Embaixadores da UE dão sinal verde a empréstimo de 90 bilhões de euros à Ucrânia com fim de impasse húngaroPor Maria
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A União Europeia aprovou de forma preliminar a liberação de um empréstimo de 90 bilhões de euros para a Ucrânia. Embaixadores dos 27 Estados-membros deram o sinal verde na quarta-feira em Bruxelas. O recurso estava bloqueado desde fevereiro por veto da Hungria.
A decisão veio depois que o oleoduto Druzhba retomou o bombeamento de petróleo russo para a Hungria e a Eslováquia. O fluxo havia parado por danos causados por ataques em janeiro. Operadores ucranianos informaram que o transporte deve chegar aos destinos finais a partir desta quinta-feira.
Retomada do oleoduto encerra impasse de meses
O oleoduto Druzhba cruza território ucraniano e leva petróleo russo para refinarias na Hungria e na Eslováquia. O fornecimento parou após os ataques russos de janeiro.
A Ucrânia acusou Moscou de causar os danos. A Hungria, por sua vez, cobrou reparos rápidos e condicionou seu apoio ao empréstimo europeu ao retorno do óleo.
- O petróleo russo chega isento de sanções da UE
- A Hungria depende fortemente desse suprimento para suas refinarias
- A Eslováquia também recebe volumes pelo mesmo ramal
- O impasse afetou relações entre Kiev, Budapeste e Bruxelas
- A retomada ocorreu nesta quarta-feira, segundo operadores
O primeiro-ministro húngaro Viktor Orbán havia vetado o pacote em fevereiro. Ele alegava que a Ucrânia atrasava deliberadamente o conserto.

Mudança política na Hungria ajuda a destravar acordo
Eleições recentes na Hungria alteraram o cenário. Orbán perdeu o pleito de 12 de abril para Péter Magyar. O novo líder indicou disposição para suspender o veto e adotar tom mais alinhado com a UE.
O Parlamento húngaro deve assumir em maio com a nova configuração. Fontes europeias informaram que Budapeste e Bratislava retiraram as objeções após confirmação da retomada do Druzhba.
A presidência cipriota da UE anunciou que os embaixadores iniciaram o procedimento escrito. A validação final deve ocorrer ainda nesta quinta-feira, com prazo de 24 horas para confirmação húngara.
Empréstimo sem juros e atrelado a reparações russas
O valor de 90 bilhões de euros será liberado ao longo de dois anos. O dinheiro serve para financiar defesa e despesas do Estado ucraniano em 2026 e 2027.
Hungria, República Tcheca e Eslováquia optaram por não participar do financiamento coletivo. O reembolso depende de eventuais reparações pagas pela Rússia ao fim do conflito.
O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky comemorou a medida. Ele classificou o dia como importante para a defesa do país e para as relações com a União Europeia.
Sanções adicionais contra Rússia também avançam
Junto com o empréstimo, os embaixadores aprovaram preliminarmente o 20º pacote de sanções contra Moscou. O texto ainda passa por validação final.
O conflito entra no quinto ano. Bombardeios russos continuaram nesta quinta-feira em regiões ucranianas, com relatos de vítimas.
A Ucrânia mantém oposição a qualquer relação comercial que beneficie economicamente a Rússia. O petróleo que passa pelo Druzhba representa exceção às sanções energéticas europeias.
Detalhes técnicos do apoio financeiro
O empréstimo foi acordado inicialmente em dezembro de 2025 pelos líderes dos 27 países. O bloqueio húngaro impediu a execução até agora.
- Montante total: 90 bilhões de euros
- Prazo: dois anos (2026-2027)
- Juros: zero
- Reembolso: condicionado a reparações russas
- Uso principal: defesa e orçamento do Estado
A Comissão Europeia deve detalhar os próximos passos de liberação após a aprovação formal.







