roger Machado para a sequência da temporada de 2026.







