Apple amplia lucro acima do esperado, mas iPhone segue enfraquecido no trimestre
A Apple divulgou nesta quinta-feira seus resultados do segundo trimestre fiscal e surpreendeu Wall Street com desempenho sólido na receita total e lucro por ação. As ações, porém, tiveram pouca variação no after-hours, refletindo preocupações contínuas com o segmento de smartphones, que mais uma vez ficou abaixo das projeções dos analistas.
O lucro por ação alcançou US$ 2,01, superando a estimativa de US$ 1,95, enquanto a receita total atingiu US$ 111,18 bilhões — acima dos US$ 109,66 bilhões previstos. O resultado representa crescimento de 17% comparado aos US$ 95,4 bilhões do mesmo período do ano anterior.
Iphone mantém trajetória descendente

Pela segunda ocasião em três trimestres, o iPhone gerou receita inferior ao esperado. O segmento produziu US$ 56,99 bilhões, contra a projeção de US$ 57,21 bilhões — diferença pequena em termos absolutos, mas relevante considerando ser o produto mais estratégico da companhia.
Os demais segmentos de hardware compensaram a queda do iPhone:
- Mac: US$ 8,4 bilhões, acima do esperado
- iPad: US$ 6,91 bilhões, superando projeções
- Wearables, acessórios e dispositivos domésticos: US$ 7,9 bilhões
A categoria de computadores pessoais e tablets impulsionou a diversificação de receita, reduzindo a dependência de um único produto.
Serviços brilham com crescimento de 16%
A divisão de serviços consolidou seu papel como motor de rentabilidade. A receita atingiu US$ 30,98 bilhões, superando os US$ 30,39 bilhões projetados e registrando aumento de 16% em relação ao ano anterior. Este segmento inclui App Store, Apple Music, iCloud, Apple Pay e AppleCare.
A margem bruta consolidada subiu para 49,3%, acima dos 48,4% esperados. Este aumento contrasta significativamente com as margens históricas de 30% observadas em períodos anteriores. O crescimento dos serviços, que naturalmente possuem margens mais altas do que hardware, tem sido o principal responsável pela melhora na lucratividade geral.
Grande China retoma impulso com salto de 28%
A região da Grande China — que inclui Taiwan e Hong Kong — apresentou recuperação expressiva no trimestre. As vendas saltaram 28% para US$ 20,5 bilhões, frente aos US$ 16 bilhões registrados um ano antes. A Grande China é o terceiro maior mercado da Apple, atrás apenas das Américas e da Europa, consolidando a importância geográfica da região para a estratégia corporativa.
Investimentos em IA crescem aceleradamente
Os custos com pesquisa e desenvolvimento subiram a ritmo superior ao da receita. O trimestre registrou despesas de US$ 11,42 bilhões, alta de 33% em relação aos US$ 8,55 bilhões do mesmo período de 2025. O aumento evidencia os investimentos substanciais da empresa em novas tecnologias, especialmente inteligência artificial, área que a Apple tem priorizado para competir com rivais como Google e Microsoft.

















