Roger Machado alcança 57% de aproveitamento no São Paulo e encosta em recorde de MuricyPor Thiago Lemos
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O técnico Roger Machado atingiu a marca de 57% de aproveitamento após 11 partidas no comando do São Paulo. O índice coloca o treinador em um patamar estatístico que o clube não registrava há mais de uma década. A performance supera os números iniciais de 18 profissionais que ocuparam o cargo anteriormente. O levantamento considera o desempenho geral em todas as competições disputadas na temporada 2026.
Os dados revelam que o atual comandante ostenta a melhor média de pontos desde a última passagem de Muricy Ramalho, encerrada em 2015. Naquela ocasião, o tricampeão brasileiro somou 60% de aproveitamento em um período de dois anos. Desde então, nenhum técnico conseguiu ultrapassar a barreira estatística que Roger Machado estabeleceu neste primeiro recorte de trabalho no MorumBIS.
Desempenho de Roger Machado supera marcas de treinadores campeões
A trajetória de Roger Machado no São Paulo contabiliza seis vitórias, um empate e quatro derrotas. Embora o número de reveses chame a atenção de parte da torcida, a eficiência na conquista de pontos é matematicamente superior à de nomes como Dorival Júnior e Hernán Crespo. O treinador argentino, em sua primeira passagem pelo clube, atingiu 54% de aproveitamento, enquanto Dorival fechou seu segundo ciclo com a mesma marca.
O atual técnico também desbancou o desempenho recente de Luis Zubeldía, que registrou 55% de produtividade durante sua estada na capital paulista. Mesmo com a resistência de setores da arquibancada, os números indicam uma regularidade que o clube buscava há temporadas. A diretoria mantém o respaldo ao profissional baseada na evolução tática apresentada nos treinamentos. Analistas esportivos apontam que o modelo de jogo de Roger privilegia a posse de bola, o que tem resultado em vitórias importantes, apesar do equilíbrio entre gols marcados e sofridos.
Lista de aproveitamento dos treinadores do São Paulo desde 2015
O ranking de eficiência dos técnicos que passaram pelo MorumBIS nos últimos 11 anos demonstra a dificuldade em manter a constância de resultados. Confira os números oficiais:
- Muricy Ramalho (2013-2015): 60%
- Roger Machado (2026): 57%
- Diego Aguirre: 56%
- Luis Zubeldía: 55%
- Rogério Ceni (2ª passagem): 55%
- Fernando Diniz: 55%
- Dorival Júnior (2ª passagem): 54%
- Hernán Crespo (1ª passagem): 54%
- Thiago Carpini: 50%
- André Jardine: 38%
- Doriva: 33%
Contraste estatístico entre competições gera debate interno
O ponto de discussão sobre o trabalho de Roger Machado reside na oscilação entre os torneios. No Campeonato Brasileiro, o aproveitamento cai para 41,6%, fruto de três vitórias, um empate e quatro derrotas. Esse cenário é o oposto do que foi vivido por Hernán Crespo em sua segunda passagem, quando o argentino manteve 56,7% de eficiência exclusivamente na liga nacional. A disparidade sugere que o time tem tido melhor sorte ou desempenho em competições de mata-mata.
O clube avalia que a atitude do elenco evoluiu, mas reconhece a necessidade de maior efetividade ofensiva. Em jogos recentes, o São Paulo criou oportunidades para placares elásticos, porém desperdiçou chances claras de finalização. O departamento de futebol monitora essa métrica para entender se a baixa eficácia no Brasileirão é uma tendência ou uma amostragem curta. O foco agora é estabilizar a equipe para evitar que o bom aproveitamento geral seja ofuscado por tropeços no campeonato de pontos corridos.
Histórico de Muricy Ramalho permanece como teto para sucessores
Para alcançar o patamar de Muricy Ramalho, Roger Machado precisaria elevar sua taxa de vitórias nos próximos dez confrontos. Muricy acumulou 60 vitórias e 21 empates em 111 jogos, uma longevidade rara no cenário atual do futebol brasileiro. O lendário treinador é a última referência de um trabalho duradouro e vencedor que conseguiu manter a regularidade acima dos 60 pontos percentuais.
A proximidade de Roger com esses números reacende o debate sobre a paciência com o processo de trabalho. Entre os 18 técnicos que passaram pelo CT da Barra Funda desde 2015, nomes como Diego Aguirre chegaram perto da marca atual, estacionando nos 56%. Outros profissionais de renome, como Edgardo Bauza e Ricardo Gomes, não conseguiram ultrapassar os 45% de aproveitamento total. O contexto reforça a tese de que, apesar das críticas externas, o início de Roger Machado é um dos mais sólidos da história recente do clube.







