Dez anos após a morte de Prince, relembre a overdose que chocou o mundo da música

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Prince Foto: Prince - Northfoto/ Shutterstock.com

Uma década se passou desde que o músico Prince foi encontrado inconsciente em sua propriedade em Minnesota. Ele tinha 57 anos e morreu naquela mesma manhã de 21 de abril de 2016. A autópsia apontou overdose acidental por toxicidade de fentanil. O artista lutava contra dores crônicas e dependência de analgésicos, mas mantinha em segredo o problema.

Prince era conhecido por sucessos como When Doves Cry e Kiss. Ele seguia uma dieta vegana e estilo de vida saudável na aparência pública. A investigação posterior mostrou que ele acreditava tomar Vicodin. Na verdade, o comprimido era falsificado e continha fentanil, substância muito mais potente.

O músico tinha se apresentado em Atlanta poucos dias antes. O show lotado marcou sua última apresentação pública. No voo de volta para casa, ele perdeu a consciência. A aeronave precisou fazer pouso de emergência em Moline, Illinois. Amigos a bordo alertaram a tripulação. Socorristas aplicaram Narcan, medicamento usado para reverter efeitos de opioides.

Ele se recuperou o suficiente para continuar a viagem. Nos dias seguintes, Prince se encontrou com médicos. Um especialista em dependência química foi contatado para iniciar tratamento. O encontro marcado para a manhã de 21 de abril nunca aconteceu.

Encontrado perto do elevador em Paisley Park

Funcionários e visitantes chegaram a Paisley Park na manhã de 21 de abril. Andrew Kornfeld, filho de um médico consultado, foi um dos primeiros a notar algo errado. Ele ligou para o serviço de emergência ao ver Prince inconsciente perto do elevador. Equipes médicas tentaram reanimação, mas não tiveram sucesso. A declaração de morte veio pouco depois.

A propriedade em Chanhassen, Minnesota, servia como residência e estúdio do artista. Ele passava grande parte do tempo ali, trabalhando em projetos musicais. O local se tornou ponto de peregrinação para fãs logo após a notícia se espalhar.

Os dias finais antes da overdose

Prince adiou dois shows em Atlanta no início de abril por problemas de saúde. Ele citou gripe na ocasião. Uma semana depois, ele voltou ao palco no Fox Theatre e entregou performances elogiadas. O público esgotou os ingressos.

Durante o voo de retorno na madrugada de 15 de abril, o incidente ocorreu. Judith Hill, cantora e amiga próxima, percebeu o mal-estar primeiro. Kirk Johnson, assessor e guarda-costas, ajudou no atendimento inicial. Nenhum dos dois sabia do uso de opioides pelo músico, segundo relatos posteriores.

Nos dias que restaram, Prince recebeu visitas médicas. O Dr. Michael Schulenberg o atendeu. Relatos indicam que uma receita de oxicodona foi emitida em nome de Johnson para preservar a privacidade de Prince. O médico negou ter prescrito opioides diretamente com intenção de entrega ao cantor.

  • Prince realizou o último show em Atlanta no dia 14 de abril
  • O avião fez pouso de emergência na madrugada de 15 de abril
  • Ele foi tratado com Narcan e voltou para Minnesota
  • Consultas médicas ocorreram entre 16 e 20 de abril
  • Andrew Kornfeld chegou a Paisley Park na manhã de 21 de abril
Prince 1
Prince 1 – Northfoto / Shutterstock.com

Investigação não resultou em acusações criminais

Autoridades do Condado de Carver conduziram inquérito por dois anos. Promotores entrevistaram amigos, familiares e médicos. O relatório toxicológico mostrou nível alto de fentanil no sangue. A concentração era suficiente para causar morte mesmo em casos de tolerância.

O promotor Mark Metz afirmou em 2018 que Prince provavelmente não sabia da presença de fentanil. Não houve provas de intenção criminosa ou fornecimento deliberado. Nenhuma acusação penal foi apresentada contra qualquer pessoa.

O Dr. Schulenberg chegou a um acordo civil com autoridades federais. Ele pagou multa de 30 mil dólares e ficou sob monitoramento da agência antidrogas por dois anos. O médico manteve que não prescreveu opioides diretamente para Prince com conhecimento de uso por ele.

Homenagens marcam a data de dez anos

Fãs se reuniram em Paisley Park e em outros pontos do país nesta semana. Eventos incluem cantorias coletivas de Purple Rain em Minneapolis. A cor roxa iluminou monumentos e prédios em várias cidades, repetindo o gesto de 2016.

Celebridades prestaram tributos nas redes. Mensagens recordam o impacto de Prince na música. A MTV exibiu maratonas de clipes na época. Presidentes e artistas enviaram condolências logo após a morte.

O espólio do músico continua a lançar material inédito. Álbuns de compilação, reedições e faixas arquivadas saíram nos últimos anos. Um musical baseado em Purple Rain estreou em Minneapolis recentemente. A autobiografia The Beautiful Ones, iniciada por ele, foi publicada em 2019 com textos, fotos e letras manuscritas.

Paisley Park funciona como museu desde outubro de 2016. Visitantes veem o estúdio, artefatos e a urna com as cinzas do artista. O local preserva o ambiente de criação que ele construiu.

O que mudou na carreira e no legado

Prince influenciou gerações de músicos. Artistas como Beyoncé e Bruno Mars citam seu trabalho como referência. Listas de maiores nomes da música o colocam entre os principais de todos os tempos.

Ele misturava funk, rock, pop e rhythm and blues de forma única. Os shows ao vivo eram conhecidos pela energia e improvisação. Prince tocava vários instrumentos e produzia a maior parte de suas gravações.

A morte destacou os riscos de opioides prescritos e falsificados. O fentanil ganhou atenção maior em discussões sobre saúde pública nos anos seguintes. O caso de Prince serve como exemplo da potência da substância, que pode levar a overdose mesmo em doses pequenas.

Dez anos depois, a música dele continua a tocar em rádios, playlists e eventos. Novos fãs descobrem o catálogo. O impacto cultural persiste em Minneapolis e além.

Bruna Santos é colaboradora da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve e colabora para o portal desde 2024. Formação: Professora.

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