O turismo internacional registrou forte expansão em 2025. O setor contribuiu com US$ 11,6 trilhões para o PIB global. Mesmo assim, os Estados Unidos não acompanharam o ritmo e viram sua fatia de mercado encolher.
Dados do World Travel & Tourism Council mostram que o crescimento ocorreu de forma desigual. A Ásia-Pacífico liderou com alta de 8,2%. Já a América do Norte avançou apenas 1%. Nos Estados Unidos o aumento ficou abaixo de 1%.
O país ainda ocupa a posição de maior mercado de viagens e turismo do mundo. Contribuiu com US$ 2,63 trilhões para o PIB global. A distância para o segundo colocado, a China, encolheu.
América do Norte cresce menos que outras regiões
A pesquisa do WTTC indica que 80 milhões de viajantes internacionais a mais circularam pelo mundo em 2025 em relação ao ano anterior. Muitos deles optaram por destinos fora dos Estados Unidos.
O setor como um todo cresceu 4,1% em contribuição ao PIB mundial. Esse ritmo superou o avanço da economia global. A Ásia-Pacífico registrou o maior impulso graças a regras de entrada mais flexíveis e campanhas de marketing agressivas.
- A região Ásia-Pacífico expandiu sua contribuição ao PIB em 8,1%
- A América do Norte limitou-se a 1% de crescimento
- Os Estados Unidos registraram alta inferior a 1% no indicador
- A China ampliou sua presença com crescimento de 9,9% no setor
Especialistas apontam que o país perdeu terreno em atração de visitantes de longo curso. Países europeus como Alemanha, Reino Unido, Dinamarca e Finlândia emitiram alertas a seus cidadãos sobre entrada nos Estados Unidos.
Dados de chegadas internacionais mostram declínio
Relatórios do National Travel and Tourism Office confirmam queda nas chegadas. Em vários meses de 2025 o volume de visitantes internacionais caiu em comparação com 2024. O Canadá, tradicionalmente um dos maiores mercados, registrou redução de cerca de 20%. Isso representou 4,2 milhões de viajantes a menos.
O gasto de visitantes estrangeiros também recuou. Estimativas indicam perda de bilhões de dólares em receita. O turismo representa um dos principais serviços de exportação dos Estados Unidos.
Parágrafo curto para ritmo. O efeito foi sentido em diferentes estados. Hotéis e atrações em regiões turísticas tradicionais registraram menor ocupação de viajantes de fora.
Turismo doméstico sustenta o setor
O mercado interno compensou parte da fraqueza externa. Gastos de americanos em viagens dentro do país cresceram. Eles representaram a maior fatia da atividade.
De acordo com a U.S. Travel Association, o turismo gerou US$ 3 trilhões em produção econômica em 2025. O valor corresponde a 2,4% do PIB nacional e sustentou 15 milhões de empregos.
Visitantes domésticos responderam por 87% dos gastos totais. Tanto o lazer quanto viagens de negócios mantiveram força. Já o segmento internacional caiu 2,3%.
Fatores citados para a redução de interesse externo
Relatórios mencionam maior rigor na fiscalização de fronteiras. Houve relatos de detenções e deportações que geraram receio entre potenciais visitantes. Preocupações com segurança também apareceram em análises.
Companhias aéreas aumentaram tarifas de bagagem despachada. Esse ajuste afetou o custo total de viagens para o país.
O setor ainda enfrenta competição acirrada. Países da Ásia investiram em promoção e facilitaram entrada. A China pode assumir a liderança mundial em turismo nos próximos anos se mantiver o ritmo atual.
Oportunidades aparecem no horizonte
A Copa do Mundo da FIFA 2026 será sediada nos Estados Unidos, Canadá e México. A expectativa é de 1,24 milhão de visitantes internacionais só para o evento nos Estados Unidos. Desse total, cerca de 742 mil seriam viagens adicionais.
Autoridades e entidades do setor defendem maior investimento em promoção no exterior. Expansão do programa Global Entry e ações para melhorar a experiência na chegada são apontadas como medidas necessárias.
Gloria Guevara, presidente e CEO do WTTC, afirmou que o país tem base sólida para recuperar posição. Ela citou a necessidade de reconstruir demanda internacional e oferecer acolhida mais calorosa nos pontos de entrada.
Geoff Freeman, da U.S. Travel Association, destacou que viajantes estrangeiros gastam até oito vezes mais por viagem que os domésticos. Por isso representam oportunidade de crescimento valiosa.
Impacto econômico em números
O turismo sustentou empregos e gerou receita tributária em estados e municípios. A dependência de mercados externos varia por região. Cidades costeiras e destinos icônicos sentem mais a oscilação.
A pesquisa global do WTTC reforça que o setor foi o que mais cresceu em 2025. Superou a média da economia mundial. No entanto, o desempenho dos Estados Unidos ficou abaixo da média regional e global.
Parágrafo longo com variação. Analistas acompanham os números mês a mês. Dados preliminares de chegadas aéreas e terrestres indicam que a tendência de 2025 se estendeu para o início de 2026 em alguns indicadores. A recuperação plena ainda depende de ajustes em políticas e comunicação.
O país continua líder absoluto em volume total de turismo e viagens. A questão agora é como manter essa dianteira diante do avanço acelerado de concorrentes asiáticos.

