Fluminense perde para o Independiente Rivadavia na Libertadores e vive maior crise da temporadaPor Thiago Lemos
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O Fluminense sofreu uma derrota por 2 a 1 para o Independiente Rivadavia na noite desta quarta-feira, no Maracanã, em partida válida pela fase de grupos da Conmebol Libertadores. O resultado negativo marca o quarto jogo consecutivo da equipe sem vitórias em 2026. Além do placar, a atuação coletiva gerou protestos da torcida, que vaiou o elenco após falhas defensivas decisivas para o resultado.
A derrota complica a situação do clube na competição continental, onde o time soma apenas um ponto após duas rodadas disputadas. O desempenho recente interrompe uma sequência de boas atuações que o grupo vinha apresentando no início do ano. Agora, a comissão técnica lida com a pressão por resultados imediatos para evitar uma eliminação precoce no torneio sul-americano.
BOLA ROLANDO PARA O SEGUNDO TEMPO! VAAAAAAAMOOOOS, TRICOLOR!
— Fluminense F.C. (@FluminenseFC) April 16, 2026
Transmissão em áudio da #FluTV >> https://t.co/qlSUIzPvUa pic.twitter.com/20Jg1N7nAc
Erros defensivos e o “Maracanazzo” tricolor
A partida começou com o Fluminense dominando as ações e abrindo o placar, mas a vantagem foi desfeita por erros individuais e coletivos. No primeiro gol sofrido, os dois zagueiros centrais se atrapalharam ao tentar afastar uma bola aérea, permitindo que o ataque argentino empatasse o jogo. Este foi o 12º gol sofrido pelo Fluminense em jogadas de bola parada no ano, totalizando mais da metade dos gols sofridos na temporada.
O segundo gol do Independiente Rivadavia surgiu de uma sequência de indecisões entre o goleiro Fábio, o lateral Samuel Xavier e o atacante Canobbio, que ajudava na marcação. Em uma bola considerada de fácil resolução, os atletas não conseguiram afastar o perigo, resultando na virada argentina. O cenário de erros grosseiros foi classificado internamente e por analistas como uma “lambança” que custou pontos fundamentais na tabela.
Desequilíbrio emocional e falta de liderança
Para além dos erros técnicos, o Fluminense demonstrou fragilidade psicológica após sofrer a virada. O time, que antes era elogiado pela organização e resiliência, pareceu definhar fisicamente e taticamente sob o som das vaias no Maracanã. A ausência de uma liderança de peso dentro das quatro linhas foi apontada como um dos fatores que impediram uma reação organizada na reta final do confronto.
- Jogo começou com controle tricolor e gol cedo.
- Falha de comunicação entre zagueiros gerou o empate.
- Erro triplo entre defesa e goleiro causou a virada argentina.
- Equipe completou quatro jogos oficiais sem vencer.
- Torcida vaiou intensamente o técnico e os jogadores após o apito final.
O comportamento da equipe em campo repetiu padrões vistos recentemente no clássico contra o Vasco, pelo Campeonato Brasileiro. Naquela ocasião, o Tricolor também dominava a partida, mas se desestruturou completamente após sofrer o primeiro gol. O desespero demonstrado pelos atletas nos minutos finais preocupa a diretoria, que vê o planejamento para os grandes títulos do ano sob risco.
Cenário delicado na Conmebol Libertadores
Com o desempenho atual, o Fluminense acendeu o sinal vermelho no Grupo da Libertadores. A equipe ocupa as últimas posições da chave e terá desafios logísticos e técnicos complexos nas próximas semanas. O clube se vê obrigado a buscar pontos fora de casa para compensar o tropeço no Rio de Janeiro.
Os próximos passos do Fluminense na competição incluem:
- Enfrentar a altitude de La Paz contra o Bolívar.
- Vencer obrigatoriamente os duelos restantes no Maracanã contra La Guaira e o próprio Bolívar.
- Buscar um resultado positivo no jogo de volta contra o Independiente Rivadavia, em Mendoza.
A margem de erro para o clube carioca tornou-se inexistente. A comissão técnica terá poucos dias para ajustar o sistema de marcação em bolas paradas e trabalhar o lado emocional do grupo antes da próxima rodada. A diretoria ainda não se manifestou oficialmente sobre mudanças drásticas, mas a cobrança interna aumentou após a reunião pós-jogo nesta madrugada.







