Sabalenka defende boicote a Grand Slams por maior fatia de premiaçãoPor Beatriz
3 min de leitura
![]() |
Aryna Sabalenka, líder do ranking da WTA, afirmou que os tenistas podem recorrer a um boicote aos quatro Grand Slams. A declaração ocorreu durante a coletiva antes do Internazionali BNL d’Italia, em Roma. A bielorrussa completou 28 anos na terça-feira e usou o momento para reforçar a insatisfação com a divisão de receitas.
A número 1 do mundo respondeu a perguntas sobre o aumento de premiação anunciado para Roland Garros. Ela considerou que, sem mudanças maiores, os atletas precisarão agir de forma mais firme. Outras jogadoras como Coco Gauff expressaram posições semelhantes.
Sabalenka cobra maior percentual de receita dos torneios
A tenista bielorrussa argumentou que os jogadores são o principal atrativo dos eventos. Sem eles, não haveria torneio nem entretenimento para o público. Ela defendeu que a fatia atual não reflete o valor gerado.
Sabalenka citou negociações em andamento. Espera que cheguem a um acordo satisfatório. Ainda assim, deixou claro que o boicote pode surgir como alternativa se o diálogo não avançar.
- Os tenistas geram a maior parte da receita dos Grand Slams
- A premiação representa percentual em queda da bilheteria total
- Jogadoras citam união recente no circuito feminino como força para ação coletiva
- Exemplos de outros esportes, como o basquete feminino nos EUA, servem de referência
Declaração de grupo de top 20 reacende debate sobre Roland Garros
Um grupo de 20 jogadores, incluindo Sabalenka, Jannik Sinner e Coco Gauff, divulgou nota na segunda-feira. Eles manifestaram decepção com o reajuste de premiação do Aberto da França. O torneio vai de 24 de maio a 7 de junho.
A organização elevou o total para 61,7 milhões de euros. O aumento ficou em 9,53% em relação a 2025. Mesmo assim, a fatia dos atletas deve cair para cerca de 14,9% da receita estimada. Em 2024, o percentual chegou a 15,5%.
Os jogadores pedem 22% da receita, patamar já praticado em eventos 1000 da ATP e WTA. A nota menciona falta de consulta e pouca atenção a fundos de bem-estar.
Reação de outras estrelas mostra divisão no circuito
Coco Gauff, quarta do ranking, concordou com a possibilidade de boicote. Citou a união conquistada pelas jogadoras da WNBA como exemplo. A americana defendeu a formação de uma estrutura mais forte, como um sindicato.
Iga Swiatek, ex-número 1, adotou tom mais cauteloso. Reconheceu propostas razoáveis dos atletas, mas considerou o boicote uma medida extrema. A polonesa priorizou diálogo antes de Roland Garros.
Elena Rybakina e Jasmine Paolini também sinalizaram apoio a protestos. A posição de Sabalenka ganhou eco entre várias top 10.
Premiação de Roland Garros prioriza rodadas iniciais
O aumento de 2026 beneficia principalmente qualifiers e primeiras rodadas da chave principal. O campeão e a campeã recebem 2,8 milhões de euros cada, alta de 9,8%. O vice leva 1,4 milhão.
Primeiro round da chave principal paga 87 mil euros ao perdedor, crescimento de 11,5%. A federação francesa destacou o compromisso histórico com os jogadores desde 2019. Ainda assim, o grupo de atletas vê os números como insuficientes diante do faturamento recorde projetado.







