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O São Paulo decidiu que não vai rescindir o contrato do zagueiro Arboleda após o período de ausência do jogador. A diretoria do clube entende que o rompimento imediato do vínculo poderia beneficiar o atleta. Caso ficasse livre, o equatoriano conseguiria assinar com qualquer outra equipe sem que o Tricolor recebesse compensação financeira. O foco da cúpula são-paulina agora é outro. O objetivo central passou a ser a inclusão do defensor em alguma negociação na janela de transferências do meio do ano.

A estratégia visa proteger o patrimônio do clube e evitar problemas nos tribunais. O departamento jurídico avaliou os riscos de uma rescisão unilateral. Mesmo com as notificações enviadas, não havia plena certeza de vitória em uma disputa judicial prolongada. O clube prefere uma saída controlada. Arboleda voltou ao CT antes de completar 30 dias de sumiço, o que dificultaria a alegação de abandono de emprego. A punição aplicada foi uma multa pesada pelos dias em que ele não compareceu aos treinamentos na Barra Funda.

Plano da diretoria foca em futura troca de jogadores

O zagueiro passará por uma rotina específica de treinamentos a partir de agora. A comissão técnica quer garantir que ele recupere a forma física ideal antes de qualquer movimentação no mercado da bola. Ele trabalhará separado do grupo principal neste primeiro momento. O São Paulo quer evitar que novas polêmicas atrapalhem o ambiente do elenco comandado por Thiago Carpini. A prioridade é encontrar interessados que aceitem envolver atletas em uma troca ou pagar pelo passe do equatoriano.

  • Realização de exames médicos detalhados para descartar lesões.
  • Início de cronograma físico individualizado com os preparadores.
  • Monitoramento constante do departamento de futebol sobre propostas.
  • Multa administrativa já descontada diretamente na folha de pagamento.
  • Manutenção do cronograma de treinos em horários alternativos.

O contrato atual do defensor vai até dezembro de 2027. Por ser um vínculo longo, a rescisão amigável é vista como um erro estratégico por parte dos dirigentes. O São Paulo gastou recursos na renovação e não pretende abrir mão do ativo sem retorno. A ideia de usá-lo como moeda de troca agrada, pois o clube busca reforçar outros setores carentes, como as laterais e o ataque. O mercado sul-americano é monitorado para identificar possíveis destinos.

Insegurança jurídica impede saída forçada do defensor

Os advogados do Tricolor foram cautelosos ao analisar o cenário de indisciplina. A última notificação enviada ao staff do jogador fixava esta terça-feira, 5 de maio, como prazo limite. Se Arboleda não aparecesse, o caso iria para a Justiça do Trabalho. Como ele se reapresentou no limite do prazo, o argumento de abandono perdeu força imediata. O São Paulo sabe que processos desse tipo costumam ser lentos e caros para a instituição.

A decisão de não rescindir também passa pela necessidade técnica do grupo. Embora ele não deva jogar agora, a reintegração total pode ocorrer caso nenhuma proposta vantajosa surja até julho. O clube sofre com baixas recentes no setor defensivo, como os problemas médicos de Alan Franco. Se a janela fechar e Arboleda continuar no Morumbis, o técnico terá que avaliar o custo-benefício de utilizar o jogador após a pausa para a Copa do Mundo.

Condição física será critério para próximos passos no CT

O zagueiro será submetido a uma avaliação clínica rigorosa para detectar se houve algum problema físico durante o sumiço. O clube quer assegurar que ele esteja “vendável” no mercado internacional. Jogadores com histórico de indisciplina perdem valor de mercado, e o São Paulo tenta mitigar essa desvalorização mantendo o atleta em atividade controlada. O departamento de fisiologia terá papel fundamental nesse processo de recuperação do ritmo de jogo.

A relação entre Arboleda e a diretoria está desgastada. Não há mais a confiança que existia em temporadas anteriores. Entretanto, o pragmatismo financeiro prevalece nas reuniões realizadas no Morumbis. O São Paulo entende que o futebol é um negócio e perder um jogador desse nível técnico sem receber nada seria um erro de gestão. Os próximos dias servirão para definir quais clubes serão procurados para abrir conversas formais de transferência.

Thiago Lemos é colaborador da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve para o portal desde 2020: Formação: Administração.

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