A Agência Nacional de Energia Elétrica aprovou reajustes tarifários para oito distribuidoras. Os índices médios variam entre 5% e 15%. A decisão atinge mais de 22 milhões de unidades consumidoras em diferentes estados. Os novos valores começam a valer ainda em abril.
Os principais fatores que levaram aos aumentos foram os custos com encargos setoriais e as despesas com compra e transmissão de energia. Em alguns casos o impacto ficou menor graças ao mecanismo de diferimento tarifário. Esse recurso adia parte dos custos para ciclos futuros. A medida segue os procedimentos regulatórios da agência.
CPFL Santa Cruz registra o maior reajuste aprovado
A CPFL Santa Cruz teve efeito médio de 15,12%. A distribuidora atende cerca de 527 mil unidades em 45 municípios de São Paulo, Paraná e Minas Gerais. O aumento é o mais alto entre as oito empresas.
Para consumidores residenciais de baixa tensão o percentual pode chegar ainda mais alto em alguns cálculos. A revisão tarifária periódica de 2026 considerou a recomposição de custos acumulados. A empresa tem sede em Jaguariúna, no interior paulista.
- Maior reajuste médio: 15,12% na CPFL Santa Cruz
- Atendimento: 527 mil unidades consumidoras
- Municípios: 45, distribuídos em três estados
- Fator principal: custos com encargos e energia
CPFL Paulista tem alta média de 12,13%
A CPFL Paulista atende mais de 5 milhões de unidades em 234 municípios de São Paulo. O reajuste médio ficou em 12,13%. O diferimento tarifário ajudou a reduzir o impacto imediato para os consumidores.
Parte dos custos foi postergada para os próximos ciclos. Mesmo assim o aumento pressiona o orçamento das famílias e das empresas na região. A distribuidora é uma das maiores do grupo CPFL em número de clientes.
Aumentos variam em distribuidoras do Nordeste e Centro-Oeste
A Enel Ceará registrou reajuste médio de 5,78% e atende mais de 4,11 milhões de unidades. A Coelba, na Bahia, teve alta de 5,85% para cerca de 6,92 milhões de consumidores. A Neoenergia Cosern, no Rio Grande do Norte, ficou com 5,40% após diferimento.
A Energisa Sergipe teve 6,86% para mais de 919 mil unidades. Esses percentuais refletem o equilíbrio entre custos operacionais e mecanismos de alívio tarifário. O Nordeste concentra várias das distribuidoras afetadas.
Energisa em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul também são atingidas
A Energisa Mato Grosso do Sul teve reajuste médio de 12,11% para cerca de 1,17 milhão de unidades. Já a Energisa Mato Grosso registrou 6,86% e atende mais de 1,7 milhão de consumidores em 141 municípios.
Os dois estados do Centro-Oeste viram movimentos distintos. O diferimento tarifário foi aplicado em alguns processos para suavizar o repasse aos clientes no curto prazo. As novas tarifas entram em vigor assim que publicadas.
Projeções indicam pressão maior nas contas ao longo de 2026
A Aneel já havia sinalizado em boletins anteriores uma tendência de alta média próxima de 8% para o ano. Os reajustes aprovados agora fazem parte do ajuste periódico previsto nos contratos de concessão. Encargos setoriais continuam entre os principais drivers.
O governo avaliou opções para mitigar impactos, mas discussões internas impediram avanço em algumas propostas. Consumidores devem observar as faturas das próximas semanas para verificar o efeito real em cada região.

