Crise no São Paulo ameaça diretoria e coloca Dorival Júnior como prioridade para vaga de Roger MachadoPor Thiago Lemos
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A derrota de virada para o Vasco em São Januário desestabilizou o ambiente interno do São Paulo e colocou a permanência de Roger Machado em xeque. O presidente Harry Massis sofre pressão imediata de conselheiros e aliados para interromper o trabalho do treinador antes da estreia na Copa do Brasil. Apesar do cenário hostil, a diretoria optou por manter o técnico no cargo para o confronto desta terça-feira contra o Juventude.
O principal obstáculo para a ruptura imediata é o impacto financeiro que a saída geraria aos cofres do clube. O São Paulo teria de desembolsar cerca de R$ 2,1 milhões apenas em multas rescisórias para Roger Machado e sua comissão técnica. Esse valor é considerado alto para o momento orçamentário da instituição, que ainda lida com débitos pendentes referentes à saída do antigo comandante, Luis Zubeldía.
Multa rescisória e pendências financeiras travam mudanças
A questão econômica pesa na balança de Harry Massis para evitar uma decisão intempestiva após o revés no Rio de Janeiro. Além dos valores devidos ao atual técnico, o clube precisa equacionar investimentos caso decida reformular o departamento de futebol por completo. A cúpula tricolor entende que uma troca agora exigiria fôlego financeiro para atrair nomes de peso no mercado nacional.
- Multa de Roger Machado estimada em R$ 2,1 milhões
- Dívidas em aberto com o técnico anterior, Luis Zubeldía
- Custo elevado de contratação de nova comissão técnica
- Necessidade de investimento em novo executivo de futebol
- Risco de perda de receitas por desclassificações precoces
Diretores do futebol são cobrados por escolha do treinador
A crise ultrapassa as quatro linhas e atinge os responsáveis pela montagem do planejamento para a temporada 2026. Rui Costa, diretor executivo, e o lateral Rafinha, que possui voz ativa nos bastidores, são os alvos preferenciais da ala descontente do clube. Ambos foram os principais entusiastas da vinda de Roger Machado, enfrentando, na época, uma forte resistência de torcedores nas redes sociais.
Internamente, o discurso é de que os “homens fortes” do futebol precisam sustentar o projeto que ajudaram a construir. Uma eventual demissão de Roger Machado dificilmente ocorreria de forma isolada, podendo acarretar a saída de Rui Costa do cargo executivo. O presidente Massis aguarda uma resposta prática do departamento para justificar a manutenção do trabalho diante do conselho deliberativo.
Dorival Júnior surge como nome preferencial para substituição
Caso a situação de Roger Machado se torne insustentável após o jogo contra o Juventude, o São Paulo já tem um alvo definido. Dorival Júnior é o nome de consenso entre os dirigentes para assumir o time e acalmar os ânimos da arquibancada. A avaliação no Morumbis é de que o técnico atingiu um novo patamar profissional após sua passagem pela Seleção Brasileira e as conquistas recentes por rivais.
Todavia, a viabilidade financeira da operação é o grande ponto de interrogação nas reuniões de diretoria. Dorival Júnior é visto como um profissional com mercado aquecido e cujas exigências salariais estariam, hoje, acima do teto planejado pelo São Paulo. Membros da gestão pressionam Massis para que uma sondagem formal ocorra logo, evitando que o treinador aceite propostas de outros clubes brasileiros que também buscam novos comandantes.
Decisão na Copa do Brasil funciona como divisor de águas
O jogo de ida contra o Juventude, no Morumbis, ganhou contornos de decisão para a sobrevivência da atual estrutura de futebol. Uma vitória convincente pode oferecer a Roger Machado o fôlego necessário para seguir o trabalho no Campeonato Brasileiro. Por outro lado, um novo tropeço em casa deve acelerar as mudanças profundas que já são discutidas em caráter reservado pela presidência.
A preparação para o duelo foi marcada por conversas individuais entre a comissão técnica e as lideranças do elenco. O foco é corrigir as falhas defensivas apresentadas em São Januário, onde o time recuou excessivamente após abrir o placar. O resultado desta terça-feira ditará se o São Paulo iniciará maio com uma nova filosofia ou se manterá o projeto atual sob vigilância constante.







